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Bactéria encontrada na Antártida mostra potencial no combate ao câncer de pele

Uma bactéria associada a um organismo marinho coletado na Antártida apresentou capacidade de eliminar células de melanoma em testes laboratoriais, segundo pesquisa conduzida por cientistas da Universidade do Sul da Flórida, nos Estados Unidos. O composto identificado atua de forma seletiva sobre células cancerígenas sem afetar células humanas saudáveis. O estudo ainda se encontra em fase inicial e não há aplicação clínica disponível. A descoberta ocorreu a partir de expedições científicas realizadas em regiões remotas do continente antártico.


Divers Incorporated
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Em 18 de junho de 2026, pesquisadores da Universidade do Sul da Flórida (USF) divulgaram resultados de estudos envolvendo uma bactéria associada a ascídias, invertebrados marinhos fixados em rochas no fundo do oceano Antártico. O organismo produz um composto tóxico que demonstrou ação contra células de melanoma em ambiente laboratorial.


O professor de química Bill Baker, responsável pela pesquisa, afirmou: “Descobrimos que essa ascídia produz uma bactéria que contém um composto tóxico capaz de matar células cancerígenas do melanoma sem prejudicar as células humanas normais. Essa seletividade é crucial no desenvolvimento de medicamentos, pois o objetivo é tratar a doença sem prejudicar o paciente”.

Os testes foram conduzidos com base em amostras coletadas durante uma expedição científica de seis semanas à Antártida, que incluiu mergulhos em áreas de encostas submarinas entre 18 e 24 metros de profundidade, com registros de até 40 metros em operações específicas. Veículos operados remotamente também foram utilizados para acesso a regiões mais profundas.


O pesquisador de pós-doutorado Sam Afoullouss informou que a expedição teve como objetivo mapear a distribuição da bactéria associada às ascídias ao longo da Península Antártica e compreender sua relação biológica com o organismo hospedeiro. Segundo ele, a equipe investigou como o composto é produzido na natureza e como essa interação ocorre no ambiente marinho.


As ascídias estudadas fazem parte de um grupo de invertebrados que vivem fixos em substratos submarinos e produzem substâncias químicas para defesa biológica. A pesquisa indica que esses compostos podem ter origem em bactérias associadas aos organismos hospedeiros.


O ambiente de coleta inclui regiões com correntes marítimas intensas e presença de gelo e fauna marinha de grande porte, como focas-leopardo, além de baixa visibilidade em determinados pontos. As amostras foram preservadas para análise em laboratório após a coleta.


Após o encerramento da expedição, o material passou a ser analisado em diferentes áreas, incluindo genética, química e biologia, com o objetivo de identificar a estrutura do composto e sua possibilidade de reprodução em escala laboratorial. Os pesquisadores afirmam que ainda não há validação para uso clínico em humanos.

 
 

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