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Coreia do Sul avalia envio de tropas para o Estreito de Ormuz

4 de set.
2 min de leitura

A Coreia do Sul avalia enviar recursos militares ao Estreito de Ormuz após pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que Seul apoie Washington na guerra contra o Irã. A informação foi divulgada pelo gabinete presidencial sul-coreano em 4 de setembro de 2026. Nenhum destacamento foi aprovado, e qualquer envio dependerá de exigências legais e de votação na Assembleia Nacional.


© Chung Sung-Jun/Getty
© Chung Sung-Jun/Getty

Um funcionário da presidência afirmou a repórteres que opções militares estão entre as medidas analisadas, mas negou que o governo já tenha decidido enviar tropas. A declaração contradiz reportagens publicadas pela imprensa sul-coreana em 3 de setembro, segundo as quais Seul preparava o envio de recursos antes do fim do ano e poderia solicitar autorização parlamentar ainda neste mês.


“Nada foi decidido”, disse o funcionário.


Segundo o gabinete presidencial, qualquer eventual destacamento terá de cumprir os requisitos legais da Coreia do Sul, considerar a prontidão militar na Península Coreana e passar por votação na Assembleia Nacional. A posição apresentada pelo governo mantém em aberto a possibilidade de participação sul-coreana nas operações relacionadas ao Estreito de Ormuz, mas não estabelece prazo, efetivo ou missão.


As emissoras sul-coreanas JTBC e MBC informaram em 3 de setembro que Seul estaria preparando recursos para envio até o fim de 2026. As reportagens também indicaram que o governo poderia levar a questão ao parlamento durante setembro.


Entre os recursos mencionados estão uma aeronave de patrulha marítima, um navio de apoio logístico naval, uma unidade de detecção e desminagem e uma equipe especializada em desativação de explosivos. Seul também estaria discutindo com os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e a França a extensão de uma possível contribuição.


A revisão da posição sul-coreana ocorre após uma decisão de Trump sobre os exercícios militares conjuntos entre Washington e Seul. Em 17 de agosto, horas antes do início das atividades, Trump ordenou ao Pentágono que reduzisse de forma substancial os exercícios previstos com a Coreia do Sul.


Trump afirmou que havia pedido ao presidente sul-coreano que se juntasse aos Estados Unidos na “Desnuclearização da República Islâmica do Irã” e disse que recebeu como resposta: “Não, obrigado!”.


O presidente dos Estados Unidos vinculou a redução dos exercícios à relação mantida com Kim Jong Un, presidente da República Popular Democrática da Coreia, e classificou as manobras militares conjuntas como dispendiosas e hostis a Pyongyang.


A Coreia do Norte rejeitou a redução anunciada por Trump. Pyongyang afirmou que os exercícios militares entre Washington e Seul continuam sendo provocativos e agressivos e declarou que os Estados Unidos não obteriam a resposta esperada caso a medida fosse apresentada como gesto de boa vontade.


A pressão sobre Seul ocorre no contexto da participação militar dos Estados Unidos nas operações contra o Irã. A possibilidade de deslocar recursos sul-coreanos para o Estreito de Ormuz amplia a discussão sobre o papel de aliados de Washington em uma operação que o governo sul-coreano havia evitado apoiar de forma direta.


O governo de Seul ainda não definiu quais recursos seriam empregados, quantos militares poderiam participar, qual seria a duração de eventual missão ou sob qual estrutura operacional os meios seriam empregados. Qualquer decisão permanece condicionada à avaliação militar na Península Coreana e à aprovação da Assembleia Nacional.

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