Cuba denuncia bloqueio petrolífero imposto pelos EUA na CELAC
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- 19 de jun
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Cuba denunciou na VIII Reunião de Ministros de Energia da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) que as medidas impostas pelos Estados Unidos interromperam o abastecimento de combustível destinado à ilha. A acusação foi apresentada pelo vice-ministro de Energia e Minas de Cuba, Argelio Abad, que atribuiu a situação a um decreto assinado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo o governo cubano, as restrições impediram durante mais de três meses a chegada de navios com combustível adquirido no mercado internacional.

Durante sua intervenção no encontro ministerial, Abad afirmou que o bloqueio energético imposto contra Cuba produziu impactos diretos sobre a geração de eletricidade e o funcionamento da economia nacional. O dirigente explicou que, apesar da existência de capacidade instalada para ampliar a oferta energética, a ausência de combustível inviabilizou a utilização dessa infraestrutura.
De acordo com o representante cubano, nenhum navio transportando combustível comprado por Cuba conseguiu atracar em portos do país durante um período superior a três meses. A interrupção do fluxo de petróleo e derivados afetou o fornecimento de insumos necessários para diversos setores dependentes de importações.
Abad declarou que a situação provocou paralisações relacionadas ao abastecimento de produtos importados e afetou o funcionamento de atividades vinculadas ao consumo de energia. O vice-ministro classificou o cenário enfrentado pela ilha como resultado direto das restrições impostas por Washington contra o setor energético cubano.
Ao abordar os efeitos sobre o sistema elétrico, o dirigente informou que o país recuperou e mantém disponíveis mais de 1.100 megawatts de capacidade de geração distribuída. Entretanto, segundo ele, essas unidades não puderam entrar em operação devido à ausência de combustível necessário para seu funcionamento.
Em mensagem publicada na plataforma X, Abad afirmou que a limitação não decorre de falhas técnicas nem de incapacidade operacional da infraestrutura energética cubana. O vice-ministro atribuiu a situação às restrições impostas contra o acesso da ilha ao mercado internacional de combustíveis.
“Apesar de termos recuperado e termos disponíveis mais de 1.100 MW de geração distribuída, não conseguimos colocá-las em operação devido à absoluta falta de combustível”, escreveu o dirigente cubano.
Na mesma publicação, ele reforçou a acusação de que o problema decorre das medidas aplicadas pelos Estados Unidos contra Cuba. “Não é um problema técnico, é o bloqueio em sua pior forma”, declarou Argelio Abad durante a reunião da CELAC.











































