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Eduardo Bolsonaro falta a interrogatório no STF

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro não compareceu ao interrogatório marcado pelo Supremo Tribunal Federal em 14 de abril de 2026. Ele responde a uma ação penal por coação no curso do processo relacionado à tentativa de golpe de Estado atribuída a Jair Bolsonaro. A ausência foi registrada durante audiência conduzida por juiz auxiliar do gabinete do ministro Alexandre de Moraes. O não comparecimento pode acelerar a tramitação para a fase final antes do julgamento. O caso envolve também articulações com o governo estadunidense para pressionar autoridades brasileiras.


EDUARDO BOLSONARO I ARQUIVO
EDUARDO BOLSONARO I ARQUIVO

Durante a audiência, o juiz auxiliar declarou o interrogatório prejudicado em razão da ausência do réu. Eduardo Bolsonaro não constituiu defesa particular e é representado pela Defensoria Pública da União (DPU). Foi aberto prazo de cinco dias para que a DPU e a Procuradoria-Geral da República (PGR) informem se pretendem solicitar novas diligências. Caso não haja novos pedidos, o processo seguirá para a fase de alegações finais, etapa que antecede o julgamento definitivo, com manifestação inicial da PGR e posterior resposta da defesa.


A acusação apresentada pela PGR sustenta que Eduardo Bolsonaro atuou para obstruir investigações relacionadas à tentativa de golpe de Estado, pela qual Jair Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e 3 meses de prisão. Segundo o órgão, o ex-deputado utilizou conexões políticas internacionais para pressionar o sistema judicial brasileiro, em uma estratégia que ultrapassa o âmbito interno e mobiliza instrumentos de ingerência externa.


De acordo com a denúncia, Eduardo Bolsonaro teria articulado junto ao governo estadunidense, liderado pelo presidente Donald Trump, a imposição de sanções econômicas e tarifas contra o Brasil e contra integrantes do Judiciário. A iniciativa, segundo a PGR, teria como objetivo retaliar decisões do STF e constranger ministros envolvidos no julgamento da tentativa de ruptura institucional.


Na mesma ação penal figura Paulo Figueiredo, produtor de conteúdo e aliado da família Bolsonaro. A Procuradoria-Geral da República afirma que ambos atuaram de forma coordenada, utilizando contatos com membros do alto escalão do governo estadunidense para pressionar autoridades brasileiras. A estratégia descrita na denúncia aponta para o uso de mecanismos típicos da política externa estadunidense — como sanções e isolamento econômico — como ferramenta de interferência em processos judiciais soberanos.

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