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Em 20 dias, Brasil Contra o Crime Organizado apreende 67 t de drogas, 639 armas e prende 473

O governo federal informou que o Programa Brasil Contra o Crime Organizado apreendeu mais de 67 toneladas de drogas, 639 armas de fogo e 26.875 munições nos primeiros 20 dias de execução. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em 6 de junho, as operações realizadas desde 12 de maio resultaram ainda na prisão de 473 pessoas e na apreensão de 1.013 veículos. Ao todo, 9.204 agentes participaram de 11 operações integradas em diferentes regiões do país.


Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Agência Gov, divulgado em 6 de junho de 2026
Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Agência Gov, divulgado em 6 de junho de 2026
Lançado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública com previsão orçamentária de R$ 11,1 bilhões, o programa foi estruturado em quatro eixos: combate ao financiamento das organizações criminosas, retomada do controle dos sistemas prisionais, aprimoramento das investigações de homicídios e enfrentamento ao mercado ilegal de armas. A iniciativa busca integrar órgãos federais, estaduais e municipais em ações coordenadas de segurança pública.

Dados da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP) apontam que os R$ 30,4 milhões empregados nas três primeiras semanas de operações produziram um prejuízo estimado de R$ 361,3 milhões às organizações criminosas. O valor corresponde a aproximadamente R$ 12 em perdas para esses grupos a cada R$ 1 investido pelo Estado. De acordo com o ministério, o resultado supera em 251% a meta projetada para os primeiros 90 dias do programa.


No acumulado de abril e maio, operações conduzidas pela SENASP e pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (DIOPI) registraram 2.182 prisões em flagrante. As ações também resultaram na apreensão de drogas, armas e veículos. O prejuízo econômico calculado para as organizações criminosas, excluindo o valor das drogas retiradas de circulação, chegou a R$ 223,54 milhões. As operações Narke e Renocrim obtiveram decisões judiciais para bloqueio de R$ 436 milhões em ativos vinculados a investigações.


No sistema prisional, a 11ª fase da Operação Mute mobilizou 4.042 policiais penais em 124 unidades prisionais. Foram realizadas revistas em 3.728 celas e apreendidos 680 telefones celulares. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, os aparelhos eram utilizados para comunicação entre integrantes de organizações criminosas presos e agentes externos.


Desde o início da Operação Mute, em 2023, as forças de segurança informam ter retirado 8.646 celulares de estabelecimentos prisionais brasileiros. As operações envolveram mais de 38 mil policiais penais e inspeções em mais de 37 mil celas.


A Polícia Federal informou que homologou 128 operações somente no mês de abril. Nesse período, foram efetuadas 849 prisões em flagrante e cumpridas 1.371 ordens de captura por meio dos Grupos de Capturas da corporação. Também foram executados 295 mandados de busca e apreensão.


Segundo a Polícia Federal, as ações produziram R$ 272 milhões em descapitalização de organizações criminosas. A corporação apreendeu ainda 160 armas de fogo, 4.563 munições, 5,6 toneladas de cocaína e 20,9 toneladas de maconha.


As operações de fiscalização e repressão em áreas de fronteira foram ampliadas para as 27 unidades da Federação. O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que, em 2025, essas ações estavam concentradas em sete estados. O programa também passou a atuar em sete áreas consideradas prioritárias da Amazônia e em 42 municípios distribuídos entre Acre, Amazonas, Pará, Maranhão, Mato Grosso do Sul e Paraná.


No âmbito internacional, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, reuniu-se em Assunção com Jalil Rachid, titular da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (SENAD). O encontro teve como pauta a cooperação bilateral para operações de combate ao tráfico de drogas nas regiões de fronteira.


Durante a reunião, foram apresentados resultados da Operação Nova Aliança, conduzida desde 2012 pela SENAD em cooperação com a Polícia Federal brasileira. Segundo os dados divulgados pelas autoridades, a operação acumulou a destruição de 1.218 acampamentos de cultivo de maconha, a eliminação de 11,2 milhões de quilos da droga e um prejuízo estimado em R$ 1,6 bilhão para organizações criminosas.


Wellington César Lima e Silva também participou da 55ª Reunião de Ministros do Interior e Segurança do Mercosul (RMIS) e da 63ª Reunião de Ministros da Justiça do Mercosul (RMJ). Durante os encontros, o ministro apresentou o Programa Brasil Contra o Crime Organizado aos países do bloco. Segundo declaração reproduzida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, “Quanto mais forte a capacidade de cada Estado-Parte, mais resiliente será nossa região frente às ameaças comuns”.


Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Agência Gov, divulgado em 6 de junho de 2026.

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