Enxames de drones do Hezbollah ampliam desgaste militar e psicológico no norte de "Israel"
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- 13 de mai.
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O Hezbollah lançou nesta terça-feira (12) o maior ataque coordenado com enxames de drones já registrado contra posições israelenses no norte de Israel. A operação ocorreu em múltiplas ondas contra alvos militares próximos da fronteira com o Líbano e expôs dificuldades do sistema israelense de interceptação diante do uso simultâneo de drones explosivos. O episódio ocorre enquanto Israel amplia sua ofensiva militar no sul libanês e acelera a produção interna de drones FPV para ampliar operações de desgaste na fronteira norte.

Segundo a emissora israelense i24, o ataque ocorreu em duas fases distintas. Na primeira onda, dois drones atingiram forças israelenses posicionadas no sul do Líbano, deixando dois soldados feridos, um em estado moderado e outro com ferimentos leves.
Ainda segundo o canal israelense, outros dois drones atacaram uma área na fronteira norte de Israel e provocaram um incêndio enquanto a força aérea tentava interceptar os aparelhos. Menos de uma hora depois, o Hezbollah lançou nova ofensiva envolvendo múltiplos drones contra o mesmo alvo militar.
Relatos publicados pela i24 afirmam que os drones permaneceram sobrevoando a área durante vários minutos até selecionar o “ponto de ataque ideal”. Um soldado israelense ouvido pela emissora descreveu a operação. “Eu vi dois deles atingirem o alvo e, em cinco segundos, avistamos outro sobrevoando os prédios à procura de pessoas. Você vê tudo com seus próprios olhos: o carretel de fibra óptica, o drone e o enorme dispositivo explosivo”, afirmou.
A emissora israelense informou que foi a primeira vez que um ataque coordenado com drones contra um único alvo em território israelense ocorreu nessa escala. Uma fonte de segurança citada pela i24 declarou que a principal preocupação militar passou a ser o lançamento simultâneo de múltiplos drones explosivos. “Mesmo que você intercepte dois ou três, outros permanecem e tentam manobrar para atacar novamente”, afirmou a fonte.
Os ataques ocorreram em meio à ampliação das operações do Hezbollah no sul do Líbano. O grupo passou a combinar drones FPV, drones suicidas, foguetes e mísseis guiados antitanque contra posições militares israelenses instaladas na fronteira.
O jornal libanês Al Akhbar informou nesta quarta-feira (13) que o Hezbollah expandiu suas operações militares nos setores oeste e central do sul do Líbano. Segundo o periódico, as ações envolveram ataques contra forças israelenses entre Naqoura, Bayyada, Houla, Taybeh, Rashaf e Qouzah, alcançando áreas próximas ao rio Deir Seryan e à posição militar israelense de Blat.
O jornal relatou que combatentes do Hezbollah utilizaram mísseis guiados antitanque, salvas de foguetes e enxames de drones contra tropas israelenses, tanques Merkava e concentrações militares. Em Bayyada, um tanque Merkava teria sido atingido por míssil guiado, enquanto drones suicidas atacaram soldados israelenses posicionados dentro de residências ocupadas pelo exército.
Perto do porto de Naqoura, enxames de drones atingiram concentrações de soldados israelenses em duas ondas distintas. Segundo o Al Akhbar, operações no setor central também envolveram ataques contra um soldado israelense e um tanque Merkava nas proximidades de Houla e Khirbet al-Manara.
O periódico libanês afirmou que ataques sucessivos utilizando “armas apropriadas” atingiram blindados israelenses em Taybeh. O jornal descreveu a estratégia do Hezbollah como uma combinação de guerra de drones, ataques de precisão e pressão simultânea sobre múltiplos pontos da linha de combate.
O Al Akhbar também destacou preocupação israelense com o impacto operacional e psicológico da campanha de drones conduzida pelo Hezbollah. O jornal citou reportagens da imprensa israelense sobre “dezenas de incidentes de segurança” registrados em bases militares e áreas da fronteira norte em um único dia, parte deles submetidos à censura militar israelense.
Militares e comentaristas israelenses citados pelo jornal reconheceram que o Hezbollah impôs uma dinâmica de desgaste contínuo sobre tropas e colonos israelenses no norte do país. Um morador do assentamento de Kiryat Shmona declarou que os drones “agora estão batendo nas portas”, em referência à presença constante dos aparelhos sobre áreas habitadas.
O avanço das operações com drones ocorre enquanto Israel amplia sua própria estrutura de guerra aérea não tripulada. A Rádio do Exército Israelense informou na terça-feira (12) que os militares decidiram criar uma fábrica destinada à produção de milhares de drones suicidas por mês.
Segundo a emissora, a unidade produzirá drones FPV utilizados em operações ofensivas e defensivas em diferentes frentes militares. O projeto será administrado pela Diretoria de Tecnologia e Logística do exército israelense.
A rádio informou que parte da equipe da fábrica será composta por soldados judeus ultraortodoxos. Cerca de 200 militares deverão atuar na instalação após treinamento técnico, com a primeira turma prevista para iniciar atividades em junho.
As autoridades militares israelenses estimam que a nova estrutura poderá fornecer milhares de drones por mês dentro de dois meses. Segundo a Rádio do Exército Israelense, a meta posterior é ampliar a produção para dezenas de milhares de unidades mensais.
Até agora, os militares israelenses dependiam da compra desses equipamentos de uma empresa privada israelense que utiliza componentes parcialmente fabricados na China. O novo plano busca centralizar a produção de drones sob controle direto das forças armadas israelenses.



































