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Irã ataca bases dos EUA na Jordânia e embarcações em resposta a ataques contra petroleiros

há 1 hora
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O governo iraniano afirmou que suas forças armadas realizaram ataques contra bases e instalações militares estadunidenses na Jordânia e contra embarcações dos Estados Unidos como resposta aos ataques contra navios comerciais iranianos.


©TASNIM
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Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou os ataques estadunidenses contra navios comerciais iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã como parte de uma política que descreveu como “agressão militar, bloqueio marítimo e guerra econômica” contra o país.


O ministério afirmou que as ações estadunidenses representam uma “clara violação” da Carta das Nações Unidas e do direito internacional. Para Teerã, a atuação militar e marítima dos Estados Unidos amplia os riscos para a segurança regional e internacional.


A chancelaria iraniana declarou que, diante dos ataques estadunidenses contra petroleiros iranianos, as Forças Armadas do Irã exerceram seu “direito inerente à legítima defesa”. Segundo a declaração, a resposta incluiu ataques contra bases e instalações militares estadunidenses localizadas na Jordânia.


O governo iraniano também acusou a Jordânia de apoiar as operações militares dos Estados Unidos contra o Irã. A inclusão de instalações localizadas em território jordaniano amplia o alcance geográfico da disputa e envolve um Estado que, segundo Teerã, estaria oferecendo apoio às operações estadunidenses.


As forças iranianas também atacaram embarcações dos Estados Unidos. O Ministério das Relações Exteriores classificou essas ações como “ataques defensivos” e afirmou que as forças armadas do país responderão a qualquer ataque militar dirigido contra o território, a soberania ou os interesses nacionais iranianos.


A chancelaria também solicitou uma reação do Conselho de Segurança das Nações Unidas e de outras organizações internacionais. Teerã pediu medidas para interromper o que classificou como violações estadunidenses da paz e da segurança internacionais.


A disputa marítima ocorre no contexto da escalada entre Irã e Estados Unidos, que passou a envolver rotas comerciais e militares no Golfo Pérsico, no Golfo de Omã e nas proximidades do Estreito de Ormuz.


No início da quarta-feira, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica afirmou ter atacado duas embarcações estadunidenses e oito petroleiros. A declaração apresentou as ações como resposta aos ataques dos Estados Unidos contra cinco petroleiros iranianos.


A sequência de ataques colocou embarcações comerciais e militares no centro da disputa. O Irã afirma que os ataques estadunidenses contra seus navios representam parte de uma política de bloqueio marítimo e utiliza a legítima defesa como fundamento para suas ações contra alvos militares e embarcações dos Estados Unidos.


A ampliação da zona marítima restrita, por sua vez, estabelece uma área que parte de Chabahar e alcança trechos do Golfo de Omã e do Mar Arábico, enquanto as autoridades iranianas ainda não divulgaram as coordenadas que definirão seus limites.

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