Mobilização pró-Lula leva atos às ruas em mais de 500 atividades pelo país
Militantes e apoiadores de Lula participaram, neste domingo (27), de uma mobilização nacional a uma semana do primeiro turno das eleições. A jornada “Bora Lula” reuniu atividades em capitais e municípios, com caminhadas, carreatas, panfletagens, pedaladas e manifestações culturais. A campanha informou que mais de 500 ações foram organizadas nas 27 capitais e em centenas de cidades.

No Rio de Janeiro, o CarnaLula 2026 percorreu a orla de Copacabana, reunindo diferentes blocos de rua sem carro de som ou trio elétrico. A candidata ao Senado pelo PT Benedita da Silva utilizou um microfone durante a atividade para destacar o Carnaval como manifestação da cultura popular e convocou os participantes a apoiarem também candidaturas do campo progressista para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e a Câmara dos Deputados.
Benedita associou a disputa eleitoral à defesa da democracia e da soberania nacional. Durante o ato, retomou a frase utilizada por Lula: “Não seremos quintal de ninguém”. A declaração ocorreu em meio às denúncias apresentadas pela campanha de Lula ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras.
Em São Paulo, a mobilização começou com blocos de Carnaval, apresentações circenses e pedaladas na Avenida Paulista. Posteriormente, candidatos participaram de discursos em um palco instalado no local, com manifestações sobre democracia, direitos sociais e organização política dos trabalhadores.
A candidata ao Senado Simone Tebet (PSB) declarou: “O negacionismo não passará”. A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) defendeu a eleição de candidatos que, em suas palavras, afastem o Brasil do fascismo e atuem em defesa da classe trabalhadora. Hilton também voltou a defender o fim da escala de trabalho 6×1.
O ator Humberto Carrão, que participou da atividade em São Paulo, afirmou ao Brasil de Fato que convocava os eleitores a definirem a eleição presidencial ainda no primeiro turno. A mobilização paulista integrou a programação nacional organizada por militantes, partidos aliados e movimentos populares.
Em Belo Horizonte, a capital mineira concentrou atividades de apoio à candidatura de Lula. Entre elas esteve um bandeiraço no centro da cidade, no qual centenas de militantes estenderam uma faixa com a inscrição “Lula do Brasil”.
Pedro Martins, integrante do coletivo Alvorada e um dos organizadores da atividade, defendeu a ocupação das ruas durante a reta final da campanha. “Foi um ato espetacular, com os movimentos sociais todos reunidos. Essa semana foi uma semana importante, de que precisamos ir para a rua, e só assim que a gente vira a voto, que a gente chega a uma conquista”, afirmou ao Brasil de Fato.
A programação em Belo Horizonte ocorreu depois de outras mobilizações políticas realizadas na cidade durante o fim de semana. Para o domingo (27), organizações também haviam convocado o “PedaLula: Convoque seu Lula!”, com concentração na Praça da Liberdade e percurso de bicicleta pelas ruas da capital mineira.
Em Florianópolis, Santa Catarina, e Curitiba, no Paraná, apoiadores de Lula participaram de pedaladas carregando bandeiras relacionadas à candidatura. Em Brasília, a concentração ocorreu no Eixão, via que atravessa o Plano Piloto no sentido norte-sul.
A programação da jornada também alcançou outras capitais. O planejamento divulgado antes dos atos previa caminhadas, atividades culturais, panfletagens, carreatas, pedaladas, encontros políticos e ações organizadas por movimentos populares e comitês de campanha.
Em Salvador, estavam previstas caminhadas em Paripe e atividades com juristas no Farol da Barra. No Recife, a programação incluiu a “Pedalada da Cultura”, na Avenida da Aurora, além de caminhadas em bairros populares. Em Fortaleza, foram organizados festivais culturais no bairro Genibaú e caminhadas na Praia de Iracema.
No Pará, a jornada incluiu carreatas universitárias e barqueatas em municípios ribeirinhos. Em Cuiabá, Mato Grosso, houve panfletagem na Feira do Porto. Em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, foram previstos bandeiraços no Parque da Redenção e na orla do Guaíba, enquanto Curitiba recebeu atividades políticas no Largo da Ordem e na Praça Santos Andrade.
A campanha informou que a mobilização foi organizada de forma descentralizada e envolveu as 27 capitais e centenas de municípios. A agenda nacional foi apresentada como uma jornada de mobilização popular na reta final antes do primeiro turno, com atividades conduzidas por militantes, partidos aliados, movimentos sociais, comitês populares e organizações locais.


