“Não há gasto melhor do que salvar vidas”, diz Lula sobre investimentos no SUS
- www.jornalclandestino.org

- 12 de abr.
- 2 min de leitura
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou em 26 de março de 2026 o polo farmacêutico de Anápolis, em Goiás, para anunciar investimentos industriais na produção de insumos de saúde. A iniciativa, apoiada pelo BNDES, prevê cerca de R$ 250 milhões destinados à fabricação de escopolamina, componente amplamente utilizado em medicamentos. O governo federal associa o projeto à redução da dependência externa e à ampliação do acesso a remédios no Sistema Único de Saúde. Durante o evento, Lula afirmou que não há limite para investimentos voltados à preservação da vida. A ação integra a política de fortalecimento do complexo econômico-industrial da saúde em meio à histórica vulnerabilidade brasileira diante de cadeias globais dominadas por grandes potências.

A visita ocorreu no município de Anápolis, considerado um dos principais centros industriais farmacêuticos do país. No local, o governo federal apresentou o projeto de produção nacional da escopolamina como parte de uma estratégia mais ampla de reindustrialização do setor de saúde. A iniciativa busca enfrentar a dependência estrutural de importações de insumos farmacêuticos, realidade que impacta diretamente os custos e a disponibilidade de medicamentos no SUS.
Segundo informações divulgadas pela Presidência da República, o investimento de aproximadamente R$ 250 milhões será viabilizado com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, articulando política industrial e financiamento estatal. O projeto integra a política do governo de reconstrução de capacidades produtivas nacionais, em um cenário internacional marcado por cadeias concentradas e disputas geopolíticas por insumos estratégicos.
Durante o discurso, Lula destacou o caráter social da política pública. “Muita gente acha que isso é gastar muito dinheiro. Não tem limite de investimento melhor do que você colocar dinheiro para salvar a vida de homens, mulheres e crianças nesse país”, declarou. A fala foi feita diante de representantes da indústria e autoridades locais, reforçando a centralidade da saúde como eixo de desenvolvimento.
A produção de insumos farmacêuticos ativos no território nacional é tratada pelo governo como instrumento de soberania econômica e sanitária. A dependência externa, historicamente consolidada ao longo de décadas de desindustrialização e abertura econômica, limita a autonomia do país diante de crises globais e pressões internacionais sobre cadeias de suprimento.
Ao vincular política industrial à saúde pública, o governo busca inserir o Brasil em segmentos de maior valor agregado da economia global, tradicionalmente concentrados em países centrais. A estratégia também aponta para a possibilidade de exportação futura desses insumos, ampliando a presença brasileira em mercados internacionais.
Ainda durante a agenda em Anápolis, Lula recebeu a dose da vacina contra a influenza, marcando o início da Campanha Nacional de Vacinação. A mobilização nacional teve início em 28 de março de 2026 nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste, com foco na ampliação da cobertura vacinal e na prevenção de doenças respiratórias sazonais.



































