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"Nós não somos do tipo que recua ou faz concessões." Qalibaf

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou nesta quarta-feira que a República Islâmica não pretende recuar ou aceitar concessões após novas tensões envolvendo o memorando de entendimento assinado em 17 de junho com os Estados Unidos. A declaração ocorreu após uma série de acusações entre Teerã e Washington sobre violações do acordo e novas ações militares na região. O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica anunciou uma operação contra instalações militares estadunidenses após ataques atribuídos aos Estados Unidos contra áreas do sul do Irã.


Mohammad Baqer Qalibaf | WIKIMEDIA
Mohammad Baqer Qalibaf | WIKIMEDIA

Em uma mensagem publicada em sua conta na plataforma X, Qalibaf apresentou uma lista de medidas que, segundo ele, representariam violações do Memorando de Entendimento (MoU) firmado entre os dois países. Entre os pontos citados estavam a questão da navegação no Estreito de Ormuz, ameaças de novos ataques, a retomada de sanções relacionadas ao petróleo iraniano, operações militares no sul do Irã e a continuidade das ações israelenses contra o Líbano.


"Não somos de recuar nem de fazer concessões", afirmou Qalibaf ao comentar a posição do governo iraniano diante das acusações de descumprimento do acordo. O presidente do Parlamento declarou ainda que "a era da intimidação e da extorsão acabou" e que o Irã não alteraria sua posição.


As declarações ocorreram após o anúncio do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica de uma operação militar em resposta ao que classificou como ataques realizados pelo exército infanticida e terrorista dos Estados Unidos. Segundo o comunicado divulgado pela organização, a ação atingiu 85 instalações militares estadunidenses localizadas no porto de Salman, na Quinta Frota do Bahrein e na Base Aérea de Ali al-Salem, no Kuwait.


O anúncio do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica foi divulgado depois que o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) confirmou operações contra locais no sul do Irã. Washington afirmou que os ataques ocorreram como resposta a supostos ataques iranianos contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz.


O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã para Assuntos Jurídicos e Internacionais, Kazem Qaribabadi, também acusou os Estados Unidos de violarem compromissos previstos no memorando de entendimento. Segundo ele, Teerã adotaria medidas para proteger seus interesses e sua segurança nacional.


Qaribabadi afirmou que, nas últimas três semanas, os Estados Unidos violaram as cláusulas 1 e 2 do memorando de entendimento de Islamabad ao revogar a suspensão temporária de sanções que permitia a venda de petróleo iraniano e ao realizar ataques relacionados às ações israelenses no Líbano e às declarações de Washington direcionadas ao Irã.


O representante iraniano também mencionou a decisão estadunidense de restabelecer medidas contra o setor petrolífero iraniano e as ações militares realizadas na região como elementos que, segundo Teerã, comprometem os compromissos estabelecidos no entendimento firmado entre as partes.

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