OMS redobra esforços para conter ebola
- www.jornalclandestino.org

- 23 de jun.
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A República Democrática do Congo registra mais de 780 casos confirmados e 180 mortes por ebola causados pelo vírus bundibugyo. Uganda contabiliza 19 notificações e dois óbitos ligados ao mesmo surto. A resposta humanitária envolve leitos, laboratórios e um sistema organizado em 11 pilares operacionais.

O surto de ebola declarado há um mês na República Democrática do Congo e em Uganda continua em expansão, segundo dados sanitários das autoridades locais e da Organização Mundial da Saúde (OMS). No território congolês, os registros ultrapassam 780 casos confirmados e 180 mortes, enquanto Uganda soma 19 notificações e dois óbitos associados ao vírus.
A Organização Mundial da Saúde mantém equipes em campo e avalia que a resposta operacional não acompanha o ritmo da propagação. Rose Belizaire, responsável pela resposta a emergências da OMS para a África, declarou à ONU News: “em uma escala de zero a 10, considerando o nível que essa resposta deveria atingir, os esforços ainda estão em cerca de três ou quatro”. Ela afirmou ainda que o surto “está evoluindo rapidamente” e que os parceiros precisam ampliar ações.
As operações incluem cerca de 400 leitos disponíveis e quatro laboratórios em funcionamento, com dois deles processando quase 1 mil amostras por dia. Equipes de investigação são acionadas quando há notificação de caso suspeito em comunidades, com deslocamento imediato ao local para confirmação e encaminhamento do paciente a centros de trânsito e, depois, a centros de tratamento.
A estrutura de resposta ao surto está organizada em 11 pilares, incluindo vigilância comunitária, equipes de investigação, centros de trânsito, laboratórios, centros de tratamento, prevenção e controle de infecções e gestão de dados. O sistema inclui também apoio psicossocial e nutricional a pacientes, familiares e contatos monitorados, além de procedimentos de desinfecção e destruição de materiais contaminados.
Em visita a Beni, área atingida pelo surto, Rose Belizaire afirmou que as equipes locais dispõem de capacidade técnica e que a limitação está na disponibilidade de recursos para operação em larga escala.
Na quarta-feira, a OMS divulgou diretrizes clínicas para manejo de doenças causadas por filovírus, grupo que inclui ebola e marburg. O documento reúne recomendações baseadas em dados clínicos acumulados desde 1967, ano da identificação do vírus de Marburg, período em que foram registrados 72 surtos dessas doenças.
A MONUSCO informou o falecimento de um trabalhador subcontratado e recrutado localmente em Bunia, em decorrência do ebola. Segundo a missão, o funcionário não atuava para a MONUSCO desde 22 de maio de 2026 e não esteve nas instalações por mais de 21 dias antes da confirmação do diagnóstico. A missão comunicou condolências à família e aos colegas do trabalhador.
As operações humanitárias incluem envio de equipes e suprimentos por meio do Serviço Aéreo Humanitário das Nações Unidas para áreas de atuação na República Democrática do Congo, com deslocamento de materiais para suporte logístico às equipes de resposta.












































