ONU libera US$ 15 milhões de fundo de emergência após terremotos na Venezuela
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- 29 de jun.
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A ONU anunciou a liberação de US$ 15 milhões de seu fundo de emergência após os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 que atingiram a Venezuela. As autoridades registram mais de 900 mortos em balanços posteriores e 1.430 mortos em estimativas iniciais divulgadas durante a crise. O sistema das Nações Unidas afirma que 1,8 milhão de pessoas necessitam de assistência imediata, incluindo 680 mil crianças.

A crise humanitária na Venezuela se intensifica após os tremores que atingiram diferentes regiões do país, com colapso de hospitais, escolas e redes de água. A resposta internacional envolve agências da ONU em operações de busca, resgate e assistência emergencial em meio a escombros, deslocamentos e interrupções de serviços essenciais. O secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou “profundo pesar pela trágica perda de vidas” e afirmou mobilização do sistema das Nações Unidas em coordenação com o governo venezuelano.
Equipes de resgate atuam em áreas como o estado de La Guaira e regiões da capital Caracas, onde edifícios desabaram e estruturas públicas foram comprometidas. O Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) informou que 25 equipes de resposta rápida foram deslocadas, reunindo cerca de mil profissionais de resgate de diferentes países. A gestão das operações inclui especialistas da rede de Avaliação e Coordenação de Desastres das Nações Unidas em coordenação das buscas urbanas.
Dados iniciais do governo venezuelano apontam 589 mortos e 2.938 feridos, com posterior atualização para mais de 920 mortos e mais de 3 mil feridos segundo agências de notícias. O número inicial de vítimas estimado em fases anteriores chegou a 1.430 mortos e mais de 3,2 mil feridos, em meio a variações de registro durante a evolução da emergência. Mais de 3,1 mil famílias permanecem sem moradia após o colapso de estruturas residenciais.
Relatos do governo indicam mais de 200 pessoas sob escombros em áreas urbanas afetadas. A infraestrutura inclui danos em oito hospitais e no Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Caracas, com suspensão de voos e restrição de logística para entrada de ajuda humanitária. O sistema de saúde registra casos de fraturas ósseas, traumatismos cranianos, ferimentos por esmagamento e queimaduras.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) informa que 3,9 milhões de crianças vivem nas regiões atingidas e que 680 mil necessitam de assistência imediata. A diretora executiva da agência, Catherine Russell, afirmou que imagens e relatos do terreno indicam impacto direto sobre populações infantis em áreas com colapso de escolas e serviços básicos.
A Organização Internacional para Migrações (OIM) estima que até 6,67 milhões de pessoas podem ser afetadas, incluindo dois milhões em Caracas, com prioridade para abrigo, água, saneamento e medicamentos. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) mantém equipes de resposta em prontidão diante da pressão sobre hospitais e serviços de emergência.
A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) mobiliza recursos após o terremoto em um país que registrava mais de 210 mil refugiados e solicitantes de asilo no fim de 2025. Profissionais de Chile, Colômbia, Equador, Países Baixos, Itália, Alemanha, França, Reino Unido, Espanha, República Checa, Jordânia e Catar integram operações de apoio junto a equipes do México e El Salvador em coordenação com estruturas locais.
Em depoimento à ONU News Espanhol, o morador Iván Pérez relatou a morte de dois familiares sob escombros e descreveu perda de estruturas residenciais em Caracas. Ele afirmou dificuldade diante das perdas familiares e mencionou ausência de experiência prévia da população com eventos dessa magnitude.












































