Petrobras reduz preço do diesel em R$ 0,35 e cita queda das cotações internacionais
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- 1 de jun.
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A Petrobras anunciou em 31 de maio uma redução de R$ 0,35 por litro no preço do diesel vendido às distribuidoras. O novo valor passa a vigorar em 1º de junho e reduz o preço médio do diesel A de R$ 3,65 para R$ 3,30 por litro. A medida ocorre após o governo federal renovar e reformular os mecanismos de subsídio criados para conter os impactos da alta internacional do petróleo decorrente da escalada militar iniciada em 28 de fevereiro e do fechamento do Estreito de Ormuz.

Segundo informações divulgadas pela Petrobras e pela Folhapress, o corte representa uma redução de 9,59% sobre o preço anterior. O diesel A comercializado pela estatal é o combustível puro, sem a mistura obrigatória de biodiesel realizada posteriormente pelas distribuidoras.
A redução anunciada pela Petrobras está ligada ao pacote de medidas adotado pelo governo federal para enfrentar os efeitos da alta do petróleo no mercado internacional. O novo preço incorpora subsídios federais concedidos ao setor e substitui mecanismos anteriores baseados na isenção de tributos federais incidentes sobre o diesel, entre eles PIS e Cofins.
Em 30 de maio, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prorrogou as medidas de controle de preços implementadas a partir de março de 2026. O pacote inclui a manutenção da subvenção ao diesel e ao gás de cozinha, além da continuidade da compensação referente ao querosene de aviação e ao biodiesel.
A reformulação do programa elevou o benefício total concedido ao diesel para R$ 1,47 por litro. O novo desenho substitui mecanismos anteriores adotados após a disparada das cotações internacionais do petróleo.
Uma primeira subvenção foi fixada em R$ 1,12 por litro. O valor substitui os programas anteriores que haviam sido implementados em duas etapas. A primeira parcela, criada em 12 de março, correspondia a R$ 0,32 por litro. A segunda, instituída em 7 de abril, estabelecia subsídios distintos para combustíveis nacionais e importados.
No modelo anterior, produtores de diesel nacional recebiam R$ 0,80 por litro. Já o combustível importado recebia R$ 1,20 por litro. Desse total, R$ 0,60 eram financiados pelo governo federal e o restante pelos governos estaduais.
O novo benefício de R$ 1,12 por litro entra em vigor em 1º de junho e permanecerá válido até 31 de dezembro de 2026. O Ministério da Fazenda poderá revisar o programa a cada dois meses.
Em nota oficial, o governo declarou que a alteração busca unificar a metodologia de cálculo e simplificar os pagamentos às empresas. O comunicado afirma que “permanece, contudo, a obrigação de importadores e produtores repassarem integralmente os benefícios ao preço final do combustível”.
Além desse mecanismo, foi criada uma segunda subvenção de R$ 0,3515 por litro para o diesel A. O benefício substitui a política de isenção dos tributos federais sobre o combustível e será pago tanto a produtores nacionais quanto a importadores.
Essa compensação financeira terá validade entre 1º de junho e 31 de julho. Em nota, o governo informou que “a mudança ocorre porque a isenção tributária também tinha o prazo limitado até o dia 31 de maio. Por isso, a partir de 1º de junho, as empresas receberão a subvenção financeira, como uma espécie de cashback, permanecendo obrigadas a repassar a redução de custos ao consumidor”.
A atual redução anunciada pela Petrobras ocorre após um movimento de alta registrado no início da crise energética provocada pelos acontecimentos no Golfo Pérsico. Em meados de março, a estatal elevou o preço do diesel A em R$ 0,38 por litro, equivalente a 11,6%, levando o valor médio para R$ 3,65 por litro.
O reajuste ocorreu após a valorização do petróleo no mercado internacional. A interrupção do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz afetou uma rota pela qual transitava cerca de 20% do fluxo global de petróleo antes do fechamento da passagem.
O episódio expôs mais uma vez a dependência do sistema energético internacional em relação a corredores estratégicos localizados no Oriente Médio. Também demonstrou como crises geopolíticas e disputas militares envolvendo potências regionais e interesses externos repercutem diretamente sobre os preços da energia, dos combustíveis e do transporte em países importadores e exportadores, incluindo o Brasil.
A redução de R$ 0,35 por litro anunciada pela Petrobras começa a valer em todas as refinarias da empresa a partir de 1º de junho.



































