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Vietnã exige fim do cerco dos EUA contra Cuba na ONU

há 45 minutos
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O presidente do Vietnã, To Lam, exigiu que os Estados Unidos encerrem o embargo, as sanções e o bloqueio energético contra Cuba. Durante o debate geral da 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, ele também pediu que Washington retire Cuba da lista de países patrocinadores do terrorismo. To Lam ainda defendeu a soberania dos Estados, a reforma da ONU e a criação de um Estado palestino independente.


Presidente do Vietnã, To Lam
Presidente do Vietnã, To Lam

Em discurso realizado na terça-feira, 22 de setembro, To Lam pediu aos Estados Unidos o fim das medidas impostas contra Cuba e solicitou à comunidade internacional apoio para que o país supere a crise provocada pelas sanções. A declaração foi feita durante o debate geral da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.


“Pedimos aos Estados Unidos que ponham fim ao embargo unilateral, às sanções e ao bloqueio energético contra Cuba e retirem o país da lista de Estados patrocinadores do terrorismo”, afirmou o presidente vietnamita.

“Apelamos ainda à comunidade internacional para que apoie Cuba na superação da crise provocada pelas sanções”, acrescentou.


No discurso, To Lam defendeu que a confiança entre os Estados seja reconstruída com base na Carta das Nações Unidas e no direito internacional. Para o presidente vietnamita, cada país deve ter garantido o direito de definir seu próprio caminho de desenvolvimento sem interferência externa.


“Todos os Estados devem respeitar a independência, a soberania, a integridade territorial e o direito de cada país escolher seu próprio caminho de desenvolvimento”, declarou.


To Lam também condenou a interferência nos assuntos internos de outros países e defendeu a criação de um Estado palestino independente. Ao tratar do direito dos povos ao desenvolvimento, vinculou essa posição à relação mantida pelo Vietnã com Cuba.


“O Vietnã sempre se manteve solidário ao Estado e ao povo cubanos”, disse.


To Lam relacionou a instabilidade internacional ao aumento das disputas entre Estados, ao descumprimento de compromissos e à perda de confiança nas relações internacionais. Em seu discurso, afirmou que a competição entre países deve ser contida antes que resulte em novos confrontos.


“As grandes potências devem dar o exemplo no respeito ao direito internacional, agir com moderação e enfrentar com responsabilidade os desafios comuns. As Nações Unidas devem permanecer no centro desses esforços”, afirmou.

O presidente vietnamita também abordou os conflitos em andamento e destacou os efeitos sobre as populações civis.


“Em todos os conflitos, os civis devem ser protegidos, o direito internacional humanitário deve ser respeitado e o acesso à ajuda humanitária deve ser garantido”, disse.


No discurso integral, To Lam afirmou ainda que a Carta da ONU e o direito internacional devem ser respeitados “de forma plena, consistente e sem exceção” e rejeitou ameaças ou uso da força em desacordo com a Carta das Nações Unidas.


To Lam defendeu mudanças na estrutura das Nações Unidas para adequar a organização às transformações da ordem internacional. Ele afirmou que as contribuições da ONU para a paz, a descolonização, a autodeterminação dos povos e o desenvolvimento devem ser preservadas, enquanto suas instituições precisam acompanhar as novas disputas internacionais.


“Nossas instituições devem ser reformadas para acompanhar seu tempo, enquanto os princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas devem ser respeitados e fortalecidos”, afirmou.


O presidente vietnamita apoiou reformas na Assembleia Geral, no Conselho de Segurança e no Secretariado. Segundo ele, as mudanças devem aumentar a eficiência da organização, reduzir estruturas administrativas e ampliar sua capacidade de defender os interesses dos países em desenvolvimento.


“O que buscamos é uma ordem internacional mais justa, democrática e inclusiva, na qual todos os países tenham voz e todas as nações tenham a oportunidade de se desenvolver”, declarou.


No discurso, To Lam também defendeu que os mares e oceanos sejam espaços de paz, cooperação, conectividade e desenvolvimento sustentável. Em seguida, retomou a posição vietnamita sobre Cuba, pedindo o fim do embargo e do bloqueio energético e a retirada da ilha da lista estadunidense de países patrocinadores do terrorismo.

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