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22 de mar. de 2026

Israel ordena destruição de pontes no Líbano e amplia tática de devastação regional

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O governo israelense anunciou em 22 de março de 2026 a intensificação de sua ofensiva militar no sul do Líbano com a ordem de destruição “imediata” de todas as pontes sobre o rio Litani, uma medida que, na prática, impõe isolamento territorial e colapso logístico a comunidades inteiras da região.

A decisão foi confirmada pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz, que declarou: “O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e eu ordenámos às Forças de ‘Defesa’ de Israel que destruam imediatamente todas as pontes sobre o rio Litani”, alegando que essas estruturas seriam utilizadas para o transporte de armas e combatentes do Hezbollah.

A medida, no entanto, segue o padrão já observado no genocídio em Gaza, onde infraestruturas civis foram sistematicamente destruídas sob justificativas militares amplas, incluindo as cidades de Beit Hanoun e Rafah, citadas explicitamente por Katz como modelo operacional.

O porta-voz militar Avichay Adraee indicou que a ponte Qasmiyeh figura entre os alvos prioritários, já tendo sido bombardeada dias antes, em ataque que deixou feridos o jornalista Steve Sweeney, da RT, e o operador de câmera Ali Rida, evidenciando o risco direto a civis e profissionais de imprensa.

Segundo comunicados militares, pelo menos duas pontes já haviam sido destruídas até então, além de outra que colapsou em 13 de março. A escalada ocorre após o Líbano ser arrastado para o conflito regional em 2 de março, consequência direta da ofensiva lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, em mais um episódio da política de projeção de poder estadunidense no Oriente Médio.

A resposta israelense incluiu bombardeios intensos com artilharia e blindados, seguidos pelo anúncio, em 16 de março, de “operações terrestres limitadas”, expressão frequentemente utilizada para encobrir intervenções militares prolongadas.

A destruição deliberada de infraestrutura essencial, como pontes e residências, não apenas compromete o acesso a serviços básicos, mas reforça uma estratégia de guerra que visa desorganizar o tecido social e econômico de territórios considerados hostis.

Ao replicar no Líbano métodos já aplicados no genocídio palestino, Israel amplia um modelo de intervenção que combina força militar direta com punição coletiva, enquanto conta com respaldo político e militar estadunidense. Nesse cenário, a retórica de segurança nacional serve como justificativa para ações que, na prática, aprofundam a crise humanitária e consolidam um padrão de destruição sistemática em territórios do Sul Global.

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