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Apostas online são associadas ao risco de suicídio no Brasil

10 de set.
2 min de leitura

Profissionais de saúde mental alertaram, nesta quinta-feira (10), para a relação entre problemas relacionados a jogos de azar online e o risco de suicídio.


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O alerta ocorre durante o Setembro Amarelo, período dedicado às ações de prevenção do suicídio, enquanto o país amplia medidas para enfrentar danos associados às plataformas de apostas.



O Ministério da Saúde reconhece o transtorno do jogo como um problema de saúde e relaciona a condição a ansiedade, depressão, culpa, isolamento social, dificuldades financeiras e problemas familiares.



Uma nota técnica elaborada pelo Ministério da Saúde para profissionais da Rede de Cuidados Psicossociais chama atenção para a associação entre problemas relacionados ao jogo, automutilação e risco de suicídio.


De acordo com dados citados no documento oficial, cerca de uma em cada três pessoas com problemas relacionados ao jogo já pensou em suicídio pelo menos uma vez. Uma em cada oito teria tentado cometer suicídio, com o risco associado, em particular, a situações de endividamento.


A expansão das plataformas de apostas esportivas e de outros jogos disponíveis na internet ocorre em paralelo à ampliação de iniciativas públicas destinadas a reduzir os danos provocados pelo comportamento compulsivo de apostar.


Entre os sinais que podem indicar uma relação problemática com o jogo estão a dificuldade para reduzir ou interromper as apostas, alterações no sono ou no humor, irritabilidade e tentativa de esconder perdas financeiras.


As consequências econômicas também aparecem entre os fatores de alerta identificados pelas autoridades de saúde. A pressão sobre os orçamentos pessoais ou familiares pode aumentar quando as perdas resultam em dívidas e passam a afetar relações sociais e familiares.


O problema deixa de estar restrito ao comportamento individual quando as perdas financeiras comprometem recursos destinados à manutenção da família e aprofundam situações de isolamento, endividamento e sofrimento psíquico.


Diante desse quadro, o governo brasileiro ampliou os serviços de saúde mental disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pessoas que apresentam necessidades relacionadas a jogos de azar e apostas.


Desde agosto, o SUS já oferece atendimento por telemedicina para pessoas afetadas por problemas relacionados às apostas, além de familiares e integrantes de suas redes de apoio.


A assistência remota inclui consultas por telemedicina e pode resultar em encaminhamento para atendimento presencial quando a avaliação indicar essa necessidade.


O Ministério da Saúde também mantém uma plataforma de autoavaliação destinada a ajudar usuários a identificar sinais associados a problemas com jogos de azar e apostas.


A pasta ressalta, porém, que a ferramenta possui função de identificação de sinais e não substitui uma avaliação ou diagnóstico realizado por profissional de saúde.


Outra medida adotada pelo governo é a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, que permite aos usuários solicitar voluntariamente o bloqueio de suas contas em plataformas de apostas autorizadas.


O mecanismo também impede a abertura de novos cadastros vinculados ao documento de identificação da pessoa que solicita a autoexclusão.

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