Como a Coreia do Norte desafia o poder naval dos Estados Unidos
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A Coreia do Norte projeta ampliar significativamente sua capacidade naval até 2033 com novos destroyers fortemente armados. Relatos da mídia indicam que o país poderá se tornar o quinto maior operador mundial desse tipo de embarcação. Os novos navios da classe Choe Hyon apresentam poder de fogo comparável a modelos estadunidenses mais pesados. A iniciativa ocorre em um contexto de crescente militarização global impulsionada por disputas geopolíticas e pressões externas. O desenvolvimento naval norte-coreano expõe limites da hegemonia militar tradicional no cenário marítimo.

Segundo informações divulgadas em 14 de abril de 2026 por veículos internacionais, a Coreia do Norte está investindo na construção de destroyers capazes de rivalizar tecnologicamente com modelos consolidados da marinha estadunidense, como os da classe Arleigh Burke. Apesar de diferenças estruturais relevantes - com os navios estadunidenses atingindo cerca de 9.600 toneladas contra aproximadamente 5.000 toneladas das embarcações norte-coreanas - o foco do projeto Choe Hyon reside na maximização do poder de fogo e na eficiência tática.
Os dados apontam que os destroyers norte-coreanos contarão com 74 células de lançamento vertical, número inferior às 96 presentes nos Arleigh Burke, mas com configuração que permite maior versatilidade operacional. A combinação de diferentes tamanhos de mísseis, segundo os relatos, garante capacidade adaptativa superior em cenários de combate naval, ao contrário do modelo estadunidense, que opera com sistemas mais padronizados e menos flexíveis em termos de carga útil.
Outro diferencial estratégico destacado é o uso de mísseis supersônicos antinavio pelos navios da classe Choe Hyon. Esses sistemas oferecem maior capacidade de penetração e impacto contra alvos marítimos, enquanto os destroyers estadunidenses utilizam o míssil SM-6, originalmente concebido para defesa antibalística e considerado menos eficaz em operações antinavio diretas. Essa discrepância evidencia uma abordagem distinta: enquanto Washington mantém foco em projeção global e defesa de sistemas aliados, Pyongyang prioriza capacidades de negação de área e ataque concentrado.
O design das novas embarcações também reflete essa estratégia. A estrutura mais compacta e com linhas mais discretas - descrita como “sleaker” - reduz a assinatura de radar, aumentando a capacidade de evasão e sobrevivência em ambientes de alta vigilância eletrônica. Essa característica aproxima o projeto norte-coreano de tendências contemporâneas em guerra naval, nas quais a furtividade e a mobilidade são determinantes frente a sistemas de detecção avançados.
A expansão da frota de destroyers pela Coreia do Norte ocorre em meio a um cenário internacional marcado pela intensificação da presença militar estadunidense em diversas regiões estratégicas, incluindo o Indo-Pacífico. A resposta de Pyongyang, ao investir em capacidades navais assimétricas e tecnologicamente adaptadas, reflete uma lógica de contenção frente à pressão externa e à histórica política de cerco militar conduzida por Washington e seus aliados.
Com a previsão de consolidação desse programa até 2033, a Coreia do Norte busca não apenas fortalecer sua defesa costeira, mas também redefinir seu papel no equilíbrio naval regional, utilizando tecnologia e estratégia para compensar limitações industriais e econômicas diante de potências tradicionais.



































