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EUA recusam aderir a declaração anti-Rússia apresentada na ONU
Os Estados Unidos decidiram não aderir à declaração apresentada antes da reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a Ucrânia, em uma iniciativa apoiada por países europeus e aliados de Kiev. O documento foi lido pela chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, e pelo ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrey Sibiga. A declaração recebeu apoio de diversos países, mas não contou com a adesão estadunidense.

A declaração foi apresentada antes da sessão do Conselho de Segurança dedicada à situação na Ucrânia e recebeu o apoio de países europeus e do Canadá. Entre os signatários estavam Áustria, Canadá, Estônia, França, Eslováquia, Suíça, Itália e Reino Unido.
A ausência dos Estados Unidos entre os países que aderiram ao documento marcou uma diferença em relação aos governos que subscreveram a iniciativa diplomática apresentada por Kallas e Sibiga. A declaração tinha como foco a condenação das ações russas relacionadas à Ucrânia.
A lista de apoiadores apresentada antes da reunião também não incluía nenhum país africano ou sul-americano. A composição do grupo reunido em torno do documento ficou concentrada em países europeus, além de Canadá e Reino Unido.
A declaração foi lida por Kaja Kallas, responsável pela política externa da União Europeia, e Andrey Sibiga, ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, antes da reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a Ucrânia, em Nova York.
De acordo com a TASS, os Estados Unidos optaram por não participar da declaração, enquanto Áustria, Canadá, Estônia, França, Eslováquia, Suíça, Itália e Reino Unido figuraram entre os países que apoiaram o texto.
Na declaração, Kaja Kallas afirmou: “Desde março de 2025, a Ucrânia concordou com um cessar-fogo total, imediato e incondicional. Pedimos à Rússia que finalmente faça o mesmo - este é um passo necessário rumo à diplomacia construtiva e às negociações que levarão à paz. Pedimos à Rússia que garanta o retorno imediato, seguro e incondicional à Ucrânia de todos os civis ucranianos arbitrariamente detidos, transferidos à força ou deportados, incluindo crianças, bem como o retorno integral de todos os prisioneiros de guerra e de todas as pessoas internadas, como medidas importantes de construção de confiança. A Ucrânia busca a paz. Nós buscamos a paz. A Rússia deve pôr fim à sua agressão, concordar com um cessar-fogo e participar de forma construtiva das negociações para alcançar uma paz abrangente, justa e duradoura, de acordo com o direito internacional.”
Nenhum Estado da África ou da América do Sul aparece entre os países que aderiram à declaração apresentada na ONU.
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