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O movimento palestino Hamas anunciou nesta sexta-feira (4) que aceitou a proposta apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a resolução do conflito na Faixa de Gaza. A organização afirmou que está disposta a libertar todos os reféns israelenses vivos e devolver os corpos dos mortos, além de iniciar imediatamente negociações com mediadores para definir os termos do acordo.

De acordo com comunicado divulgado no canal oficial do grupo, a decisão inclui a aprovação da fórmula de troca prevista no plano de Trump, condicionada a requisitos operacionais de campo. A nota acrescenta que a libertação envolverá tanto os prisioneiros vivos quanto os restos mortais em posse do movimento.
O Hamas reforçou ainda sua disposição de negociar “de forma imediata e por meio dos mediadores” os detalhes do processo de libertação. Sobre outras questões incluídas na proposta, como o futuro administrativo da Faixa de Gaza e os direitos do povo palestino, a organização afirmou que tais decisões dependem de uma posição nacional coletiva.
A proposta dos Estados Unidos, apresentada em 29 de setembro pela Casa Branca, estabelece 20 pontos. Entre eles estão a criação de uma administração temporária internacional no enclave palestino e o envio de forças estrangeiras de estabilização. O governo de Israel manifestou apoio ao plano.
Em paralelo, Trump havia advertido o Hamas na manhã desta sexta-feira sobre possíveis consequências caso não aceitasse a proposta até o prazo limite de domingo, às 18h (horário de Brasília). Segundo o presidente, a recusa resultaria em um “inferno como ninguém jamais viu antes”.
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4 de outubro de 2025

































