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23 de setembro de 2026 às 13:06:53

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Irã ameaça restringir voos regionais em resposta a bloqueio da aviação iraniana

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, advertiu países da região contra a adesão a um plano estadunidense para restringir a aviação iraniana. Rezaei afirmou que aeroportos que impedirem aeronaves iranianas de operar poderão enfrentar restrições para receber voos de seus próprios países. A declaração ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defender medidas contra o Irã e discursar na Assembleia Geral da ONU.


Mohsen Rezaei
Mohsen Rezaei

Em declarações à televisão estatal iraniana nesta quarta-feira, Rezaei afirmou que Teerã responderia às declarações de Trump sobre o Irã e classificou o discurso do presidente estadunidense na Assembleia Geral da ONU como o pronunciamento de “um criminoso derrotado” tentando se defender.


Rezaei sustentou que o Irã não atacou outros países desde a vitória da Revolução Islâmica, em 1979, e afirmou que as ações militares iranianas ocorreram em resposta a agressões. O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional acusou os Estados Unidos e o regime israelense de promoverem agressões contra o Irã e afirmou que o país saiu fortalecido dos combates.


Segundo Rezaei, forças iranianas provocaram danos a instalações militares estadunidenses durante as operações. Ele mencionou ataques contra aeronaves estadunidenses e afirmou que o porta-aviões USS George Washington foi atingido durante o confronto.


O dirigente iraniano também afirmou que o Irã apreendeu um submarino estadunidense e que Teerã está realizando engenharia reversa da embarcação. A declaração foi apresentada por Rezaei como parte do balanço militar feito pelo país após as operações contra instalações e equipamentos dos Estados Unidos.


Na área diplomática, Rezaei afirmou que a posição iraniana não sofreu alteração, mas que Teerã busca estabelecer uma nova abordagem para as negociações. Segundo ele, o Irã não pretende simplesmente retornar ao modelo de diálogo existente antes das recentes operações militares.


“Não vamos voltar ao passado”, declarou Rezaei, acrescentando que os Estados Unidos precisam adotar medidas concretas para recuperar a confiança da população iraniana.


O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional também vinculou qualquer avanço diplomático ao cumprimento de condições apresentadas por Teerã. “Se os Estados Unidos não cumprirem primeiro as nossas condições, o Estreito de Ormuz não será aberto e não negociaremos”, afirmou.


Rezaei declarou que o Irã estabeleceu sete condições para uma nova etapa diplomática. Segundo ele, os termos foram formalizados por escrito e transmitidos por meio do Paquistão e do Catar, cabendo aos Estados Unidos cumprir as exigências antes de qualquer decisão iraniana sobre a reabertura do Estreito de Ormuz.


O dirigente afirmou que Teerã busca garantias como parte dessa nova abordagem diplomática e indicou que o Estreito de Ormuz permanece entre os instrumentos disponíveis para assegurar os direitos reivindicados pelo Irã.


Rezaei também rejeitou acusações de que Teerã estaria buscando uma escalada militar regional. Ao abordar a situação no Iêmen, afirmou que os iemenitas são independentes e negou que o Irã deseje um confronto entre o Iêmen e a Arábia Saudita.


A ameaça de restrições à aviação regional foi apresentada por Rezaei em resposta a um plano dos Estados Unidos para impor medidas contra aeronaves iranianas. O dirigente pediu que os países vizinhos não cooperem com Washington na tentativa de limitar as operações da aviação iraniana.


“Pedimos a todos os países da região que não se juntem à aventura americana”, declarou Rezaei.


Em seguida, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional apresentou uma advertência sobre possíveis consequências para os países que aderirem às restrições. “Se eles não permitirem que aeronaves iranianas sobrevoem o país, seus próprios aeroportos também não poderão receber voos”, afirmou.


Rezaei dirigiu ainda um apelo aos países vizinhos para que não se alinhem às medidas estadunidenses. “Vocês são nossos amigos, mas não devem se juntar às fileiras dos Estados Unidos. Vocês devem impedir que a guerra se alastre”, disse aos Estados da região e aos países vizinhos.

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