top of page

JORNAL CLANDESTINO

EDITORA

LOJA

QUEM SOMOS

​

OUTROS PRODUTOS

anecas / Copos / Garrafas / Ecobag /Avental /Camisa Pet Dog /Pôsteres & Quadros

​

REDES SOCIAIS

CONTATO

PUBLICADO EM:

9 de setembro de 2026 às 11:56:10

POR:

Irã denuncia ataques dos EUA e promete retaliação

O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou os ataques dos Estados Unidos contra petroleiros iranianos no Golfo Pérsico e no Mar de Omã. O governo iraniano afirmou que as Forças Armadas do país exercerão seu direito à autodefesa diante de novas agressões. A declaração também responsabilizou os Estados Unidos por uma escalada que, segundo Teerã, ameaça a paz e a segurança regional e internacional.



Em comunicado divulgado na quarta-feira, o Ministério das Relações Exteriores iraniano classificou as ações do “exército terrorista dos EUA” contra navios comerciais iranianos como uma nova etapa da pressão militar e econômica exercida por Washington contra Teerã. Para o governo iraniano, os ataques ultrapassam uma disputa sobre a navegação marítima e representam uma ameaça à segurança das rotas comerciais no Golfo Pérsico e no Mar de Omã.


A nota afirma que os ataques estadunidenses constituem violação da Carta das Nações Unidas e do direito internacional. O Ministério das Relações Exteriores iraniano enquadrou as ações militares como parte de uma política que reúne agressão, bloqueio e guerra econômica contra a República Islâmica, vinculando os ataques contra embarcações à sequência de medidas adotadas por Washington contra o país.


O comunicado também apresentou a resposta militar iraniana como exercício do direito à legítima defesa. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, as Forças Armadas iranianas alvejaram bases e instalações militares estadunidenses localizadas na Jordânia e atacaram navios dos Estados Unidos em resposta às operações contra embarcações iranianas.


“As forças armadas não hesitarão em exercer o direito inerente de autodefesa e responderão de forma decisiva e apropriada a qualquer agressão militar do inimigo”, afirmou o comunicado do governo iraniano.


Teerã também voltou a cobrar uma atuação do Conselho de Segurança das Nações Unidas. A chancelaria iraniana afirmou que o órgão tem responsabilidade de adotar medidas diante dos ataques dos Estados Unidos contra o Irã, colocando a questão dentro do marco das obrigações previstas na Carta da ONU para situações envolvendo ameaça ou uso da força entre Estados.


Na terça-feira, as forças armadas estadunidenses atacaram cinco petroleiros iranianos no Golfo Pérsico, de acordo com a informação divulgada pela agência IRNA e reproduzida na declaração do Ministério das Relações Exteriores. A operação contra as embarcações foi seguida por uma resposta das Forças Armadas iranianas, que alvejaram uma base estadunidense, dois navios dos Estados Unidos e oito petroleiros.


O comunicado iraniano afirmou que os alvos atingidos na retaliação sofreram grandes danos. A sequência de ataques passou a envolver, além das instalações militares, embarcações comerciais e militares em uma das principais áreas de circulação marítima para o transporte de petróleo e outros produtos energéticos.


O Ministério das Relações Exteriores também informou que a Marinha do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica atacou 10 navios que tentavam atravessar uma área considerada proibida e insegura no Estreito de Ormuz. Segundo a versão apresentada por Teerã, essas embarcações receberam incentivo e apoio do “exército terrorista dos EUA” para atravessar a área.


O Estreito de Ormuz aparece no centro da nova escalada por sua posição entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã. A movimentação de navios comerciais e militares na passagem tornou-se parte das operações descritas pelo Irã como medidas de resposta às ações estadunidenses contra suas embarcações, enquanto Teerã mantém a alegação de que seus ataques estão amparados pelo direito à autodefesa.


A declaração do Ministério das Relações Exteriores foi divulgada enquanto os ataques contra petroleiros ampliavam a dimensão marítima da confrontação entre Irã e Estados Unidos. Para Teerã, a ofensiva contra navios comerciais iranianos não constitui uma ação isolada, mas integra uma sequência de operações militares e medidas econômicas que o governo iraniano atribui à política estadunidense contra o país.


O governo iraniano reiterou que qualquer nova agressão militar receberá resposta das Forças Armadas e voltou a atribuir ao Conselho de Segurança da ONU a responsabilidade de agir diante das operações dos Estados Unidos.

As publicações assinadas por "Clandestino" podem incluir artigos "anônimos", traduções ou repostagens de outros sites, de acordo com as licenças de direitos autorais Creative Commons 4.0.

LANÇAMENTOS

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

NOSSA EDITORA

bottom of page