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8 de setembro de 2026 às 14:53:47

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Mercado reduz previsão de inflação para 2026, mas mantém projeção acima do teto da meta

O mercado financeiro brasileiro reduziu de 5,01% para 5% a previsão para a inflação de 2026. A estimativa permanece acima do teto de 4,5% estabelecido pelo regime de metas. Os dados constam da edição de 8 de setembro de 2026 do Boletim Focus, do Banco Central.


©Bloomberg
©Bloomberg

O relatório reúne projeções de instituições financeiras consultadas pelo Banco Central para os principais indicadores da economia brasileira. Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação, a previsão caiu 0,01 ponto percentual em relação à semana anterior, mas continua acima do limite superior da meta.


O Conselho Monetário Nacional estabeleceu a meta de inflação em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Com esse intervalo, o teto permitido é de 4,5%, enquanto a previsão de 5% para 2026 permanece acima desse limite.


A alteração na projeção ocorreu após a trajetória dos preços dos alimentos contribuir para a desaceleração do índice oficial. Em julho, o IPCA registrou alta de 0,07%, enquanto a inflação acumulada em 12 meses ficou em 4,44%, conforme os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


O resultado de julho ocorreu no contexto de uma perda de força da inflação pelo quarto mês consecutivo. A redução dos preços dos alimentos participou desse movimento e influenciou a revisão das expectativas do mercado para o restante de 2026.


Apesar da pequena redução na projeção anual, o cenário indicado pelo Boletim Focus mantém a inflação acima do intervalo permitido pelo regime de metas. A diferença entre a previsão de 5% e o teto de 4,5% corresponde a 0,5 ponto percentual.


Na política monetária, as instituições consultadas pelo Banco Central projetam que a taxa básica de juros, a Selic, termine 2026 em 13,75% ao ano. A estimativa representa uma redução em relação ao nível atual de 14% ao ano.


A Selic está em 14% depois que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual em agosto. A projeção de 13,75% para o encerramento do ano indica, portanto, uma nova redução de 0,25 ponto percentual em relação ao patamar atual.


O mesmo levantamento registrou uma alteração na previsão para o desempenho da atividade econômica. A estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) passou de 1,92% para 1,93% em 2026, uma elevação de 0,01 ponto percentual.


Para o mercado de câmbio, as instituições financeiras mantiveram em R$ 5,20 por dólar a previsão para a cotação no fim de 2026. Não houve alteração nessa estimativa em relação à projeção anterior.


As novas projeções do mercado colocam no mesmo quadro uma inflação prevista em 5%, uma Selic projetada em 13,75%, crescimento do PIB estimado em 1,93% e dólar a R$ 5,20 no encerramento de 2026. A revisão da inflação ocorre enquanto o IPCA apresenta perda de ritmo, mas a expectativa para o índice ainda permanece acima do teto definido para a meta.

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