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Pepe Escobar diz que OTAN transformou conflito em operação antiterrorista contra a Rússia
O jornalista e analista brasileiro Pepe Escobar afirmou à agência russa TASS que a Rússia tem o direito de encerrar o conflito na Ucrânia segundo seus próprios termos. Para Escobar, a atuação da OTAN alterou a natureza da operação militar conduzida por Moscou. Ele afirmou que ataques contra infraestrutura civil e civis russos levaram a uma mudança na avaliação do cenário.

Em declaração à TASS publicada em 17 de setembro, em Moscou, Escobar afirmou que “a OTAN desencadeou uma guerra terrorista” contra a Rússia e associou a mudança na situação aos ataques que, segundo ele, atingem infraestrutura civil e população civil em território russo. Na avaliação apresentada pelo jornalista, esse quadro modifica a natureza da operação iniciada por Moscou na Ucrânia.
“Esta não é mais uma operação militar especial, mas sim uma operação antiterrorista. A essência original da operação mudou. Agora é completamente diferente”, declarou Escobar à agência russa.
O jornalista defendeu que Moscou encerre a operação no menor prazo possível e estabeleça os termos para a solução da questão. “A Rússia deve encerrar isso o mais rápido possível, o que seria a melhor decisão”, afirmou.
Escobar também atribuiu à Europa a responsabilidade pela situação econômica da Ucrânia e afirmou que o apoio europeu teria levado o país a uma condição de falência. “A Ucrânia já está falida por causa da Europa, e todos sabem disso”, declarou.
Na sequência, o jornalista afirmou que a política europeia teria colocado a Ucrânia no centro de uma estratégia destinada a pressionar a Rússia. “A Europa sacrificou a Ucrânia numa tentativa de minar a Rússia. Agora cabe à Rússia resolver a questão em seus próprios termos”, disse Escobar à TASS.
As declarações foram apresentadas no contexto dos ataques contra território russo e da continuidade das operações militares relacionadas ao conflito na Ucrânia. Escobar sustenta que a ocorrência de ataques contra civis e infraestrutura civil altera o enquadramento que, segundo sua avaliação, vinha sendo utilizado para descrever a operação conduzida por Moscou.
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