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10 de setembro de 2026 às 12:03:46

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Reino Unido condena plano israelense para E1, mas palestinos exigem medidas diretas contra a ocupação

O Reino Unido condenou os planos israelenses para a área de E1, na Cisjordânia ocupada, mas palestinos afirmam que declarações diplomáticas não impedirão a expansão dos assentamentos. A posição foi apresentada em artigo de opinião publicado por Aseel Baidoun no The New Arab em 10 de setembro de 2026. Para os palestinos, a medida britânica só terá efeito se produzir consequências capazes de impedir novas desapropriações.


Cidade Velha de Hebron, 13 de junho de 2026, na Cisjordânia ocupada. ©AA
Cidade Velha de Hebron, 13 de junho de 2026, na Cisjordânia ocupada. ©AA

A área de E1 é apresentada no texto como uma questão que ultrapassa disputas de planejamento territorial ou alterações em mapas. A expansão dos assentamentos nessa região pode aumentar o isolamento de Jerusalém Oriental em relação a outras partes da Cisjordânia, separar comunidades palestinas e ampliar a pressão sobre famílias beduínas ameaçadas de deslocamento.


Baidoun afirma que os palestinos já ouviram declarações internacionais contra a política israelense, enquanto os assentamentos continuam avançando e famílias permanecem submetidas a deslocamentos. O texto também aponta o isolamento progressivo de comunidades palestinas como parte das consequências produzidas pela ocupação.


Para quem vive na Cisjordânia, os efeitos não se limitam ao território onde assentamentos são construídos. O avanço da ocupação interfere nos deslocamentos para escolas, locais de trabalho e serviços de saúde, além de separar familiares e impor restrições associadas a postos de controle, autorizações, isolamento territorial e estradas fechadas.


A autora questiona a eficácia da aproximação diplomática quando ela não produz mudanças sobre o terreno. "A condenação do E1 pelo Reino Unido só importa se trouxer consequências que Israel não possa simplesmente ignorar", afirma Baidoun, ao estabelecer como parâmetro a capacidade de Londres de alterar as condições enfrentadas pela população palestina.


O texto também relaciona a expansão territorial às dificuldades impostas à permanência palestina em suas próprias terras. Para Baidoun, esse processo constitui uma forma de limpeza étnica, baseada na criação de condições que tornam mais difícil permanecer no território e construir um futuro na própria pátria.


A autora sustenta que a resposta britânica deveria ultrapassar declarações públicas e alcançar as relações políticas e econômicas mantidas com Israel. Entre as medidas defendidas estão sanções contra pessoas envolvidas na expansão dos assentamentos e em violações, além da proibição do comércio com assentamentos considerados ilegais.


O artigo também reivindica responsabilização por violações do direito internacional e o encerramento das transferências de armas e de outras formas de apoio que, segundo o texto, permitem a continuidade das ações israelenses contra palestinos.


A crítica dirigida ao Reino Unido parte da diferença entre declarações diplomáticas e efeitos concretos sobre a população palestina. "O teste é se a política britânica mudará nossas vidas na prática", afirma Baidoun, destacando que os palestinos avaliam as posições internacionais a partir das condições vividas sob a ocupação.


A questão da E1 aparece, nesse contexto, vinculada ao futuro territorial da Cisjordânia e às condições de permanência da população palestina. O texto afirma que deslocamentos, fragmentação das comunidades e restrições de circulação fazem parte de uma estrutura que afeta o cotidiano de famílias palestinas.


Para Baidoun, uma mudança na política britânica exigiria medidas capazes de interromper a expansão dos assentamentos e modificar a relação de Londres com a ocupação. O artigo defende, ainda, o fim do apartheid e uma reversão ativa da ocupação como parte dessa mudança.

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