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Trump afirma que os EUA vão exigir o pagamento de munições enviadas à Ucrânia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o governo de Joe Biden entregou à Ucrânia uma quantidade de munição superior à consumida pelos Estados Unidos durante a campanha militar contra o Irã. Trump disse que Washington pretende cobrar pelos armamentos fornecidos à Ucrânia e à OTAN. O presidente afirmou que os pagamentos ocorrerão “embora com algum atraso”.

Trump declarou que o governo de Biden, que ocupou a Presidência como 46º presidente dos Estados Unidos, enviou à Ucrânia munições sem cobrança e em volume que, segundo ele, supera o consumo estadunidense durante a campanha militar contra o Irã.
O presidente afirmou que a Ucrânia e a OTAN receberam munições avaliadas em “centenas de bilhões de dólares” sem pagamento. Segundo Trump, os países europeus teriam arcado com os custos caso Washington tivesse exigido o pagamento no momento do fornecimento.
A declaração recoloca no centro do debate a dimensão financeira do apoio militar dos Estados Unidos à Ucrânia e a divisão dos custos entre Washington e os governos europeus que integram a OTAN.
Trump afirmou que os Estados Unidos buscarão receber os valores correspondentes às munições fornecidas. Ao tratar do prazo para a cobrança, declarou que o pagamento ocorrerá “embora com algum atraso”.
O presidente dos Estados Unidos já havia afirmado que o governo Biden forneceu a Kiev munições no valor de US$ 300 bilhões. A nova declaração não apresentou, no texto divulgado pela TASS, um cálculo atualizado do montante que Washington pretende cobrar nem informou como será feita a cobrança.
Trump também declarou que seu governo continua fornecendo assistência à Ucrânia, mas estabeleceu uma condição para esse apoio: “eles têm que pagar por isso”.
A posição apresentada por Trump altera o enquadramento político do fornecimento de armamentos ao governo ucraniano ao tratar as remessas não apenas como assistência militar, mas também como recursos pelos quais Washington pretende obter compensação financeira.
O presidente estadunidense também afirmou que a administração Biden forneceu à Ucrânia e à OTAN munições em volume superior ao utilizado pelos próprios Estados Unidos durante a campanha militar contra o Irã.
A declaração foi divulgada em Moscou pela agência TASS em 4 de setembro. A agência reuniu os dados apresentados sobre a cobrança pretendida pelo governo Trump e a reação de uma autoridade russa.
Kirill Dmitriev, enviado especial do presidente da Rússia para investimentos e cooperação econômica com países estrangeiros e diretor-geral do Fundo Russo de Investimento Direto, comentou a possibilidade de cobrança dos valores fornecidos sem pagamento durante o governo Biden.
Dmitriev afirmou que a devolução dos recursos correspondentes às munições entregues gratuitamente à Ucrânia e à OTAN “não deveria ser um problema para os brilhantes líderes europeus que acreditam saber o que estão fazendo”.
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