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  • ONU condena ataque que matou ao menos 97 civis em Darfur e alerta para crise humanitária no Sudão

    As Nações Unidas condenaram um ataque no último sábado em Al-Fasher, Darfur do Norte, que resultou em pelo menos 97 civis mortos e feridos. O confronto entre o Exército sudanês e as Forças de Apoio Rápido (RSF) afetou áreas residenciais vitais para a ajuda humanitária em uma região já marcada por fome severa e conflitos de 15 meses. A coordenadora humanitária da ONU para o Sudão, Clémentine Nkweta-Salami, destacou que hospitais, áreas residenciais e mercados foram atingidos, reforçando que tais infraestruturas devem ser protegidas pelo direito humanitário internacional. Ela expressou profunda tristeza pelos ataques a civis e instalações civis. Os combates em Al-Fasher intensificaram-se nos últimos dois meses, agravando a crise humanitária. Desde o início do conflito em abril do ano passado, mais de 18,8 mil pessoas morreram e 33 mil ficaram feridas, resultando em 10 milhões de deslocados internos, dos quais mais da metade são crianças. Um diálogo mediado pela ONU está previsto para iniciar em 14 de agosto em Genebra, buscando resolver o cerco a Al-Fasher e os confrontos contínuos. Nkweta-Salami enfatizou a importância do acesso humanitário e do aumento do financiamento para evitar a fome iminente no Sudão, onde 25,6 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar aguda, e 8,5 milhões enfrentam níveis de emergência de fome.

  • Governo Lula investirá R$ 7,4 Bilhões no Rio Grande do Sul para prevenir desastres naturais e melhorar infraestrutura

    O governo federal anunciou investimentos de R$ 7,4 bilhões para o Rio Grande do Sul através do Novo PAC Seleções. A maior parte dos recursos (R$ 6,5 bilhões) será destinada a obras de drenagem em 42 cidades para prevenir desastres naturais. Além disso, R$ 2 bilhões serão usados na recuperação de equipamentos de proteção existentes. Outros investimentos incluem esgotamento sanitário, abastecimento de água, mobilidade urbana e o programa Centro Comunitário pela Vida (Convive). No total, serão 61 empreendimentos em 52 municípios, beneficiando mais de 5,5 milhões de gaúchos. O governo federal também incluiu três projetos não inscritos: obras nas bacias do Arroio Feijó, Rio dos Sinos e Rio Gravataí, somando R$ 4,86 bilhões. O esgotamento sanitário em nove municípios receberá R$ 624,9 milhões, enquanto dez municípios receberão R$ 246 milhões para o abastecimento de água. Melhorias no transporte coletivo em quatro cidades totalizam R$ 50,9 milhões. O estado e os municípios serão responsáveis pela execução das obras, com os recursos sendo geridos através de um fundo criado pelo governo federal. Estudos preventivos adicionais serão realizados para adaptar intervenções futuras às realidades climáticas atuais. Fonte: Portal Vermelho

  • “O regime sionista provou ao mundo inteiro que é o epítome do mal e da agitação na região, e todos devem tentar erradicar este câncer.” Khalil al-Hayya, vice-líder do Hamas

    O vice-líder do movimento de resistência palestino Hamas, Khalil al-Hayya, afirmou que o regime sionista está iludido ao acreditar que, ao assassinar Ismail Haniyeh, poderá desviar "nosso caminho, enfraquecer nossa vontade ou reduzir nossos esforços de resistência contra a ocupação da Palestina." De acordo com o repórter político do The Islamic Republic News Agency (IRNA), Al-Hayya, ao se dirigir aos enlutados antes da oração fúnebre do Mártir Haniyeh na Universidade de Teerã, na manhã de quinta-feira, disse que o mundo deveria destruir o regime sionista, que se tornou um tumor cancerígeno. “O regime sionista provou ao mundo inteiro que é o epítome do mal e da agitação na região, e todos devem tentar erradicar este câncer.” Ele acrescentou que se despedia de Haniyeh, um mártir e grande líder que liderou a operação Tempestade de al-Aqsa contra o regime israelense. “Ao cometer este genocídio, o regime sionista mostrou ao mundo inteiro o quão cruel e maligno ele é.” Al-Hayya enfatizou que o assassinato de Haniyeh não quebrará a determinação dos palestinos de lutar pela libertação de sua terra natal. “Os crentes são aqueles que foram fiéis à sua aliança com Deus. Alguns deles partiram e outros ainda estão esperando e nunca mudarão sua vontade.” O amor das pessoas por Haniyeh indica que sua luta foi a causa da unidade entre a Ummah Islâmica e dos movimentos de resistência pela libertação da Palestina, acrescentou. O oficial do Hamas também prometeu manter vivo o slogan do Mártir Haniyeh, que era o não reconhecimento do regime. “Além de não reconhecer Israel, continuaremos a perseguir seus crimes para erradicar o regime sionista da terra da Palestina e de Al-Quds.”

  • "Operação Tempestade de Al-Aqsa", entre religião, território e o genocídio

    No dia 7 de outubro de 2023, as Brigadas Izz ad-Din al-Qassam, braço armado do Hamas, lançaram a "Operação Tempestade Al-Aqsa". Mas o que esse nome quer dizer e qual a sua importância simbólica e religiosa para a resistência armada palestina? Por séculos, a Palestina e a religião estiveram entrelaçados no imaginário histórico e de fé do monoteísmo. Porém, a questão vai além do sagrado e do profano; trata-se de identidade, espiritualidade, resistência e, principalmente, território. Para entender o contexto, precisamos olhar para a "legitimidade" de posse da terra baseada em conceitos religiosos. Todas as cidades palestinas se enquadram nesse contexto, mas tomemos Jerusalém, Al-Quds para os árabes, como exemplo. Jerusalém foi o primeiro lugar para onde os muçulmanos dirigiram suas orações quando o islã começou a ser difundido no século VII. Al-Masjid Al-Aqsa – a Mesquita Mais Distante – é um ponto de convergência de fé e história. Segundo a tradição islâmica, Jerusalém foi o destino de uma jornada noturna do Profeta Muhammad em 621 d.C., onde ele foi transportado da Mesquita Sagrada em Meca para a Mesquita Al-Aqsa em Jerusalém, montado em um Buraq, uma criatura celestial com corpo de cavalo e asas de águia. Durante essa jornada, Muhammad também visitou o Monte Sinai, onde Allah revelou a Torá a Moisés, e Belém, cidade do nascimento de Jesus. No final da jornada, Muhammad ascendeu aos céus do local onde se ergue o Qubbat al-Sakhrah (Domo da Rocha), um dos mais antigos e importantes edifícios islâmicos. Para os judeus, a importância religiosa recai sobre o Muro das Lamentações, remanescente do Templo de Salomão, construído quase mil anos antes de Jesus e destruído pelos romanos. Além disso, Jerusalém é associada à figura de Davi, que a conquistou por volta de 1000 a.C., estabelecendo-a como a capital unificada de Israel. Segundo a tradição judaica, Jerusalém também é o local do Monte Moriá, onde Abraão demonstrou sua obediência a Deus ao quase sacrificar seu filho Isaac. Para os cristãos, Jerusalém é sagrada devido à jornada de Jesus Cristo, cenário de seus últimos dias. “Para cristãos, a cidade é cenário dos últimos dias de Cristo. Aqui fica a Via Dolorosa – caminho que Jesus percorreu para a crucificação. Jesus também tem uma história com o Templo; de acordo com a Bíblia foi no segundo Templo de Salomão que o profeta expulsou os vendilhões e cambistas. Outro local sacro é a Gólgota, a colina onde Jesus foi crucificado. João afirma em seu Evangelho que o calvário estava situado nos arredores de Jerusalém, mas evidências arqueológicas recentes sugerem que o Gólgota fica a uma curta distância dos muros da Cidade Velha, justamente na área da Basílica do Santo Sepulcro, local de peregrinação cristã pelos últimos dois mil anos.” (Emidio & Siqueira, 2023) Ao longo dos séculos, Jerusalém tem sido um centro de peregrinação e oração para judeus, cristãos e muçulmanos, mas também o palco para muito derramamento de sangue. Ao que parece, a única coisa que as três grandes religiões monoteístas concordam entre si é que a cidade ainda tem um papel para desempenhar nos últimos dias da humanidade com retorno do Messias. Entender essa complexa interseção de política, ideologia e religião revela a magnitude da disputa em torno da cidade. Ao longo dos milênios, poucas cidades no planeta foram tão disputadas quanto Jerusalém. Seus muros antigos presenciaram 23 cercos pelos babilônios e cruzadas europeias, além de inúmeros conflitos entre os reinos de Israel e Judá, guerras macabeias contra o Império Selêucida e confrontos entre cruzados e muçulmanos. Jerusalém foi invadida cerca de 52 vezes por egípcios, assírios, persas e conquistada por figuras históricas como o rei Davi, impérios como o babilônico e romano, o califa Umar ibn al-Khattab, cruzados, Saladino, otomanos e, para completar a lista, pelo Império Britânico, que a entregou aos imigrantes judeus europeus. Foi com base na importância religiosa atribuída a Jerusalém que, em 29 de novembro de 1947, a ONU propôs a criação de um regime de corpus separatum. Esse plano sugeria que a cidade fosse administrada internacionalmente por dez anos, seguidos de um plebiscito para definir sua administração futura. A Resolução 181 da ONU destacava a necessidade de respeitar os aspectos religiosos da cidade, assegurando liberdade de culto, acesso e trânsito para residentes e cidadãos de todas as nacionalidades sem discriminação; papo furado. Na prática, os imigrantes judeus, que representavam 32,95% da população na época, tomaram quase toda Palestina – sendo importantes para sua religião ou não –, até que por fim expandiram seus tentáculos até Jerusalém. Deixando de lado o contexto religioso e o foco em Al-Quds (ou Jerusalém), vamos entender a encruzilhada geoestratégica em que a Palestina se encontra. Este território é estratégico por conectar África e Ásia e por sua costa portuária no Mediterrâneo. Desde que os muçulmanos conquistaram a Palestina em 638 d.C., o território se consolidou como um bastião do Islã e um símbolo de resistência. As incursões militares para tomar a cidade foram constantes ao longo da história. Desde a Guerra dos Seis Dias em 1967, os sionistas invadiram Jerusalém e declararam-na como sua capital. Em 2018, o Knesset aprovou uma lei transformando Israel em um Estado-nação exclusivamente judeu, com o hebraico como idioma oficial e Jerusalém unificada como sua capital. Desta forma, a disputa pela Palestina é uma disputa territorial disfarçada de fervor religioso, onde os sionistas modernos, com a bênção dos poderes ocidentais, usam a religião como escudo para legitimar uma ocupação brutal e contínua. A resistência palestina, exemplificada pela "Operação Tempestade Al-Aqsa", é mais do que uma luta pela terra ou um grito de guerra religioso; é uma batalha pelo direito e liberdade para existir, uma rejeição feroz ao colonialismo disfarçado de divindade e um grito ensurdecedor pela autodeterminação que ressoa além das barreiras impostas pela força militar. Referências Chehab, Z. (2007). Inside Hamas: The Untold Story of Militants, Martyrs and Spies. Nova York: IBTauris & Co Ltd. Elon, Á. (1992). Jerusalém a cidade dos espelhos. São Paulo: Saraiva. Emidio, D., & Siqueira, L. (2023). À procura da Terra Santa. Guarujá, São Paulo, Brasil: Clube de Autores. Hroub, K. (2006). Hamas: A Beginner’s Guide. London: Pluto Press. Reichert, R. (1972). História da Palestina: dos primórdios aos nossos dias. São Paulo: Editora Herder.

  • Luiz Fernando Leal Padulla, mais conhecido como Biólogo Socialista, agora é clandestino. Seja você também!

    Conheça a mente inquieta que se junta à nossa organização clandestina: Luiz Fernando Leal Padulla. Professor, biólogo, doutor em Etologia, mestre em Ciências e especialista em Bioecologia e Conservação, Padulla não é apenas um acadêmico, mas também um pensador radical e provocador. Com uma trajetória marcada pela contribuição aos portais Brasil247, Pátria Latina e LeMonde Diplomatique, Padulla se estabeleceu como uma voz que desafia as normas e questiona o status quo. Ele é o criador do blog e do canal no YouTube “Biólogo Socialista”, além de comandar o podcast “PadullaCast”, onde aborda temas com uma perspectiva crítica e revolucionária. Seu livro “Um Irritante Necessário” é uma obra que não apenas expõe verdades incômodas, mas também inspira ação e mudança. É uma leitura obrigatória para aqueles que desejam compreender as relações entre ciência, sociedade, política e, claro, a paixão nacional, o futebol. Agora, com grande entusiasmo, anunciamos que Luiz Fernando Leal Padulla se junta ao Clandestino. Sua voz e suas ideias serão fundamentais para o nosso compromisso com uma mídia independente, para todos que estão "até a tampa" das mentiras e interesses políticos da Grande Indústria da Desinformação. Bem-vindo, Padulla. Juntos, continuaremos a lutar por um mundo mais justo e esclarecido, rompendo barreiras e construindo novas possibilidades. Faça como Padulla. Seja Clandestino. Clique em saiba como...

  • A causa de toda doença

    Férias de um professor. Momento de descansar, arrumar as coisas que ficaram pendentes em função das exigências – muitas vezes absurdas – que a escola nos obriga. Um mês para poder viver, e não apenas sobreviver. Um mês em que não precisarei dormir tarde e madrugar todo santo dia para a exploração diária. E logo no primeiro dia, o corpo reage: gripe e baixa imunidade. É sempre assim. E a biologia explica: enquanto estamos sob estresse, os níveis de cortisol e adrenalina mantém nosso organismo em alerta. Ainda que isso custe o reflexo posterior. E é sobre isso que quero falar. O sistema nos obriga a render cada vez mais, forçando nosso organismo a reagir para isso. Mas quando você realmente entende e tem a consciência do que é isso, tudo parece não fazer sentido. Ainda que seja uma reação, é algo prejudicial. Por que adoecemos? Por que nossa luta pela sobrevivência é tão árdua? Quantos de nós, trabalhadores e trabalhadoras, podemos efetivamente VIVER? Já parou para pensar nisso? Nós estamos apenas SOBREVIVENDO! Somos constantemente bombardeados com a ideia de “ter” ao invés de sermos verdadeiramente humanos. O tempo livre para nós, praticamente inexistente nessa rotina maluca e desumana, é tomado pelo cansaço e a falsa ideia de que temos que consumir algo para sermos felizes. Quem consegue tempo livre quando é obrigado a ter dois empregos ou mais para conseguir pagar o aluguel e contas básicas? O que falar das pessoas que são submetidas as escalas 6x1? E paralelamente, somos bombardeados com a “necessidade” de consumir cada vez mais. Já dizia o trecho da música “Society”, de Eddie Vedder (trilha sonora do excelente filme “Na natureza selvagem”): É um mistério para mim Nós temos uma ambição com a qual concordamos E você pensa que você tem que querer mais do que precisa Até você ter tudo, você não estará livre Sociedade, você é uma criação louca Quando você quer mais do que tem Você pensa que precisa E quando você pensa mais do que você quer Seus pensamentos começam a sangrar Acho que preciso encontrar um lugar maior Pois quando você tem mais do que imagina Você precisa de mais espaço Somos engolidos por esse sistema que nos usa como massa de manobra para seus fins lucrativos. Consuma...consuma...consuma! E se você não tem um carro moderno, uma supercasa tecnológica, um smartphone de última geração, você é excluído. Mas excluído por quem? Por aqueles que se alienam nessa rotina consumista e explorativa, que jogam o canto da sereia da meritocracia, iludindo-os de que um dia poderão ser ricos, fazendo-os esquecer que são iguais a nós, trabalhadores explorados por um sistema opressor e burguês. A consequência desse pensamento é cruel: gera uma sociedade ansiosa, com a falta deteriorante de sono, obesa e depressiva. Concomitantemente, quem se levanta contra isso, e tenta mostrar a crueldade do sistema em nossa saúde, é taxado de ignorante, atrasado, arcaico, fracassado ou simplesmente de “comunista”. Afinal, para eles, o mito da meritocracia e empreendedorismo é real...assim como a Terra plana! Trabalhe enquanto eles dormem!, dizem para que você tenha sucesso e possa adquirir cada vez mais coisas – muitas vezes supérfluas – e gerando dívidas que nem sempre cabem em seu modesto e ridículo orçamento. E quem faz isso, adoece. Não à toa, a atual sociedade, que dorme cada vez menos – e mal – é a mesma sociedade dependente de drogas farmacêuticas, álcool... Quando raramente temos um tempo livre, apelamos para a tecnologia e divagamos nas telas dos smartphones, abastecendo e sendo manipulados pelo algoritmo e suas propostas de consumo. Essa mesma tecnologia é mais uma aliada do capitalismo, auxiliando na exploração biológica das vias hormonais dopaminérgicas (consumindo para que se tenha satisfação temporária via liberação de mais dopamina, o que torna o cérebro quimicamente dependente. [1,2,3,4] Mais do que isso, conforme já escrevi em outro artigo [5] , a luz das telas é outro fator negativo em nossa saúde, comprometendo nosso sono – afinal, o hormônio indutor do sono chamado melatonina, deixa de ser produzido quando não há escuridão, acarretando insônia e, consequentemente, indisposição e baixo rendimento, além de distúrbios psicológicos como ansiedade e depressão. Para os homens, o pico do hormônio sexual (testosterona) é atingido justamente no sono mais profundo e contínuo, assim como o hormônio de crescimento para as crianças. [6] Dormir também permite a “limpeza” do metabolismo cerebral – os chamados príons –, impedindo o surgimento de doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson. [7,8] Outra preocupação, não meramente estética, mas de saúde pública, é a obesidade, também relacionada com o sono irregular: é durante o sono que temos a regulação dos hormônios grelina e leptina, responsáveis pelo controle de nosso apetite – ou seja, quanto menos sono, maior ingestão de calorias. Atrelada a má-alimentação (baseada com ultraprocessados e alimentos regados com agrotóxicos), essa doença crônica se torna cada vez mais recorrente, o que chamamos de nutricídio (e novamente, afetando populações mais pobres). Em recente pesquisa apresentada no Congresso Internacional sobre Obesidade (ICO) sugere que 48% dos adultos no Brasil terão obesidade até 2044, com outros 27% vivendo com sobrepeso, trazendo comorbidades (doenças cardiovasculares, diabetes, doenças renais crônicas, cirrose, câncer, depressão) com consequências nefastas para a saúde e vida dos trabalhadores e trabalhadoras. [9] Novamente, comidas que não nos nutrem (apenas “enchem a barriga”) também destroem a microbiota intestinal, local de maior produção do hormônio serotonina – o mesmo responsável por nosso humor. [10,11] Piorando ainda mais a situação, soma-se a esses fatores a influência dos agrotóxicos em nossa saúde. E o que se faz para compensar todo esse desequilíbrio fisiológico? Recorre-se aos medicamentos, enquanto tudo poderia ser evitado com algo natural e intrínseco a qualquer espécie animal: sono adequado. E novamente nos vem a pergunta: por que agimos dessa maneira? Há realmente necessidade de trabarlhamos da forma desumana que somos submetidos? Como bem apresentou o filósofo e professor Vladimir Pinheiro Safatle em uma entrevista [12] , isso se dá porque toda relação atual, seja no trabalho e até mesmo nas famílias, é baseada no rendimento que podemos gerar. Justamente porque nessa sociedade tudo é investimento e, como tal, deve-se o obter algum tipo de retorno financeiro. E como todo trabalho atual, é necessário a produção de excedentes. E para isso, aquele que produz – ou seja, nós, trabalhadores – deve ser sugado ao máximo. E para ludibriá-lo, nada melhor do que motivá-lo com técnicas exploratórias do coach e seu “você pode!” E como tudo está entrelaçado, tal produção/consumo exagerados – e supérflua – além de esgotar a mão-de-obra humana, ocasiona uso excessivo de recursos naturais e industrialização, o que acarreta a liberação, por exemplo, dos gases estufa. Seria um desses motivos de grandes nações não se comprometerem de forma prática a redução desses gases? Percebam que seja a questão de saúde pública, seja a questão ambiental – direta e indiretamente relacionadas entre si – exigem um repensar da maneira como nós, seres humanos, estamos nos comportando. O sistema capitalista está sim com os dias contados. Mas tenta sobreviver a todo custo. Mas não terá outro caminho a não ser sua extinção. A questão é que a pequena porcentagem burguesa que dita as regras, não está disposta a isso. Não estão dispostos a romper a visão individualista, competidora e admitir que a rota a ser tomada agora é outra, aquela mesma que sempre combateram, que tem a visão da solidariedade, do consumo consciente – ou seja, as bases do socialismo! O sistema atual prega justamente contra aquela que é a única alternativa para a salvação da espécie humana. O capitalismo deseja o individualismo, o consumismo exacerbado, a concentração de renda e necessita da desigualdade social para sua sobrevivência. No entanto, não previu que junto disso, o caos ambiental seria instaurado, inviabilizando a vida de todos. O mais preocupante é que esse tipo de pensar naturalizou-se de forma irracional, como verdadeira lavagem cerebral em grande parte da sociedade. E, novamente, aqueles que ousam se levantar contra são perseguidos, desmoralizados e taxados como inimigos. Para tentar abafar de vez essa necessidade real, demonizam o "socialismo" e "comunismo" como “ditaduras” perante a sociedade, atacando e utilizando de exemplos deturpados dos países que se impuseram contra o capital e a exploração humana/ambiental, mas que em função de embargos e sanções imperialistas/capitalistas, não conseguem desenvolver o máximo de sua visão socialista. É o caso de Cuba que há 60 anos resiste a tudo isso, e prova que mesmo assim, uma sociedade justa, que preza pela dignidade humana, pela família, pelo meio ambiente é possível. Mas o que se ouve falar de Cuba? Falta isso, falta aquilo. Realmente falta, mas justamente porque o imperialismo estadunidense não permite a comercialização com a ilha socialista que é uma ameaça aos interesses do sistema capitalista. (Imaginem vocês o que seria de Cuba se tivesse verdadeira liberdade e autonomia? O medo do imperialismo capitalista é justamente isso acontecer. E para evitar, o cerco se faz necessário e presente). E enquanto isso, aqui dizem que você pode/deve consumir tudo. E novamente: se você não tiver, você é infeliz. Se opor a isso é visto como subversão! A pergunta que faço: quando nossa sociedade será totalmente subversiva e se levantará contra esse sistema? Quando teremos o pensamento coletivo? Ou será que dentre nós, trabalhadores e trabalhadoras, existem alguém que esteja realmente contente em ter que acordar cedo, trabalhar até tarde e não ver retorno algum a não ser o mínimo necessário para pagar o aluguel, o combustível e demais boletos, sem a real condição de desfrutar de nossas vidas? Enquanto isso, nosso trabalho rende lucros e mais lucros para aqueles que nos exploram. Acha certo isso? Ainda que uma revolução socialista esteja longe, temos alguns indícios de que as coisas poderão mudar. Toda insatisfação está acometendo a tal geração Z. Os chamados zoomers, também chamados de “jovens NEM-NEM” (nem estudam, nem trabalham). É claro que temos que considerar as diferentes classes sociais e suas necessidades, mas esse é um importante sinal de possíveis mudanças. A busca por emprego não é mais vista como um ponto meramente de estabilidade e possível aposentadoria, afinal, jovens com menos de 25 anos querem ter sua renda, mas com dignidade. No Brasil são 23% de jovens “nem-nem” (na União Europeia esse número é de 11%), sendo que a grande maioria deles são pobres (61,2%) e, majoritariamente mulheres (63,4%), sendo 43,3% delas pretas e pardas, o que reflete a questão da desigualdade social, machismo e o racismo do sistema. [13] Ainda que se pesem esses fatores, o recado está sendo dado: os jovens optam por renunciar à exploração para que as cosias tenham sentido. Essa é uma geração que sofre com o sistema atual e parece se levantar contra ele. Os números falam por sim: o Brasil é um dos países com maiores transtornos de ansiedade e depressão (e novamente mostrando a desigualdade de gênero, as mulheres são as que mais sofrem, justamente pelo preconceito, a sobrecarga e baixa valorização no mercado). [14,15,16,17] E lá vamos nós para o consumo de remédios (produzidos e vendidos pelo capital). Abrir os olhos das pessoas é nosso dever. Construir essa sociedade subversiva é nosso dever. É urgente nossa unidade enquanto sociedade coletiva para nossa libertação das amarras que nos oprimem e nos exploram. E isso não é figura de linguagem, é a realidade. Organize-se em seus sindicatos, partidos e sociedade. Afinal, como dizia um certo subversivo: trabalhadores, uni-vos! Somente o pensar e agir coletivamente poderá nos salvar e, consequentemente, trazer esperança para o planeta vitimado pela ganância capitalista. Em tempo: Ao término das férias, a depressão se fará presente, pois o corpo reage justamente ao sistema capitalista: a perda de nossa liberdade e o prazer de se viver por nós e não apenas sobreviver para geração de lucro para os burgueses. Referências bibliográficas 1. SAPOLSKY, R.M. Comporte-se – a biologia humana em nosso melhor e pior. São Paulo: Companhia das Letras. 2021. 2. O combo promocional da ignorância e da servidão. Disponível em: https://diplomatique.org.br/o-combo-promocional-da-ignorancia-e-da-servidao/ 3. SHOCHAT et al., 2014. Functional consequences of inadequate sleep in adolescents. Sleep Medicine Reviews, 18: 75-87. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23806891/ 4. SCHIMIDT et al., 2015. The relations between sleep, personality, behavioral problems, and school performance in adolescents. Sleep Medicine Clinics, 10: 127-133. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26055859/ 5. Nativos ou cretinos digitais do capitalismo? Disponível em: https://diplomatique.org.br/nativos-ou-cretinos-digitais-do-capitalismo/ 6. SHERWOOD, L. Fisiologia Humana – das células aos sistemas. São Paulo: Cengage Learning. 2011. 7. LUCEY at al. 2019. Decreased deep sleep linked to early signs of Alzheimer’s disease. Science Translational Medicine. Disponível em: https://www.sciencedaily.com/releases/2019/01/190109142704.htm 8. SABIA et al. 2021. Association of sleep duration in middle and old age with incidence of dementia. Nature Communications. 12: 1-10. Disponível em: https://www.nature.com/articles/s41467-021-22354-2.pdf 9. Metade dos adultos brasileiros com obesidade em 20 anos. Disponível em: https://www.fiocruzbrasilia.fiocruz.br/quase-metade-dos-adultos-brasileiros-viverao-com-obesidade-em-20-anos/ 10. BANKOSTA et al., 2019. Serotonin in the gut: Blessing or a curse. Biochimie, 161: 56-64. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0300908418301652 11. CARABOTTI et al., 2015. The gut-brain axis: interactions between enteric microbiota, central and enteric nervous systems. Annals of Gastroenterology, 28(2): 203–209. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4367209/ 12. Empreendedorismo e trabalho são as novas religiões. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=eAWbwMV9LmM 13. "Zoomers", a geração que não quer trabalhar? Disponível em: https://www.dw.com/pt-br/zoomers-a-gera%C3%A7%C3%A3o-que-n%C3%A3o-quer-trabalhar/video-69618974 14. Sete em cada 10 pessoas com depressão ou ansiedade são mulheres, aponta pesquisa. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sete-em-cada-10-pessoas-com-depressao-ou-ansiedade-sao-mulheres-aponta-pesquisa/ 15. Registros de ansiedade entre crianças e jovens superam os de adultos pela 1ª vez no Brasil. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/folhateen/2024/05/registros-de-ansiedade-entre-criancas-e-jovens-superam-os-de-adultos-pela-1a-vez.shtml 16. Mais de 26% dos brasileiros têm diagnóstico de ansiedade, diz estudo. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/mais-de-26-dos-brasileiros-tem-diagnostico-de-ansiedade-diz-estudo/ 17. OMS publica Relatório Mundial de Saúde Mental. Disponível em: https://www.forumdcnts.org/post/oms-publica-relatorio-mundial-de-saude-mental

  • Quem foi o líder político do Hamas, Ismail Haniyeh, assassinado em Teerã?

    O Hamas confirmou que Ismail Haniyeh, chefe de seu gabinete político, foi assassinado em Teerã na manhã de quarta-feira. Em um comunicado, a organização lamentou a morte de Haniyeh, que, segundo ela, foi morto em "um ataque sionista traiçoeiro em sua residência em Teerã", após comparecer à cerimônia de posse do novo presidente iraniano. A Guarda Revolucionária do Irã também emitiu uma declaração, na qual disse: "No início desta manhã, a residência de Ismail Haniyeh em Teerã foi atacada, resultando no martírio dele e de um de seus guarda-costas. A causa está sob investigação e será anunciada em breve." Haniyeh, 62 anos, nasceu em uma família de refugiados no campo de refugiados de Shati, na Faixa de Gaza. Durante seus estudos na Universidade Islâmica, ele se envolveu em atividades políticas e foi preso várias vezes em Israel no final dos anos 1980, após se envolver com o Hamas. Em 1992, ele foi deportado para o Líbano, onde trabalhou em estreita colaboração com Ahmed Yassin, fundador do Hamas, até seu assassinato em 2004. Em 2006, Haniyeh foi eleito primeiro-ministro da Palestina e, em 2007, após o Hamas assumir o controle da Faixa de Gaza, ele se tornou o governante de fato de Gaza. Em 2012, ele reivindicou vitória sobre as Forças de Ocupação de Israel (IOF) na Operação Pilar de Defesa, afirmando que o Oriente Médio havia "mudado". No final da Operação Margem Protetora em 2014, ele declarou: "Nós atordoamos o mundo, surpreendemos Israel", acrescentando: "Aqueles que derramaram sangue e os mártires foram o combustível desta vitória. Esta é uma vitória várias vezes maior do que a da Pilar de Defesa." Em 2017, Haniyeh foi eleito chefe do gabinete político do Hamas, sucedendo Khaled Mashaal, e se mudou para o Catar. Haniyeh era conhecido por sua postura agressiva em relação a Israel, como seus antecessores. Em maio, ele declarou que 7 de outubro "abriu a porta para o estabelecimento de um estado palestino" e que o ataque "elevou a questão palestina a um nível sem precedentes". Ele acrescentou: "Israel falhou em atingir seus objetivos, graças à lendária firmeza e resistência do povo palestino." Haniyeh sobreviveu a várias tentativas de assassinato, mas vários membros de sua família foram mortos ao longo dos anos pelas IOF. Em abril, Israel assassinou três de seus filhos e três de seus netos na Cidade de Gaza. Em um vídeo transmitido pela Al Jazeera, Haniyeh é visto recebendo a notícia das mortes durante uma visita a um hospital em Doha, dizendo: "Vamos continuar trabalhando." Mais tarde, ele afirmou: "Agradeço a Deus pela honra que Ele me concedeu com a queda de três dos meus filhos e vários dos meus netos. Eles receberam essa honra. Eles ficaram com nosso povo palestino em Gaza, eles não saíram nem fugiram... O inimigo acredita que, ao atacar as famílias dos líderes, ele nos fará suavizar as demandas do nosso povo. Qualquer um que acredite que matar meus filhos forçará o Hamas a mudar sua posição está delirando." Haniyeh acrescentou que seus filhos e netos "são mártires a caminho da libertação de Jerusalém e da Mesquita de Al-Aqsa", enfatizando que "seu sangue não é mais vermelho que o do povo palestino." Inicialmente, Haniyeh foi considerado uma figura moderada dentro da liderança do Hamas, apoiando uma hudna (trégua) estendida com Israel e até mesmo afirmando que concordaria com uma solução de um estado palestino estabelecido dentro das fronteiras de 1967. Simultaneamente, ele escolheu se aproximar de Teerã, explicando que é "a profundidade estratégica dos palestinos", solidificando assim seu lugar como parte do "eixo do mal". O assassinato de Ismail Haniyeh marca uma reviravolta na liderança do Hamas e na dinâmica da guerra de Israel na Gaza. Sua trajetória, marcada por resistência e uma visão estratégica para a causa palestina, deixou um legado que influenciará o futuro do movimento. Enquanto as investigações sobre o ataque em Teerã continuam, a ausência de Haniyeh certamente pode intensificar as tensões na região, à medida que o Hamas e seus adversários avaliam as consequências deste ataque para a estabilidade e segurança no Oriente Médio.

  • Presidente Abbas condena veementemente o assassinato do chefe do Hamas, chama-o de "ato covarde"

    O presidente do Estado da Palestina, Mahmoud Abbas, condenou veementemente o assassinato do líder do Hamas e do gabinete político Ismail Haniyeh e considerou-o um ato covarde e um acontecimento perigoso. O Presidente apelou ao povo palestino para que se una, seja paciente e firme diante da ocupação israelense.

  • Trump diz que EUA deve "varrer o Irã da face da terra" se ele for assassinado

    O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na quinta-feira que os EUA deveriam "destruir" o Irã se ele fosse assassinado por agentes da República Islâmica. Ele fez esses comentários na plataforma Truth Social, mencionando que espera que a América "elimine o Irã da face da Terra" caso ele seja morto. Esses comentários vieram após uma tentativa de assassinato frustrada contra Trump e relatos de que o Serviço Secreto dos EUA aumentou sua segurança devido a ameaças do Irã. Uma autoridade de segurança confirmou que o Serviço Secreto tomou medidas adicionais em resposta a essas ameaças. Embora as ameaças do Irã tenham sido relatadas semanas antes, não há evidências de que o Irã estivesse por trás do tiroteio de 13 de julho cometido por Thomas Matthew Crooks. O embaixador do Irã nas Nações Unidas negou as alegações como "infundadas e maliciosas." Durante seu mandato, Trump adotou uma postura dura contra o Irã, retirando os EUA do acordo nuclear de 2014 e ordenando o assassinato do comandante iraniano Qassem Soleimani em 2020. Em sua campanha atual, Trump criticou a abordagem do presidente Biden em relação ao Irã e prometeu reforçar as capacidades de defesa dos EUA se for eleito.

  • O líder político do Hamas, Ismail Haniyeh, foi morto em Teerã

    Na quarta-feira, a Guarda Revolucionária do Irã informou que Ismail Haniyeh, líder do grupo palestino Hamas, foi morto em Teerã junto com um de seus guarda-costas. "A residência de Ismail Haniyeh, chefe do escritório político da Resistência Islâmica do Hamas, foi atingida em Teerã, resultando na morte dele e de um de seus guarda-costas," afirmou uma declaração do site de notícias Sepah, do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica. A causa do "incidente" ainda não está clara, mas os Guardas informaram que está "sendo investigado." Haniyeh chegou a Teerã na terça-feira para participar da posse do novo presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, no parlamento. Ele se encontrou com Pezeshkian e também com o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Residente no Catar, Haniyeh era há muito tempo um alvo de Israel, que matou três filhos e quatro netos do líder do Hamas em Gaza em abril. A cerimônia de posse de terça-feira ocorreu em meio a preocupações com a guerra entre Israel e o Hezbollah do Líbano, que trocaram tiros desde o início da última guerra de Israel em Gaza, em outubro. Mais tarde na terça-feira, Israel atacou o reduto do Hezbollah no sul de Beirute, afirmando ter matado o comandante responsável pelo ataque recente às Colinas de Golã, ocupadas por Israel. Uma fonte próxima ao Hezbollah disse que Shukr era o alvo, mas que ele "sobreviveu ao ataque israelense". A AFP não pôde confirmar imediatamente esse relato. O Irã, que não reconhece Israel, advertiu repetidamente Israel contra ataques ao Líbano. "O regime sionista (Israel) cometerá um grande erro com pesadas consequências se atacar o Líbano," disse Pezeshkian durante uma ligação na segunda-feira com o presidente francês Emmanuel Macron. Desde a revolução islâmica de 1979, o Irã tem feito do apoio à causa palestina uma peça central de sua política externa.

  • André Lobão, o jornalista insurgente, integra o coletivo clandestino. Descubra mais sobre ele e junte-se você também ao que estamos fazendo

    Jornalista de formação, especialista em Mídias Digitais, escritor e videomaker. Atualmente é produtor e apresentador do programa Oriente Médio em Revista, jornalista do Sindipetro-RJ e colunista do 247 e colaborador da Revista Fórum. Seja clandestino, participe enviando seu texto para publicação e faça parte do que estamos fazendo! O Jornal Clandestino abre suas portas para você, que carrega em si a indignação e a vontade de transformar. Queremos entregar suas palavras afiadas, seus relatos, suas análises, artigos de opinião, suas denúncias, seus protestos, suas histórias de resistência para outros como nós. Como participar? Tema Livre: Escreva sobre o que te revolta, o que te move, o que te inspira a lutar. Envio: Para enviar, você pode acessar o link Seja Clandestino por aqui ou acessar os links disponíveis no site. Formato: Não nos importamos com regras. Seu texto pode ser um ensaio, uma crônica, um poema ou um grito de guerra. O mais importante é que seja verdadeiro e urgente. Também gostaríamos de conhecer mais o seu trabalho artístico ou fotográfico e, se possível, gostaríamos de ter o prazer de publicá-lo. Junte-se a nós. Torne-se parte de um coletivo que desafia a ordem estabelecida e luta por um mundo mais justo e livre. Sua voz é essencial para podermos ecoar a verdade e abalar as estruturas que nos oprimem. A revolução começa com uma palavra. A sua. Estamos ansiosos para ler suas insubmissões.

  • Jornalista palestina Bisan Owda é nomeada para o Emmy

    A jornalista palestina, ativista e cineasta Bisan Owda recebeu uma indicação ao Prêmio Emmy de Notícias e Documentários por seu trabalho impactante com a AJ+ nas séries "It's Bisan from Gaza e I'm Still Alive". Desde 7 de outubro, Owda tem documentado suas experiências diárias em Gaza, oferecendo uma visão profunda das lutas e da resiliência do povo palestino. Em junho, ela já havia sido agraciada com um Peabody Award pela mesma série, a qual aceitou de um campo de refugiados. Os vencedores do News & Documentary Emmy Awards serão anunciados no final de setembro. A National Academy of Television Arts & Sciences (NATAS) divulgou hoje as indicações para o 45º Prêmio Anual Emmy® de Notícias e Documentários. As cerimônias de entrega acontecerão em duas datas distintas: Categorias de notícias: Quarta-feira, 25 de setembro de 2024, às 19h30 EDT Categorias de documentários: Quinta-feira, 26 de setembro de 2024, às 19h30 EDT As cerimônias serão realizadas ao vivo no Palladium Times Square, em Nova York, e transmitidas pela plataforma dedicada da NATAS, alimentada pelo Vimeo. O evento poderá ser assistido online em assista.theemmys.tv ou pelos aplicativos The Emmys disponíveis para iOS, tvOS, Android, FireTV e Roku.

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