

Colonos israelenses executam dois palestinos na Cisjordânia ocupada
domingo, 8 de março de 2026
Dois palestinos foram mortos na Cisjordânia em consequência de disparos efetuados por israelenses. ANADOLU
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Dois palestinos foram mortos em 8 de março de 2026 após colonos israelenses abrirem fogo contra moradores da aldeia palestina de Abu Fellah, localizada ao nordeste de Ramallah, na Cisjordânia ocupada. A informação foi confirmada pelo Ministério da Saúde palestino e divulgada pela Agência Anadolu. Segundo o comunicado oficial do ministério, as vítimas foram identificadas como Sair Faruk Humayil, de 24 anos, e Cevdet Humayil, de 57 anos. Ambos foram atingidos por disparos na cabeça durante o ataque realizado por israelenses que haviam tomado posse de terras pertencentes à comunidade palestina local.
O ministério informou que os dois homens morreram em consequência direta dos ferimentos provocados pelos tiros disparados pelos colonos armados. De acordo com relatos divulgados pela mídia local palestina, o ataque ocorreu quando colonos israelenses armados invadiram áreas da aldeia de Abu Fellah e abriram fogo contra moradores palestinos que se encontravam na região. Além das duas mortes confirmadas, vários palestinos ficaram feridos durante o ataque, embora o número exato de feridos não tenha sido divulgado oficialmente pelas autoridades de saúde.
O episódio ocorre em um contexto de intensificação da violência na Cisjordânia ocupada desde outubro de 2023, quando Israel iniciou o genocídio contra a população palestina na Faixa de Gaza. Desde então, organizações palestinas de saúde e direitos humanos registram aumento significativo de prisões, incursões militares israelenses e ataques de colonos contra comunidades palestinas tanto na Cisjordânia quanto em Jerusalém Oriental.
A expansão de assentamentos israelenses em território palestino ocupado, frequentemente acompanhada por ações armadas de colonos contra civis palestinos, constitui uma das principais fontes de tensão permanente na região e é considerada ilegal pelo direito internacional, incluindo diversas resoluções das Nações Unidas. Apesar disso, a política de ocupação territorial e de expansão de assentamentos continua sendo sustentada pelo apoio político, diplomático e militar fornecido pelos Estados Unidos ao governo israelense, reforçando uma estrutura de dominação colonial que se intensifica paralelamente ao genocídio em curso na Faixa de Gaza.
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