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Flávio Bolsonaro será investigado por desinformação contra Lula

O Supremo Tribunal Federal determinou a abertura de inquérito contra o senador Flávio Bolsonaro por disseminação de informações falsas. A decisão foi assinada pelo ministro Alexandre de Moraes em 13 de abril de 2026. A investigação tem como base uma publicação feita em 3 de janeiro nas redes sociais do parlamentar. O conteúdo atribuía crimes inexistentes ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O caso foi encaminhado pela Polícia Federal com aval da Procuradoria-Geral da República.


Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro

A decisão de Alexandre de Moraes atende a um pedido formal da Polícia Federal, respaldado por parecer da Procuradoria-Geral da República, que apontou a existência de indícios concretos de crime. Segundo o documento da PGR, a publicação foi realizada “em ambiente virtual público, acessível a milhares de usuários”, e atribuiu “de maneira pública e vexatória, fatos delituosos ao Presidente da República”.


Com a autorização judicial, a Polícia Federal terá prazo inicial de 60 dias para conduzir as investigações. Moraes também determinou o levantamento do sigilo do processo, afirmando que “uma vez que não se encontram presentes os elementos excepcionais que permitem o afastamento da ampla publicidade”, garantindo assim transparência ao andamento do caso.


A postagem que motivou o inquérito foi publicada em 3 de janeiro de 2026, mesma data em que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi sequestrado por agentes dos Estados Unidos sob ordens do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No conteúdo, Flávio Bolsonaro afirmou: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”, associando diretamente o presidente brasileiro a crimes sem apresentar qualquer evidência.


Além da declaração textual, a publicação utilizava montagem visual para reforçar a narrativa, vinculando a imagem do sequestro de Maduro a uma reportagem com foto de Lula, acompanhada da manchete: “Lula convoca reunião de emergência após Trump capturar Maduro”. A construção visual ampliou o alcance da acusação ao sugerir conexão direta entre os dois episódios.


Na avaliação do ministro Alexandre de Moraes, a conduta pode ser enquadrada como crime de calúnia, com agravantes previstos na legislação penal por ter sido direcionada ao presidente da República e difundida em rede social, ampliando significativamente seu alcance e impacto público.


A Procuradoria-Geral da República destacou ainda que o uso da expressão “será delatado” faz referência explícita ao mecanismo de colaboração premiada, implicando a falsa atribuição de envolvimento em atividades criminosas. Para o órgão, a postagem apresenta elementos suficientes para caracterizar imputação deliberada e “vexatória” de crimes, configurando potencial prática penal a ser apurada no curso do inquérito.

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