Governo do Brasil investiu cerca de R$ 565 bilhões em segurança alimentar em 2025
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- 9 de jun.
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O Governo do Brasil informou ter investido cerca de R$ 565 bilhões em políticas de segurança alimentar e nutricional durante 2025. Os recursos foram aplicados no primeiro ano de execução do III Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (III Plansan), que permanecerá em vigor até 2027. Dados apresentados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome indicam que 73% das 410 entregas previstas para 2025 registraram algum nível de execução.

O balanço foi apresentado em 8 de junho de 2026 pela secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Valéria Burity, durante o Encontro Nacional da 6ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CNSAN) +2 anos, realizado em Brasília.
Segundo os dados divulgados pelo ministério, os investimentos abrangeram programas de proteção social, transferência de renda, saúde, agricultura familiar, abastecimento alimentar e desenvolvimento territorial. O monitoramento do III Plansan apontou diferentes níveis de implementação entre os eixos previstos no plano.
O eixo voltado ao fortalecimento do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) alcançou 93% de execução durante o primeiro ano. As ações direcionadas ao combate à fome registraram 68,4% de implementação. As iniciativas relacionadas ao acesso à terra, à água e ao território atingiram 72,8%.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, os resultados do primeiro ciclo de monitoramento demonstram a retomada de instrumentos de coordenação de políticas públicas voltadas ao direito à alimentação.
Durante a apresentação do balanço, Valéria Burity afirmou que o III Plansan foi elaborado após um período sem planejamento nacional na área. “Foi a partir desse reconhecimento das conquistas, mas também dos desafios, que a gente elaborou o III Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, que marca uma retomada da agenda”, declarou.
A secretária também relacionou a ausência do plano nacional ao agravamento dos indicadores sociais registrados anteriormente. “Ficamos quatro anos sem plano de segurança alimentar e nutricional e tivemos um aumento da fome e da pobreza”, afirmou. Segundo ela, cerca de 33 milhões de pessoas estavam em situação de fome no país em 2022.
O monitoramento apresentado pelo governo registra mudanças nos indicadores nacionais de segurança alimentar após a retomada das políticas públicas iniciada em 2023. Entre 2023 e 2024, cerca de 26,5 milhões de pessoas deixaram a situação de fome no Brasil.
Os dados também indicam que o país registrou índice de 3,2% de insegurança alimentar grave entre os domicílios brasileiros. O levantamento aponta ainda redução desse indicador entre crianças, adolescentes, população preta e parda, moradores de áreas rurais e residentes das regiões Norte e Nordeste.
Segundo o balanço, a segurança alimentar e nutricional passou a alcançar 75,8% dos domicílios brasileiros. Os números foram apresentados como parte do acompanhamento das metas estabelecidas pelo III Plansan.
O relatório também destacou medidas relacionadas à reconstrução dos mecanismos de governança da política nacional de segurança alimentar. Entre as iniciativas mencionadas estão o fortalecimento da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), a implementação do Protocolo Brasil Sem Fome e a ampliação da adesão municipal ao Sisan.
De acordo com o governo federal, mais de 2.297 municípios já aderiram ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. A expansão da participação municipal integra a estratégia de articulação entre União, estados e municípios prevista no plano.
O III Plansan constitui o principal instrumento de planejamento da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. O documento foi estruturado para consolidar ações implementadas após a retomada das políticas públicas de combate à fome iniciada em 2023.
O plano reúne oito anúncios governamentais, 19 estratégias intersetoriais e 219 iniciativas distribuídas entre diferentes áreas da administração pública. Entre os desafios apontados para os próximos anos estão a consolidação da governança federativa e a ampliação das ações destinadas às populações e regiões afetadas pela insegurança alimentar e nutricional.
O Encontro Nacional da 6ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional +2 anos foi organizado pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea). A atividade teve como objetivos acompanhar o primeiro ano de implementação do III Plansan, avaliar os resultados alcançados desde 2023 e discutir medidas voltadas ao fortalecimento do Sisan e à garantia do Direito Humano à Alimentação Adequada.
Além de representantes do poder público, o encontro reuniu integrantes da sociedade civil envolvidos nas discussões sobre segurança alimentar e nutricional no país.












































