Na Transnordestina, Lula afirma que levar desenvolvimento é obrigação de seu governo
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- 3 de jul.
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O governo federal realizou, em Quixeramobim (CE), a entrega de 101 quilômetros da Ferrovia Transnordestina, a incorporação de 100 vagões graneleiros e o anúncio de mais 370 unidades para a malha ferroviária. Também foi anunciado o desembolso de R$ 600 milhões para a obra e a assinatura de protocolo para implantação do Porto Seco de Quixeramobim. A agenda incluiu ainda a conexão de novos investimentos logísticos ao Complexo do Pecém e ações relacionadas à infraestrutura hídrica no Nordeste.

Em 2 de julho de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da cerimônia de entregas e anúncios da Ferrovia Transnordestina em Quixeramobim, no Ceará, ao lado de autoridades federais, estaduais e representantes do setor de infraestrutura. No evento, o governo federal formalizou a entrega de um trecho de 101 quilômetros entre Acopiara e Quixeramobim, a incorporação de 100 vagões graneleiros e o anúncio da produção de mais 370 vagões destinados ao transporte de grãos e fertilizantes. Também foi assinado protocolo de intenções para implantação do Porto Seco de Quixeramobim, com previsão de R$ 1 bilhão em investimentos privados, integrado ao sistema logístico do Complexo do Pecém.
O governo federal anunciou o repasse de R$ 600 milhões para aceleração da execução da Ferrovia Transnordestina, cujo investimento total estimado é de R$ 15 bilhões. Segundo dados apresentados, a obra já recebeu cerca de R$ 11 bilhões até maio de 2026, com R$ 4 bilhões ainda contratados. A primeira fase do projeto registra cerca de 81% de execução física e previsão de conclusão em 2027. A ferrovia terá 1.206 quilômetros de extensão, ligando Eliseu Martins (PI) ao Porto do Pecém (CE), atravessando 53 municípios.
O trecho entregue integra os Lotes 4 e 5 da ferrovia e recebeu aproximadamente R$ 2 bilhões em investimentos, com obras de pontes, viadutos e passagens inferiores. A execução das intervenções gerou 1,5 mil empregos diretos e 4,5 mil indiretos. O sistema ferroviário projetado prevê capacidade de transporte superior a 30 milhões de toneladas por ano, com circulação de grãos, fertilizantes, combustíveis, cimento e minério.
Durante a cerimônia, o presidente Lula afirmou que “essa é uma estrada de ferro vital para a perspectiva de desenvolvimento dessa região” e que a obra envolve os estados do Piauí, Pernambuco e Ceará. O governador do Ceará, Elmano de Freitas, afirmou que o sistema ferroviário permitirá a redução de custos de insumos agrícolas e produtos da cadeia do leite no estado.
O ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou que ferrovias dependem de recursos públicos ou subsídios econômicos e citou efeitos de concentração de atividades econômicas em torno da infraestrutura de transporte. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, declarou que a ferrovia altera a dinâmica econômica do sertão central e mencionou a função histórica da região como rota de migração em períodos de seca.
O senador Camilo Santana afirmou que a ferrovia atravessa o estado do Ceará e prevê a formação de um polo industrial no sertão central. O prefeito de Quixeramobim, Cirilo Pimenta, vinculou a chegada da ferrovia ao Porto Seco à ampliação da atividade econômica no município e na região.
Na mesma agenda, o governo federal registrou a inauguração do Túnel Major Sales, que conecta a Paraíba ao Rio Grande do Norte e permite a condução das águas da transposição do Rio São Francisco ao oeste potiguar. Segundo o presidente Lula, o sistema hídrico inclui 1.400 quilômetros de canais principais e 15 mil quilômetros de adutoras.
O Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) destinou mais de R$ 6,6 bilhões ao empreendimento ferroviário. Em março de 2026, o governo federal aprovou mais R$ 152,4 milhões para continuidade das obras. O Terminal de Uso Privado (TUP) Nelog, no Complexo do Pecém, também integra os investimentos e terá conexão direta com a ferrovia, com previsão de R$ 1 bilhão na primeira fase.
O diretor-executivo de Logística e Infraestrutura da CSN, Tufi Daher Filho, afirmou que há mais de 5.500 trabalhadores diretos atuando nas obras, com relação de quatro trabalhadores indiretos para cada trabalhador direto, além de mais de 1.300 máquinas em operação no canteiro de obras da ferrovia.












































