No governo Lula, o Brasil alcança o recorde histórico de 103 milhões de pessoas trabalhando
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O Brasil alcançou 103,4 milhões de pessoas ocupadas em fevereiro de 2026, maior nível da série histórica. A taxa de desemprego ficou em 6,2%, abaixo dos 7,1% registrados no mesmo período de 2025. Os dados foram divulgados na Carta de Conjuntura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), publicada em 21 de abril de 2026. O levantamento aponta que o avanço ocorre mesmo com a desaceleração da atividade econômica no país. O cenário combina aumento do emprego formal, crescimento da renda real e manutenção do consumo das famílias.

Segundo o Ipea, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do IBGE, a taxa de desocupação ajustada sazonalmente ficou em 5,6% em fevereiro, mantendo-se abaixo de 6% desde abril de 2025. O documento destaca que, embora haja influência de fatores estruturais - como menor crescimento da força de trabalho e mudanças demográficas -, o ritmo de expansão da população ocupada continua acima do esperado.
A análise indica que, entre março de 2025 e fevereiro de 2026, a força de trabalho cresceu, em média, 0,7%, enquanto o total de pessoas ocupadas avançou 1,6% na comparação interanual, atingindo 102,3 milhões em fevereiro. No acumulado de 12 meses, a alta média foi de 1,7%, abaixo dos 2,9% registrados no período anterior, evidenciando desaceleração. Ainda assim, a série dessazonalizada confirma o recorde de 103,4 milhões de trabalhadores.
O relatório enfatiza que o crescimento recente do emprego está concentrado no setor formal da economia. Dados do IBGE mostram que a ocupação formal cresceu 3,6% nos últimos 12 meses, enquanto a informal avançou apenas 0,5%. Como resultado, a taxa de formalização subiu de 61,2% para 62,5% nos últimos dois anos, indicando uma recomposição parcial das relações de trabalho após anos de precarização estrutural.
Os números convergem com o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), que registrou a criação de 255,3 mil vagas formais em fevereiro de 2026. O volume, no entanto, representa queda significativa em relação aos 440,4 mil postos criados no mesmo mês de 2025. No acumulado de 12 meses, foram geradas 1,05 milhão de vagas com carteira assinada, redução de 46% frente aos 1,79 milhão registrados no período anterior.
Do ponto de vista setorial, o crescimento do emprego permanece concentrado no setor de serviços, descrito pelo Ipea como o principal motor do mercado de trabalho brasileiro. Entre os segmentos com maior expansão proporcional destacam-se os serviços domésticos, com alta de 16,6%, seguidos por atividades de arte, cultura, esporte e recreação (7,7%) e serviços profissionais, científicos e técnicos (5,0%). Já setores mais intensivos em capital, como a construção civil e a indústria de transformação, apresentaram crescimento mais limitado, de 3% e 0,7%, respectivamente.
O documento também aponta avanço nos rendimentos reais dos trabalhadores. No último trimestre analisado, os rendimentos médios habitual e efetivo cresceram 5,3% e 4,3%, respectivamente. A combinação entre aumento da ocupação e elevação dos salários resultou em expansão da massa salarial real, com altas de 6,9% (habitual) e 5,9% (efetiva), sustentando o consumo das famílias mesmo em um cenário de crescimento econômico mais lento.
O Ipea projeta que, ao longo de 2026, o mercado de trabalho deve manter desempenho positivo, embora em ritmo mais moderado. A estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em torno de 1,8% é considerada suficiente para sustentar níveis relativamente elevados de ocupação e taxas de desemprego historicamente baixas.


































