Pequim cobra fim imediato da ofensiva estadunidense-sionista contra o Irã
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A China exigiu nesta terça-feira (3) que Israel suspenda imediatamente os ataques militares contra o Irã e alertou para o risco de expansão regional da crise no Oriente Médio. A posição foi apresentada pelo ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, durante conversa telefônica com o chanceler israelense, Gideon Sa'ar, realizada a pedido de Tel Aviv. Pequim afirmou que a ofensiva interrompeu avanços diplomáticos obtidos nas negociações entre o Irã e o governo estadunidense.

Segundo comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Yi lamentou que o “progresso significativo” alcançado nas negociações diplomáticas tenha sido interrompido por ações militares. O chanceler afirmou que operações armadas não resolvem disputas estruturais e tendem a aprofundar a instabilidade regional, ampliando riscos de confrontos diretos entre países vizinhos.
Durante a conversa, Wang expressou “profunda preocupação” com a possibilidade de expansão das hostilidades para além das fronteiras iranianas, o que poderia ampliar o teatro militar e provocar nova onda de desestabilização no Oriente Médio. O comunicado oficial declarou que a China insta “todas as partes a cessarem as operações militares e impedir que a guerra se espalhe”, reiterando a oposição chinesa a ações unilaterais e intervenções armadas fora dos mecanismos multilaterais.
Pequim reafirmou apoio à retomada imediata do diálogo diplomático e anunciou que continuará desempenhando um “papel construtivo” nos esforços internacionais para conter a escalada. O governo chinês indicou disposição para atuar no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) em defesa de uma solução política baseada no direito internacional e na negociação entre Estados soberanos.
Antes da declaração de Wang Yi, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, já havia condenado publicamente a ofensiva militar conduzida por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irã. Segundo ela, o ataque ocorreu enquanto negociações diplomáticas ainda estavam em curso, configurando violação das normas fundamentais das relações internacionais e provocando uma escalada abrupta da crise regional.
Mao Ning afirmou que a China defende consistentemente uma solução política para a questão nuclear iraniana por meio do diálogo e ressaltou que Teerã reiterou diversas vezes que seu programa nuclear possui fins pacíficos. Para Pequim, a continuidade das operações militares conduzidas por forças israelenses e estadunidenses ameaça inviabilizar mecanismos diplomáticos e ampliar o risco de proliferação nuclear, cenário já apontado por diversos governos após o início dos bombardeios em 28 de fevereiro.
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