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Relatório aponta 62,2 milhões de empregos formais e maior presença de mulheres e jovens

A divulgação dos dados da RAIS Mensal pelo Ministério do Trabalho e Emprego aponta aumento do emprego formal no Brasil em 2026, com expansão dos vínculos trabalhistas, crescimento da massa salarial e mudanças na forma de publicação das estatísticas. Os números foram apresentados em 24 de junho de 2026 pelo ministro Luiz Marinho, em coletiva de imprensa em Brasília. O levantamento reúne informações de trabalhadores da iniciativa privada e do setor público.


©PINTEREST
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Em fevereiro de 2026, a RAIS Mensal registrou 62,2 milhões de vínculos formais ativos no país. Os dados incluem 47,97 milhões de vínculos celetistas e 13,82 milhões de vínculos de agentes públicos, estatutários e contratos temporários ou em cargos comissionados. Em relação a fevereiro de 2025, houve aumento de 2,17 milhões de vínculos, equivalente a 3,6 por cento, com crescimento de 1,041 milhão de empregos celetistas e 1,091 milhão de vínculos no setor público.


No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, o aumento total foi de 1,4 milhão de vínculos em comparação com dezembro de 2025, o que corresponde a 2,3 por cento. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, os agentes públicos registraram variação de 7,81 por cento no período, passando de 12.815.477 vínculos em dezembro de 2025 para 13.816.823 em fevereiro de 2026. O órgão informou que 886.877 dos novos postos foram contratos por tempo determinado entre janeiro e fevereiro.


Entre os trabalhadores celetistas, o estoque passou de 47.590.217 em dezembro de 2025 para 47.974.321 em fevereiro de 2026, crescimento de 0,81 por cento. O maior aumento em termos absolutos ocorreu entre contratos por tempo indeterminado. Em termos relativos, foram registradas variações em contratações de trabalhadores rurais por pequeno prazo, previstas na Lei nº 11.718/2008, e em contratos a termo previstos na Lei nº 9.601/1998, associados ao período de safra agrícola.


A subsecretária de Estudos do Trabalho, Paula Montagner, informou que o Ministério do Trabalho e Emprego passará a divulgar os dados da RAIS a cada dois meses, com previsão de periodicidade mensal em etapa posterior. O novo modelo incluirá informações por município, setor econômico e ocupação, além de dados acumulados do ano.


Na distribuição regional, o Norte registrou crescimento de 4,16 por cento no estoque de empregos formais, seguido pelo Nordeste com 3,27 por cento e pelo Centro-Oeste com 2,70 por cento. O Sul apresentou variação de 2,10 por cento e o Sudeste de 1,62 por cento. Em termos absolutos, o país registrou acréscimo de 1.394.633 empregos no período, com destaque para Minas Gerais, com 271.248 novos vínculos, e São Paulo, com 148.483.


Os dados de jornada de trabalho mostram 37,11 milhões de trabalhadores com carga semanal de 41 horas em fevereiro de 2026. Outros 9,24 milhões trabalham entre 31 e 40 horas semanais, 2,16 milhões entre 21 e 30 horas e 1,81 milhão até 20 horas semanais.


No campo da remuneração, a massa salarial mensal passou de R$ 235,71 bilhões para R$ 240,69 bilhões entre janeiro e dezembro de 2025, aumento de R$ 4,98 bilhões, equivalente a 2,1 por cento. O setor de serviços concentrou cerca de R$ 155,0 bilhões em dezembro de 2025, com remuneração média de R$ 4.986.


A remuneração média mensal recuou de R$ 4.415,09 em janeiro de 2025 para R$ 4.369,02 em dezembro do mesmo ano, variação de 1,0 por cento. Já na comparação entre fevereiro e dezembro, a média passou de R$ 4.208,58 para R$ 4.369,02, crescimento de 3,8 por cento.


Entre os homens, a remuneração média variou de R$ 4.485,32 para R$ 4.676,73 no período analisado. Entre as mulheres, o valor passou de R$ 3.983,15 para R$ 4.107,31. A massa salarial feminina cresceu 4,1 por cento entre janeiro e dezembro de 2025, enquanto a dos homens variou 0,8 por cento.


Os dados da RAIS Mensal de janeiro e fevereiro estão disponíveis no Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET), no site do Ministério do Trabalho e Emprego.

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