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  • Procura-se: Criminoso de guerra foragido do Tribunal Penal Internacional

    A Câmara Pré-Julgamento I do Tribunal Penal Internacional (TPI) rejeitou por unanimidade os recursos apresentados por Israel e emitiu mandados de prisão contra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant . Ambos são acusados de crimes de guerra e crimes contra a humanidade, 'supostamente' cometidos entre 8 de outubro de 2023 e 20 de maio de 2024. Em decisões emitidas nesta quarta-feira, a Câmara analisou dois pedidos apresentados por Israel em 26 de setembro. O primeiro questionava a jurisdição do TPI sobre a Palestina e seus cidadãos com base no Artigo 19(2) do Estatuto de Roma. O segundo solicitava que a Promotoria emitisse uma nova notificação de investigação ao governo israelense e suspendesse qualquer procedimento relacionado aos mandados de prisão contra Netanyahu e Gallant. A Câmara concluiu que Israel não precisa aceitar formalmente a jurisdição do TPI, uma vez que esta se aplica à Palestina com base em sua jurisdição territorial. Além disso, reafirmou que os Estados não podem contestar a jurisdição antes da emissão de um mandado de prisão, tornando o recurso de Israel prematuro. A Promotoria já havia notificado Israel sobre a abertura da investigação em 2021. Apesar de um pedido de esclarecimento, Israel optou por não buscar o adiamento da investigação. Com isso, os juízes consideraram que os critérios para prosseguir com o caso permanecem válidos e que uma nova notificação não era necessária. Netanyahu e Gallant são acusados de atos cometidos durante o período de escalada do conflito entre Israel e Palestina, incluindo eventos em Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental. O TPI determinou que os supostos crimes se enquadram na jurisdição do Tribunal. As decisões marcam um momento significativo na busca por responsabilização em conflitos internacionais e reforçam a validade da jurisdição do TPI sobre territórios palestinos, conforme estabelecido anteriormente. O caso coloca em destaque as tensões entre o TPI e Israel, que questiona a legitimidade do Tribunal em relação às ações do Estado ocupante. A emissão dos mandados de prisão pode intensificar o debate sobre os limites da justiça internacional e suas implicações políticas.

  • Rússia declara base militar dos EUA na Polônia como alvo estratégico

    O Ministério das Relações Exteriores da Rússia anunciou que a base de defesa antimísseis dos Estados Unidos, inaugurada recentemente na vila de Redzikowo, na Polônia, foi incluída em sua lista de "alvos prioritários" devido ao seu impacto na estabilidade estratégica e nos níveis de segurança nuclear. A declaração foi feita pela porta-voz Maria Zakharova durante um briefing semanal na última quinta-feira. Zakharova descreveu a instalação como "um passo provocativo" que se soma a décadas de ações desestabilizadoras por parte dos EUA e da OTAN, acusando ambas as partes de aproximarem sua infraestrutura militar das fronteiras russas. Segundo ela, a base possui um "potencial claro" para enfraquecer as forças de dissuasão estratégica de Moscow e aumentar os riscos nucleares globais. A base, equipada com o sistema Aegis Ashore, foi inicialmente justificada pelos EUA como uma medida de defesa contra possíveis ataques de "estados desonestos" como o Irã ou a Coreia do Norte. No entanto, durante a cerimônia de inauguração, o presidente polonês Andrzej Duda reconheceu que a instalação visava enfraquecer a influência russa na região e aproximar a Polônia dos EUA. Em resposta, Zakharova afirmou que a Rússia considera tais instalações como ameaças diretas e destacou que elas podem ser neutralizadas com "uma ampla gama de armamentos modernos" disponíveis para Moscow. A base de Redzikowo é parte de um projeto iniciado após a retirada dos EUA do Tratado de Mísseis Antibalísticos (ABM) nos anos 2000. Na época, Washington garantiu a Moscow que as bases planejadas na Romênia e na Polônia não eram direcionadas contra a Rússia. Contudo, o Kremlin argumenta há anos que essas garantias eram enganosas, acusando os EUA de usar tais instalações para expandir a infraestrutura da OTAN em direção ao leste. Após a inauguração da base, Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, afirmou que Moscow adotará "medidas apropriadas" para garantir a paridade estratégica, reafirmando o compromisso da Rússia com sua segurança nacional diante do que considera provocações ocidentais.

  • Militares dos EUA estão prontos para cenários nucleares, afirma porta-voz do Comando Estratégico dos EUA

    Os Estados Unidos estão preparados para responder a cenários de ataque nuclear caso necessário, embora busquem evitar a utilização dessas armas, afirmou o contra-almirante Thomas Buchanan, porta-voz do Comando Estratégico dos EUA (STRATCOM). Durante o evento “Projeto Átomo 2024”, realizado no Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, Buchanan destacou que qualquer resposta nuclear seria conduzida em termos estratégicos favoráveis aos interesses americanos, reforçando o papel do país como líder global. “Se tivermos que fazer uma troca nuclear, queremos que isso ocorra sob condições que sejam mais aceitáveis para os Estados Unidos, mantendo nossa posição de liderança no cenário internacional”, afirmou o porta-voz. Ele também ressaltou que, em caso de uso de armas nucleares, os EUA manteriam uma parte significativa de seu arsenal como garantia de dissuasão futura. “Não se pode gastar todos os recursos em uma única ofensiva, pois isso comprometeria a capacidade de resposta no longo prazo”, explicou Buchanan. Apesar de estarem preparados para cenários extremos, Buchanan enfatizou que Washington prefere evitar qualquer troca nuclear e busca minimizar os riscos por meio de diálogo contínuo com países como Rússia, China e Coreia do Norte. Para ele, armas nucleares são essencialmente "ferramentas políticas" destinadas à dissuasão. Os comentários de Buchanan coincidem com o anúncio da nova doutrina nuclear russa, assinada recentemente pelo presidente Vladimir Putin. O documento estabelece que Moscow poderá considerar o uso de armas nucleares em resposta a ataques convencionais que representem uma ameaça crítica à soberania ou à integridade territorial da Rússia, ou da Bielorrússia. Especialistas sugerem que essa revisão na política nuclear russa pode levar os EUA e seus aliados ocidentais a reavaliar o apoio militar à Ucrânia. Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, reforçou que a nova doutrina permite respostas nucleares a ataques não nucleares realizados com armas fornecidas pelo Ocidente.

  • A "pátria mãe" continua presa e sendo torturada nos paus-de-araras da Ditadura do Capital

    Os conservadores políticos geralmente são aqueles que se sentam sobre o presente, olhando para um passado morto, querendo ressuscitá-lo; querendo sufocar o presente com os mesmos joelhos que usam para rezar, orar e fazer sexo. Para que o amanhã nunca venha... Querem conservar o quê? As subtrações extrativistas das nossas riquezas, uma escravidão hedionda e sádica no país. Traições, golpes e violências generalizadas contra o próprio povo, enquanto nos roubavam? Se é isso que querem conservar, esqueçam, o passado já está podre, só esqueceram de o enterrar!! Olhar de perto, como testemunha ocular da história, sem remendos, acordos e convenções, vemos os fatos se descarrilarem uns sobre os outros, sem esperar os sigilos da hipocrisia histórica. Com os adventos, extraídos de Mauro Cid, das tentativas de golpe do Bolsonaro a "nossa pátria mãe", estuprada, violentada e abusada por séculos, seria de novo violada. Estranhamente, vemos a justiça tão protocolar, cheia de dedos, para prender o Bolsonaro e suas próteses penianas, com dinheiro público, que não se vê quando se é pobre, e aí se estranha mesmo. É claro, o capital doente da República - os empresários que fizeram parte do esquema exigindo e financiando o golpe do Bolsonaro, esses nunca sequer foram ameaçados na vida, aí demora, né? Embora chamemos de golpe do Bolsonaro, sabemos que o infame é um boneco de ventríloquo, o bobo da corte que se comunica muito bem com os iguais. As eminências fardadas são, de fato, o grande alimentador dessa violência à democracia, ao estado de direito! Com planejamento estratégico de guerra, os generais bolsonaristas, junto com o estúpido mor, depois do golpe bem-sucedido de 2016, onde a única força capaz de dar um golpe no Brasil estava presente. Desde o "domínio de fato" do Joaquim Barbosa no STF para "cancelar" o PT, a única ameaça real ao esquema, eles já engendraram com a Lava Jato, para culminar em 2016, com o golpe contra Dilma Rousseff e depois, em 2018, coma prisão do Lula. Nesse golpe do capitalismo, foi embora o pré-sal e parte da Petrobras, esfacelada para o varejo e a destruição de todos os competidores internacionais brasileiros. Esse negócio de livre comércio, livre concorrência, não funciona no mundo real, é história da carochinha para enganar crianças. O que funciona é protecionismo, guerra híbrida e manipulação da população pela imprensa, nada isenta. Com os militares e o STF com tudo em 2016, e a prisão do Lula em 2018, para consolidar a eleição descarada do Bolsonaro, utilizou-se a Lava Jato, com a lawfare. Os americanos mostraram como se dá um golpe em cima do outro, no mesmo golpe para eliminar um adversário, nesse caso o PT! E com isso, deram esperança para as viúvas do golpe militar de 64, de poderem voltar ao poder, prolongando a permanência do Bolsonaro. Os americanos são sempre assim, nos roubam o que lhes interessa e deixam a desgraça para roubarem tudo que possam, foi assim com 30 anos de ditadura militar. No entanto, um novo golpe no Brasil não estava mais no script dos Estados Unidos, e se a extrema-direita não soubesse ganhar a eleição, tendo toda a máquina do estado em suas mãos, para se perpetuarem no poder, o problema era os fracassados, as viúvas e amantes de 64. Bolsonaro e sua trupe de verde-amarelo deitaram e rolaram na República durante os seus 4 anos de governo, chafurdaram como porcos na lama, fizeram de hoje como sempre, como se não houvesse amanhã. Criaram um rabo sujo tão grande, que não haveria tapete no mundo que o escondesse, com tanta sujeira. Mas, como para eles, a improvável vitória do Lula aconteceu! Bateu o desespero, capotou! Depois da farra, Inês, que estava morta, foi comida! Então, os bolsonaristas fizeram, antes do plano para matar o Lula envenenado, o Alexandre de Moraes em morte apoteótica, em público, e o Alckimin, só para não deixarem uma testemunha da chapa vencedora, um herdeiro das eleições de 2020, só por isso, ia morrer. Os bolsonaristas criaram um plano estratégico para vencer as eleições de qualquer forma e preço. Compraram quem queria e quem não sabia, verbas públicas chegaram em todos os lugares do país, até nos adversários políticos. De motoristas de aplicativos, caminhoneiros e taxistas mortos e adolescentes entraram no Bolsa Família, tiveram empréstimos, o cartão corporativo comprou tudo o que podia e não podia - o Jair tem que pagar por isso também! Então, o que puderam fazer, fizeram! E a reeleição do Jair estava quase certa ou melhor, certa, foram dormir como o Aécio Neves com a Dilma Rousseff e acordaram com o Lula eleito pela terceira vez! Lembram da cara do Aécio? Eu lembro, cara de bunda - mas, não soube perder, ameaçando o governo Dilma de não lhes dar governabilidade, e de fato, não teve! Mas, voltando ao Bolsonaro, o desespero bateu neles, mas o país comemorou! No entanto, como os militares têm sempre um plano B, o Bolsonaro foi para o seu país de alienação, já com a minuta do golpe em mãos, esperando voltar como o Salvador da pátria. Mantiveram os acampamentos nas portas dos quartéis, instigaram e financiaram a vinda dos patriotas conservadores à Brasília, para invadir e cagar no Congresso, ao quebrar "civilizadamente" o patrimônio público do STF ao Palácio do Planalto, fizeram uma verdadeira balbúrdia em Brasília, para que os militares fossem chamados por uma Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Onde aí se instalaria o golpe, um regime provisório dos militares, até a "desordem" acabar - não iria acabar nunca! Então, não havendo a solicitação para o exército intervir, não havia texto para essa situação e o Plano B virou C! Esse agora, com duração de 2 anos (esses curtos não deram certo), que entraria imediatamente em vigor! Mas, algo deu errado, abortaram o plano C, que virou o Plano D, para não serem presos, o da anistia! O Mauro Cid tentou apagar, mas, o equipamento espião israelense, que o Bolsonaro comprou para usar na Abin paralela, revelou o golpe fatal de eliminar os rivais! Como era um golpe de dois anos, ia se tornar uma chacina, ao longo desse período. Cada desafeto do mito ou dos bichos de farda, eram jogados de avião em alto-mar ou interrogados em paus-de-araras nos velhos DOI-CODI! Seria uma festa pros saudosistas do golpe de 64! No entanto, uma coisa me preocupa, se não existe o Plano G! Não se sabe se faz parte, mas, rezo para que não. A PGR, junto com o Congresso do Artur Lira, já foram as válvulas de contenção dos arroubos da democracia em punir o Bolsonaro, no seu criminoso governo. Espera-se que não estejamos sendo tão duros, pois, para comer o "cool" do fascismo, do bolsonarismo, tem que ser duro mesmo, mas, " jamais perder a ternura!" O Aras foi, sem dúvida, cúmplice, um verdadeiro Prevaricador Geral da União. E graças a ele, o Bolsonaro passou impune nos quatro anos do seu terrível governo. E agora, vem o senhor Gonet, o atual Procurador Geral da República. Que, indicado pelo Chandão ao Lula, esperava-se o que foi prometido, punição ao Bolsonaro e às bolsonaretes, e não um alinhamento tão ipsen-literes com os protocolos, feitos para os ricos e poderosos do Chandão. Pois, quando é para os pés descalços, não tem choro nem vela, tem é prisão de 17 anos e tornozeleira para fugir para a Argentina - que agora tá ruim. Mas, para os ricos, os poderosos, os mentores e financiadores, tá demorando muito! Espera-se que isso não faça parte de mais um golpe, senão, é a gente que morre! Mas voltando ao que interessa, o Gonet e o Alexandre de Moraes não podem mais pisar em ovos, tem que pisar nos ovos de Bolsonaro e prender sua horda. Chega de impunidade, a cada dia que o Bolsonaro está solto, passeando, incitando a população pelo país, com o dinheiro do PL, mas sem o cartão corporativo, daí pouca gente, é um tapa na cara da justiça, do povo que perdeu entes queridos e para o país que perdeu entes trocados por joias. Vamos rezar para que, depois da ameaça de morte ao Chandão, o Gonet e ele se apressem, sem tantas considerações!

  • Dia da Consciência Negra? "Será o Benedito?"

    Hoje, 20 de novembro, celebramos o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra no Brasil. Um dia que, ao invés de ser um momento de festa e de discursos melosos sobre superação, deveria ser uma oportunidade para confrontarmos de frente a realidade cruel e inegável da nossa sociedade. Mas não vou escrever um texto bonito sobre as superação e blá, blá blá... Não! Não é sobre isso que precisamos refletir neste momento. Em vez disso, vou usar esse dia para lembrar a todos do racismo que ainda permeia nossa sociedade e que, em 2024, segue matando, segregando e excluindo os negros do Brasil. O Brasil, um país que se diz "livre" de sua herança escravocrata, ainda apresenta números aterradores quando se trata da violência contra a população negra. O Atlas da Violência de 2024 revela que 73% dos homicídios no país, entre 2012 e 2022, foram cometidos contra negros, e a taxa de mortalidade para esses indivíduos é quase três vezes maior que para os não negros. Isso não é uma estatística isolada, é a expressão do racismo sistemático que ainda está enraizado em todos os níveis da nossa sociedade. Além disso, o sistema penal brasileiro segue sendo um verdadeiro aparato de repressão contra os negros. A política de "guerra às drogas", tem sido uma das principais responsáveis por essa criminalização desproporcional. O que vemos é a população negra sendo cada vez mais encarcerada, muitas vezes por delitos mínimos, enquanto os brancos, principalmente os de classe média e alta, conseguem escapar de quaisquer condenações. Não é exagero afirmar que o sistema penal é um dos maiores cúmplices na perpetuação do racismo no Brasil. E as mulheres negras? Elas são as maiores vítimas da violência de gênero. A taxa de homicídios de mulheres negras costuma variar – nos últimos anos de – 50 à 67% maior do que a de mulheres brancas. Não são apenas números frios, são vidas perdidas, histórias interrompidas, famílias destruídas. Meninas negras, especialmente nas periferias, continuam sendo as maiores vítimas de abusos sexuais, violência doméstica e todo tipo de opressão. Então, me pergunto: o que estamos celebrando hoje? Será que somos realmente conscientes da situação dos negros no Brasil? Não, não somos. Ou melhor, somos conscientes, mas nossa consciência está anestesiada. Continuamos vivendo no lugar comum do "reconhecimento", como se isso fosse o suficiente para mudar algo. Mas hoje, ao invés de apenas lamentarmos, ou apenas "termos consciência" dos dados e estatísticas, deveríamos nos perguntar: o que estamos fazendo para combater essa realidade? Eu, pessoalmente, não posso mais me conformar. Quero que o 20 de Novembro seja um dia de verdade, um dia de conscientização que não se limita a hipocrisia das postagens em redes sociais. Quero que seja o dia em que, como sociedade, decidimos agir de fato. Vamos olhar para a figura histórica de Benedito Sete-Léguas, um guerreiro quilombola, e perguntar: O que ele faria hoje? Nascido em 1805, no Espírito Santo, Benedito foi um símbolo de resistência contra a escravidão. Ele organizava fugas, destruía senzalas e liderava quilombos com um único propósito: libertar aqueles que ainda estavam na escravidão. Quando capturado e dado como morto, sua lenda só cresceu. Suas ações não eram apenas de sobrevivência, mas de luta ativa contra o sistema escravagista. Benedito Sete-Léguas era tão temido pelos escravagistas que, praticamente qualquer infortúnio na região—como incêndios, colheitas ruins ou outros acidentes—era atribuído a ele, quase como se fosse uma figura mitológica. Esse medo e a fama de sua resistência fizeram com que a expressão “Será o Benedito?” se popularizasse, sendo usada para apontar um culpado misterioso ou para explicar eventos inesperados. Ele se tornou um símbolo de resistência tão poderoso que sua imagem ultrapassou a de um simples homem, transformando-se em um quase mito entre os racistas. Será que, hoje, estamos prontos para ser como Benedito Sete-Léguas? Não basta mais ter "consciência" do racismo, é hora de nos engajarmos ativamente na luta. O que a sociedade brasileira precisa não é de mais conselhos ou ponderações. Precisamos de ação, de combate feroz contra os racistas de hoje, contra o sistema que ainda opera para manter os negros no lugar de subalternidade. Como Benedito, é hora de questionar, de destruir as senzalas modernas, sejam elas econômicas, culturais ou políticas. O racismo não será erradicado com boas intenções, mas com um compromisso de luta constante. O "Benedito" está chegando. E ele não virá para ser apenas lembrado, ele virá para transformar a realidade. Portanto, ao invés de celebrarmos passivamente o 20 de Novembro, devemos nos perguntar: O que estamos fazendo para que, daqui a algum tempo, as futuras gerações celebrem uma sociedade realmente antirracista? Vamos agir. Vamos lutar. O Benedito Sete-Léguas está chegando, e ele exige ação, não discurso.

  • No Dia Mundial da Criança, Ministério das Relações Exteriores da Palestina denuncia graves violações aos direitos das crianças palestinas

    Em declaração emitida nesta quarta-feira (20), Dia Mundial da Criança, o Ministério das Relações Exteriores e Expatriados da Palestina destacou as condições catastróficas enfrentadas por crianças palestinas sob ocupação israelense. O ministério enfatizou a necessidade urgente de proteção internacional para impedir que essas crianças sejam excluídas de seus direitos básicos, especialmente o direito à vida. O ministério apresentou dados recentes sobre o número de crianças mortas pela ocupação israelense, afirmando que os números refletem uma realidade de genocídio em andamento, com crianças pagando o preço mais alto em um conflito que as atinge indiscriminadamente. Na Faixa de Gaza, centenas de milhares de crianças sofrem com a escassez de alimentos e água potável, enfrentando um grave risco à sobrevivência. Na Cisjordânia, crianças são frequentemente detidas, muitas vezes sob julgamentos militares que violam padrões internacionais. Cerca de 85% das crianças detidas relatam tratamentos severos, incluindo vendas, algemas e detenções noturnas, práticas que contrariam normas globais como a Convenção sobre os Direitos da Criança. Em Jerusalém, o ministério apontou que 70 palestinos, incluindo crianças, foram submetidos a prisão domiciliar desde outubro de 2023, em meio ao aumento das restrições. Além disso, condenou uma recente lei aprovada pelo Knesset israelense, que autoriza a detenção de crianças menores de 14 anos sob acusações de atividades “terroristas”. A nova legislação foi descrita como uma escalada perigosa, que agrava o sofrimento das crianças palestinas. O ministério também chamou a atenção para o impacto devastador da redução das operações da UNRWA (Agência de Assistência e Trabalhos para Refugiados Palestinos), que interrompeu serviços essenciais de saúde, educação e subsistência para crianças. Reforçando o papel da comunidade global, o ministério instou os países a tomarem medidas imediatas para pressionar Israel a cumprir suas obrigações sob tratados internacionais, especialmente a Convenção sobre os Direitos da Criança. Segundo o comunicado, a proteção das crianças palestinas é uma responsabilidade coletiva que não pode ser ignorada.

  • “Se Gaza e o Líbano forem derrotados, o inimigo avançará sobre Síria, Iraque, Arábia Saudita, Turquia e Irã”, alerta o Irã

    O ex-comandante do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), Mohsen Rezai, afirmou que a queda da Palestina abriria caminho para ataques a outros países islâmicos. Em uma declaração na terça-feira (19). Rezai destacou que Gaza e o Líbano são atualmente a linha de defesa de toda a Ásia Ocidental. “Se Gaza e o Líbano forem derrotados, o inimigo avançará sobre Síria, Iraque, Arábia Saudita, Turquia e Irã”, alertou Rezai, que também é membro do Conselho de Discernimento da Conveniência da República Islâmica. Segundo ele, o conflito reflete a disputa entre o domínio regional da República Islâmica e o expansionismo sionista. Rezai acusou Israel de lançar a guerra como parte de uma estratégia para reforçar sua presença na Ásia Ocidental, em colaboração com os Estados Unidos, enquanto busca confrontar o Irã e a influência do Islã na região. Ele classificou a campanha militar como uma “guerra terrorista” sem precedentes, cujo objetivo não é a ocupação de territórios, mas o genocídio e o extermínio de civis. O ex-comandante também revelou que armas utilizadas pelo exército israelense são produzidas em fábricas norte-americanas , com alta tecnologia sendo direcionada para sustentar a ofensiva. Ele enfatizou que a violência já resultou na morte de mais de 43.900 palestinos em Gaza, a maioria mulheres e crianças, além de 3.500 libaneses. Rezai apelou para que as forças revolucionárias iranianas utilizem todas as suas capacidades para apoiar Gaza e o Líbano, enquanto o regime israelense intensifica os ataques genocidas. Ele sugeriu que os crimes cometidos por Israel e seus aliados se tornarão mais evidentes aos olhos do mundo, atraindo reações mais contundentes com o tempo. Por fim, Rezai destacou que o Irã não deseja ampliar o conflito, mas reforçou a necessidade de solidariedade islâmica para resistir ao imperialismo e à destruição promovida pelos ataques israelenses.

  • Tropas israelenses invadem hospital em Gaza, sequestram pacientes e médicos e bombardeiam armazém de medicamentos

    O Exército de Israel realizou mais uma incursão no Hospital Kamal Adwan, localizado no norte da Faixa de Gaza, na quarta-feira (19). Segundo vídeos divulgados nas redes sociais, soldados israelenses capturaram pacientes, incluindo idosos, e membros da equipe médica, colocando-os em filas sob vigilância armada. Os sequestrados aparecem vendados e sem roupas, aguardando para serem levados em caminhões militares. As famílias das vítimas relatam não saber o destino dos desaparecidos. Um veículo de comunicação ligado à Resistência palestina descreveu a cena como “um transporte para o abatedouro” e alertou sobre o sigilo imposto por Israel em relação às pessoas detidas. Na quinta-feira (20), Israel também bombardeou o único armazém de medicamentos do Hospital Kamal Adwan, intensificando os ataques a infraestruturas de saúde na região. Desde outubro do ano passado, a instalação médica foi alvo de múltiplas ofensivas. Autoridades israelenses justificam as ações alegando que hospitais abrigam combatentes da Resistência e seus equipamentos, mas organizações locais contestam essa narrativa. Conforme o Ministério da Saúde de Gaza, as forças israelenses atacaram diretamente o escritório administrativo do hospital, matando dois médicos cujas famílias foram exterminadas em bombardeios recentes. O ministério denunciou o crime como “uma afronta à humanidade” e apelou à comunidade internacional para intervir na proteção de hospitais e equipes médicas. Ex-prisioneiros sequestrados por Israel em ataques a hospitais relataram torturas severas durante o cativeiro. Desde o início da guerra, mais de mil profissionais de saúde em Gaza foram mortos, segundo o Ministério da Saúde local. Além disso, dezenas de hospitais e centros médicos foram destruídos, deixando milhares de feridos sem acesso a tratamento adequado. O Movimento de Resistência Islâmica Palestina (Hamas) condenou o silêncio da comunidade internacional diante do que chamou de “limpeza étnica em Gaza”. As autoridades de saúde informaram que o número de mortos ultrapassa 43.900, sendo a maioria mulheres e crianças, além de mais de 104 mil feridos registrados desde o início do conflito.

  • “Não pode ter anistia, nem para Bolsonaro, nem para quem participou do 8/1” Gleisi Hoffmann

    Em entrevista ao Canal Uol nesta terça-feira (19), a presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) e deputada federal, Gleisi Hoffmann (PR), classificou como “gravíssimas” as revelações da Polícia Federal (PF) sobre um plano golpista que incluiria o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Gleisi apontou o ex-presidente Jair Bolsonaro como “autor intelectual” da conspiração e reiterou a necessidade de arquivar o chamado “PL da Anistia”, defendido por setores da extrema direita no Congresso. “Não pode haver anistia, nem para Bolsonaro nem para qualquer pessoa envolvida nos atos de 8 de janeiro”, afirmou. A parlamentar destacou a gravidade dos fatos revelados recentemente, como explosões de bombas e a morte de um homem na Praça dos Três Poderes, defendendo punições severas. “Não podemos subestimar a extrema direita. Se não formos firmes e pedagógicos, isso continuará acontecendo”, alertou. Durante a entrevista, Gleisi fez uma analogia entre Bolsonaro e o general Silvio Frota, militar linha-dura contrário à redemocratização nos anos 1970. Ela também mencionou o general Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no governo Bolsonaro, que atuou como ajudante de ordens de Frota na Ditadura Militar. “Bolsonaro carrega esse DNA autoritário, ligado a práticas de terrorismo político da época, como bombas em bancas de jornal e no Rio Centro”, explicou. A presidenta do PT também ironizou as declarações do senador Flávio Bolsonaro, que minimizou a operação da PF ao dizer que “pensar em matar alguém não é crime”. Gleisi rechaçou a fala, afirmando que a trama foi organizada e envolveu reuniões, armamentos e recursos financeiros. “Não foi apenas pensado, foi articulado. Houve planejamento, técnicas militares, mobilização de armamento e até encontros estratégicos, como o ocorrido na casa do Braga Netto”, concluiu Gleisi, reforçando a necessidade de responsabilização rigorosa dos envolvidos.

  • "Compartilhamos suas dores, seus sofrimentos e suas provações. Suas aflições são também as nossas" Aiatolá Khamenei em solidariedade à resistência e ao povo libanês

    O Aiatolá Seyed Ali Khamenei, líder supremo do Irã, manifestou sua solidariedade à resistência e ao povo libanês em uma mensagem divulgada nesta terça-feira (19/11). “Não estamos separados de vocês. Estamos com vocês. Somos uma única entidade. Compartilhamos suas dores, sofrimentos e tribulações. Sentimos as suas aflições como nossas” , declarou Khamenei, referindo-se à nação libanesa, alvo de intensos ataques israelenses nas últimas semanas. A mensagem foi transmitida pelo clérigo iraniano Meysam Motiee, que se encontra no Líbano como parte de uma campanha humanitária. Motiee, acompanhado por um grupo de ativistas, entregou um carregamento de ajuda do Irã ao país, reforçando o apoio iraniano à população afetada pelos recentes confrontos. A visita integra a iniciativa “Iran-e-Hamdel” (Irã em Solidariedade), que mobiliza doações públicas em território iraniano para oferecer suporte às vítimas dos ataques em Gaza e no Líbano. Segundo as autoridades iranianas, a campanha busca amenizar o sofrimento das populações diante da escalada da violência. Desde outubro de 2023, Israel tem conduzido operações em Gaza e no Líbano, resultando em milhares de mortes. No Líbano, as forças do Hezbollah intensificaram suas ações em resposta aos ataques israelenses, com o grupo declarando estar preparado para um conflito prolongado, caso necessário. Apesar dos intensos combates, relatos apontam que as forças israelenses não conseguiram ocupar território libanês, evidenciando a resistência local.

  • Comitiva brasileira vai ao Saara Ocidental em solidariedade à luta anticolonial

    Em um contexto de crescente marginalização da luta saaraui no cenário internacional, a segunda caravana de brasileiros rumo ao Saara Ocidental ocorre em solidariedade à causa anticolonial do povo saaraui. Organizada pela representação da Frente Polisário no Brasil, a viagem, com duração de duas semanas, tem como destino os campos de refugiados em Tindouf, na Argélia, e busca amplificar, no Brasil, a luta pela autodeterminação frente à ocupação marroquina, que já dura mais de quatro décadas. A Frente Polisário (Frente Popular de Libertação de Saguía el Hamra e Río de Oro), fundada em 1973, segue como o único representante legítimo do povo saaraui, reconhecido pela ONU e, recentemente, pelo Tribunal Europeu de Justiça. Em 1976, liderou a fundação da República Árabe Saaraui Democrática (RASD), marco histórico na luta pela independência após a recusa da Espanha em cumprir os processos de descolonização determinados pela ONU. A disputa pelo Saara Ocidental Após o declínio do colonialismo espanhol, a região tornou-se palco de disputas envolvendo Marrocos e Mauritânia. O rei Hassan II, buscando consolidar o "Grande Marrocos" como resposta à crise interna, liderou a chamada "Marcha Verde", mobilizando 350 mil marroquinos em 1975 para reivindicar o território saaraui. Apesar de uma decisão contrária da Corte Internacional de Haia, que afirmou não haver soberania marroquina ou mauritana sobre o Saara Ocidental, o Acordo Tripartido entre Espanha, Marrocos e Mauritânia permitiu a ocupação marroquina. A Frente Polisário reagiu com luta armada, inicialmente contra ambos os países. Após uma série de derrotas infligidas à Mauritânia, incluindo o impacto econômico causado pelo bloqueio das exportações de ferro, o país recuou. Já contra o Marrocos, a Polisário adotou táticas de guerrilha que infligiram importantes baixas, como nos ataques às minas de fosfato em Bou Craa. Resistência saaraui e desafios contemporâneos As vitórias pontuais da Polisário levaram Hassan II a construir um muro de mais de 2 mil quilômetros, separando as zonas controladas pela Polisário do restante do território. Esse muro, cercado por campos minados, tornou o Saara Ocidental um dos territórios mais minados do mundo. Após um cessar-fogo em 1991 e a criação da Missão das Nações Unidas para o Referendo no Saara Ocidental (MINURSO), o referendo prometido jamais ocorreu. Enquanto isso, a comunidade saaraui em Tindouf resistiu, com destaque para o papel das mulheres na organização política dos campos de refugiados, onde surgiram as cinco wilayas: Dajla, Aousserd, El Aiún, Boujdour e Smara. Nos anos 2000, as tensões aumentaram com a construção de uma estrada em Guerguerat, na zona desmilitarizada, marcando o fim do cessar-fogo em 2020. Recentemente, o Marrocos estreitou relações com Israel e outros países para fortalecer sua ocupação, inclusive com parcerias militares, como o Acordo-Quadro de Cooperação em Defesa assinado com o Brasil em 2019. Solidariedade brasileira e perspectivas Nesta sexta-feira (15/11) parte do Brasil a caravana internacionalista que levará ativistas de direitos humanos, internacionalistas, jornalistas, artistas, acadêmicos, militantes políticos, dirigentes sindicais e participantes de organizações da sociedade civil à República Árabe Saaraui Democrática (RASD), melhor conhecida como Saara Ocidental, para levar solidariedade à causa do povo saaraui, que luta por sua autodeterminação diante da ocupação marroquina de seu território, com cumplicidade criminosa das potências imperialistas, bem como para divulgar a causa para o público brasileiro. A caravana é a segunda que sai do Brasil, e ficará lá até o dia 28/11. O grupo de brasileiros chegará no sábado em Argel, capital argelina, seguindo então para Tindouf, um conjunto de campos de refugiados na fronteira argelina com o Saara Ocidental, onde reside grande parte da população saaraiu, em situação de refúgio devido à ocupação marroquina, assim como a sede do governo em exílio da RASD. Para a Polisário, a organização das caravanas cumpre a importante função de divulgar a situação dos saarauis e construir a solidariedade internacional, especialmente em países como o Brasil, que ainda não reconhece oficialmente o Saara Ocidental e onde a causa é relativamente pouco conhecida.

  • Rússia veta resolução de cessar-fogo no Sudão e deixa a hipócrita "comunidade" internacional em "choque"

    Hoje (18/11), a Rússia vetou uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que solicitava um cessar-fogo imediato no Sudão. Atualmente, o Sudão enfrenta uma das piores crises humanitárias do mundo desde o início do conflito, em abril de 2023. Estima-se que mais de 11 milhões de pessoas tenham sido deslocadas, sendo 3,1 milhões refugiadas em outros países. Relatórios da ONU indicam que cerca de metade da população sudanesa, aproximadamente 25 milhões de pessoas, necessita de ajuda humanitária urgente devido à fome e à precariedade nos campos de deslocados. A proposta foi apresentada pelo Reino Unido e pela Serra Leoa, apelando ao fim imediato das hostilidades, à abertura de negociações para alcançar um cessar-fogo nacional e à implementação de pausas humanitárias para garantir a segurança dos civis e a entrega de ajuda humanitária. O Reino Unido e os Estados Unidos, em discursos inflamados, criticaram o veto russo como "cruel" – o que realmente é – e "inconcebível". Contudo, o que deveria ser uma manifestação coerente em defesa da paz evidencia, mais uma vez, o silêncio conveniente sobre vetos semelhantes por parte dos próprios aliados ocidentais, como os Estados Unidos, que vetaram, pelo que me lembro, três vezes o cessar-fogo israelense na Palestina. É fato que devemos criticar o veto russo; fato que queremos cessar-fogo tanto no Sudão quanto na Palestina e em todos os outros cantos do mundo; e fato que não há justificativa para um veto no Sudão, por mais que Dmitry Polyanskiy, representante adjunto da Rússia na ONU, tenha tentado justificar a decisão afirmando que “o conflito precisa ser resolvido pelas partes sudanesas”. Polyanskiy também acusou o Reino Unido de hipocrisia ao apontar o apoio britânico às ações de Israel em Gaza, caracterizando as críticas como um exemplo de “neocolonialismo”. – Bem, Polyanskiy também não está errado, mas vamos ao ponto. O secretário de Relações Exteriores britânico, David Lammy, classificou a postura russa como “cruel e cínica” e questionou: “Quantos mais precisarão morrer, quantas mulheres mais sofrerão violência e quantas crianças ficarão sem alimento até que a Rússia permita que ajamos?”. – Senhor Lammy, nós não vimos a mesma comoção quando os EUA vetaram consecutivas propostas de cessar-fogo justificando a ação como "apoio ao direito de defesa de Israel". É impossível ignorar a ironia contida nas críticas. Não há justificativa quando líderes mundiais podem interromper uma guerra e não o fazem, seja Biden, Trump, Macron, Keir Rodney Starmer ou Xi Jinping. Ao que parece, a questão central nunca é a defesa dos direitos humanos, mas a conveniência geopolítica e as alianças estratégicas. E quem paga o preço? – Claro que são os sudaneses, palestinos, congoleses, haitianos, e, até que chegue a nossa vez, pois, um dia, ela chegará. A tragédia no Sudão é real e urgente, assim como o genocídio na Palestina e todas as outras. Todos merecem respostas consistentes da comunidade internacional. É lindo ouvir os discursos no G20 sobre paz, fome e inclusão, mas são apenas discursos vazios em um estúdio cinematográfico para produção de belas imagens publicitárias para postar nas redes sociais. A verdade é que, por trás dos bastidores, o que se fala, o que se vê e o que se faz são coisas completamente diferentes. Enquanto o discurso global continuar ditado por interesses econômicos e políticos, as vítimas seguirão sendo invisíveis, tratadas como meras peças de um jogo de poder. Para que o Conselho de Segurança recupere sua credibilidade – se é que um dia teve –, é necessário romper com a lógica hipócrita e assegurar que os valores proclamados de paz e direitos humanos sejam aplicados de forma universal. Caso contrário, os vetos seguirão sendo instrumentos de manutenção do status quo, e os discursos inflamados, meras cortinas de fumaça para encobrir as verdadeiras prioridades das potências globais que brincam com nossas vidas.

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