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  • O ESPINHO E O CRAVO - Yahya Al-Sinwar - Capítulo I

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Riachos corriam pelos becos do campo, invadindo as casas e aglomerando os moradores em seus pequenos quartos com pisos mais altos do que o nível da rua próxima. Repetidamente, as águas das enchentes de inverno inundavam o pátio da nossa pequena casa e depois a própria casa, onde nossa família vivia desde que se estabeleceu ali após migrar da cidade de Faluja, nos Territórios Ocupados, em 1948. A cada vez, o medo tomava conta de mim e de meus três irmãos e irmã, todos mais velhos do que eu. Meu pai e minha mãe corriam para nos levantar do chão, e minha mãe rapidamente levantava a roupa de cama antes que as águas invasoras a encharcassem. Sendo o mais novo, eu me agarrava ao pescoço da minha mãe ao lado da minha irmãzinha, que geralmente estava em seus braços nessas situações. Muitas vezes, eu acordava à noite com as mãos da minha mãe me afastando para colocar uma panela de alumínio ou um grande prato de barro na cama dela para pegar as gotas de água que vazavam pela rachadura no telhado de telhas que cobria aquele pequeno quarto. Uma panela aqui, um prato de barro ali e um terceiro recipiente em outro lugar. Eu tentava dormir de novo e, às vezes, conseguia, apenas para ser acordado pelo som das gotas de água batendo ritmicamente na água acumulada naquele recipiente. Quando o recipiente estava cheio ou quase cheio, a água espirrava com cada gota. Minha mãe então se levantava para substituir o recipiente cheio por um novo. Eu tinha cinco anos e, numa manhã de inverno, quando o sol da primavera tentava retomar seu lugar natural e apagar os vestígios do escuro ataque noturno do inverno ao campo, meu irmão de sete anos, Mohammed, pegou minha mão e caminhamos pelas ruas do campo até os arredores, onde um acampamento do exército egípcio estava estacionado. Os soldados egípcios naquele acampamento gostavam muito de nós. Um deles nos conhecia e nos chamava pelos nossos nomes. Sempre que aparecíamos, ele gritava: “Mohammed, Ahmad... venham aqui...” Então íamos até ele e ficávamos ao seu lado, abaixando nossas cabeças em antecipação ao que ele geralmente nos dava. Ele enfiava a mão no bolso de suas calças militares e tirava um pedaço de doce de pistache para cada um de nós. Pegávamos nossos pedaços e começávamos a devorá-los avidamente. O soldado dava tapinhas em nossos ombros, acariciava nossas cabeças e nos dizia para voltar para casa. Então começávamos a arrastar nossos pés de volta pelos becos do campo. O inverno finalmente foi embora depois de uma longa estadia e severidade, e o clima começou a esquentar maravilhosamente. A chuva não nos emboscava mais com suas calamidades. Pensei que já havia passado muito tempo desde a espera pelo inverno, e que ele não retornaria tão cedo. No entanto, senti uma atmosfera de ansiedade e confusão ao meu redor. Todos em casa estavam em um estado muito pior do que nas noites chuvosas. Eu não conseguia compreender o que estava acontecendo, mas não era normal, nem mesmo nas noites de inverno. Minha mãe estava enchendo todos os seus recipientes com água e colocando-os no pátio. Meu pai pegou uma picareta (torriya) emprestada dos vizinhos e começou a cavar um buraco grande e longo no quintal em frente à nossa casa, com alguma ajuda do meu irmão Mahmoud, que tinha doze anos na época. Depois que terminaram de preparar o buraco, meu pai começou a colocar pedaços de madeira nele e então a cobri-lo com folhas de zinco que costumavam cobrir parte do pátio como um caramanchão. Percebi que meu pai estava em um dilema quando começou a procurar por algo e então o vi começar a desmontar a porta da cozinha para cobrir aquele buraco. Mas então vi minha mãe e Mahmoud descendo para o buraco por uma abertura que ainda não havia sido selada. Foi quando entendi que o trabalho estava concluído. Ousei me aproximar daquela abertura e espreitei dentro do buraco, encontrando o que parecia ser um quarto escuro no subsolo. Não entendi nada, mas estava claro que esperávamos algo difícil e incomum, aparentemente muito mais severo do que aquelas noites chuvosas e tempestuosas. Ninguém segurou minha mão novamente para me levar ao acampamento do exército egípcio próximo para um pouco de doce de pistache. Meu irmão repetidamente se recusou a fazê-lo, uma mudança significativa para mim e Mohammed, que eu não conseguia entender. Hassan também não sabia do nosso segredo. Talvez soubesse, mas ele não fazia parte dele. Eu não sabia por que ele não tinha se juntado a nós ontem. No entanto, meu primo Ibrahim, que tinha mais ou menos a minha idade e morava na casa ao lado, estava ciente do assunto. Quando Mohammed se recusou a ir e me levar com ele, fui para a casa do meu tio para ficar com Ibrahim. Empurrei a porta e entrei no quarto onde meu tio, cujas características faciais eu nunca conseguia lembrar, estava sentado com um rifle na mão, consertando-o. Pensei comigo mesmo que talvez eu pudesse fazer algo parecido com ele. O rifle chamou minha atenção, e eu me concentrei nele o tempo todo. Meu tio me chamou e me sentou ao lado dele, colocando o rifle em minhas mãos. Ele começou a falar comigo sobre aquilo de uma forma que eu não conseguia entender; então, deu um tapinha na minha cabeça e me conduziu para fora da sala. Levei Ibrahim comigo, e saímos de casa em direção aos arredores do campo para ir à base do exército egípcio. Quando chegamos, tudo havia mudado. O soldado que costumava nos esperar e nos receber não estava lá. A situação era anormal, pois os soldados egípcios geralmente nos cumprimentavam calorosamente. Eles gritaram para que fôssemos embora e voltássemos para nossas mães. Então, voltamos arrastando nossa decepção por não termos recebido nossa parte do doce de pistache. Eu não conseguia entender as mudanças que haviam ocorrido. No dia seguinte, minha mãe pegou algumas roupas de cama da casa e colocou no buraco. Ela moveu algumas jarras de água e um pouco de comida para lá, levando todos nós para o buraco e nos sentando lá. Em seguida, a esposa do meu tio e seus filhos, Hassan e Ibrahim, se juntaram a nós. Fiquei incomodado com o espaço apertado em que fomos espremidos sem uma razão que eu pudesse compreender. Havíamos deixado nossa casa, seus cômodos, pátio e as ruas do bairro para sermos colocados ali contra nossa vontade. Toda vez que eu tentava sair ou correr em direção à abertura, minha mãe me puxava de volta e me fazia sentar no meu lugar. De vez em quando, ela me dava um pedaço de pão e algumas azeitonas. À medida que o sol começou a se pôr e a luz do dia desapareceu, a escuridão tomou conta do buraco em que estávamos abrigados, e o medo se apoderou dos nossos jovens corações. Começamos a chorar e a nos esforçar para sair, mas minha mãe e meu tio nos impediam. Eles gritavam: "Crianças, há guerra lá fora! Vocês não sabem o que significa guerra?" Naquele momento, eu não sabia o significado de guerra, mas entendi que era algo terrivelmente anormal, escuro e sufocante. Nossas tentativas de sair e os esforços deles para nos impedir continuaram, e nossos gritos ficaram mais altos, mas suas tentativas de nos acalmar foram inúteis. Então, Mahmoud perguntou: "Devo levar a lâmpada, mãe, para acendê-la?" Ela respondeu: "Sim, Mahmoud", mas quando ele correu para sair da trincheira, a mão da minha mãe o segurou, impedindo-o de sair, e disse: "Não saia, Mahmoud". Minha mãe fez Mahmoud sentar-se e, então, saiu para buscar uma lamparina de querosene. Ela a acendeu, iluminando o espaço e trazendo uma sensação de calma e tranquilidade. Sobrecarregado pelo sono, assim como meus irmãos e primos, cochilei. Minha mãe e a esposa do meu tio lutaram contra o sono, mas ele as dominou. O dia seguinte foi normal; passamos quase o dia inteiro na trincheira. Nossa vizinha, a professora Aisha, ouvia o rádio constantemente, certificando-se de ficar perto da abertura da trincheira para que o rádio pudesse receber os sinais de transmissão. Ela atualizava minha mãe e a esposa do meu tio com as últimas notícias, aumentando a atmosfera de depressão e tristeza, refletindo sobre a capacidade delas de atender às nossas necessidades. Suas mãos pareciam mais pesadas sobre nós enquanto pediam silêncio. As declarações inflamadas de "Ahmed Said", o comentarista da Voz dos Árabes do Cairo, sobre jogar os judeus no mar e ameaças ao estado de Israel, começaram a enfraquecer e desaparecer. Em contraste, nossos sonhos de retornar às nossas terras natais, das quais fomos exilados, começaram a ruir como os castelos de areia que costumávamos construir quando crianças na vizinhança. Nosso maior desejo era retornar à área de onde viemos, para que meu tio, que estava alistado no Exército de Libertação da Palestina, voltasse em segurança para sua família, e para que meu pai, que havia partido com a resistência popular, voltasse em segurança para nós. A cada novo boletim de notícias que a Sra. Aisha ouvia, a tristeza e a tensão aumentavam, levando a mais orações e mãos levantadas para o céu, pedindo segurança e o retorno de meu pai e meu tio. Os sons das explosões ficavam mais altos, mais próximos e mais intensos. Minha mãe ocasionalmente saía da trincheira por alguns minutos até em casa e, então, voltava com algo para comermos, nos cobrirmos ou para tranquilizar a esposa do meu tio sobre o destino do meu avô, que insistia em ficar em seu quarto na casa, recusando-se a se juntar a nós na trincheira. Inicialmente, meu avô esperava retornar em breve para nossa casa e campos em Faluja, acreditando que o perigo seria para os judeus, que seriam esmagados pelos exércitos árabes. Mas, depois que a nova equação da batalha ficou clara, não a nosso favor como árabes, ele se recusou a descer para a trincheira, não vendo mais sentido ou valor na vida. Ele se perguntava por quanto tempo continuaríamos a nos esconder e fugir de nosso destino. "A morte e a vida se tornaram a mesma coisa", disse ele. A escuridão caiu novamente, e nós caímos no sono, intermitentemente acordados por explosões cada vez mais altas. Na manhã seguinte, as explosões ficaram ainda mais intensas. Naquele dia, nada significativo aconteceu, exceto por um incidente: uma grande multidão de pessoas surgiu, gritando: "Espião! Espião!" Era evidente que as pessoas estavam perseguindo o suposto espião, que tinha algo como um veículo com rodas ou similar, e acreditavam que ele estava de alguma forma conectado aos judeus. As explosões aumentaram em frequência e intensidade, chegando mais perto e claramente começando a atingir as casas ocidentais. A cada nova explosão, nosso terror e gritos aumentavam, apesar das tentativas de nos acalmar. De vez em quando, Aisha se aproximava da abertura da trincheira para ouvir as notícias e informar minha mãe e a esposa do meu tio sobre as últimas atualizações. Depois de vários dias assim, minha mãe não conseguia mais sair para casa como fazia nos dois primeiros dias. Aisha ouviu o boletim e, ao ouvir as notícias, começou a chorar e lamentar. Ela desmaiou, murmurando que os judeus haviam ocupado o país. Um momento de silêncio se seguiu, quebrado pelo grito de dor da minha irmãzinha Mariam pelo que estava acontecendo, seguido por nosso choro coletivo, ecoando as lágrimas de nossas mães. O som dos bombardeios cessou, e apenas os esparsos tiros quebravam o silêncio que se instalava ao cair da noite. Aos poucos, o campo começava a acordar do horror; as vozes abafadas dos vizinhos ecoavam nos becos, sussurrando uma esperança desconfiada. Com passos cuidadosos, Aisha saiu para verificar a situação e logo voltou, sussurrando: “A guerra acabou... podem sair.” Minha mãe e a esposa do meu tio foram as primeiras a se aventurar do lado de fora. Chamaram-nos para seguir, e pela primeira vez em dias, respiramos o ar frio da noite – um ar pesado de pólvora e poeira, que trazia o cheiro amargo das casas destruídas ao redor. O olhar para a rua revelou o rastro da devastação, com as paredes derrubadas e as marcas de explosões próximas, mas nossa casa resistira. Ao voltar para dentro, fomos recebidos pelo abraço silencioso do meu avô, que beijou cada um de nós, murmurando preces e agradecimentos pela segurança que mantivera nossa família unida. Ele rezava pelo retorno dos nossos, enquanto os dias de incerteza pareciam se estender adiante. A esposa do meu tio e seus filhos passaram a noite conosco, e naquela madrugada vazia de respostas, o peso da ausência dos homens se fazia sentir. Com o amanhecer, o campo de refugiados começava a pulsar novamente. As pessoas saíam das casas, ansiosas para rever seus familiares e vizinhos, num misto de alívio e tristeza. As histórias de perdas e sobrevivência se espalhavam entre as conversas, enquanto todos tentavam contabilizar os estragos e descobrir quem estava a salvo e quem não mais retornaria. Para muitos, o abrigo nas praias, nos pomares ou nas trincheiras cavadas às pressas foi um refúgio, mas nem todos sobreviveram. A resistência dos combatentes tinha conseguido expulsar temporariamente as forças de ocupação de uma área do campo. Entretanto, logo após essa pequena vitória, um comboio de tanques e jipes se aproximou, hasteando bandeiras egípcias. Com esperança de apoio, os combatentes saíram dos esconderijos, disparando para o alto em celebração. Mas, ao invés de um reforço, o comboio lançou fogo pesado contra eles, pegando-os desprevenidos e causando um massacre. Somente então a verdade se revelou: as bandeiras foram substituídas pela bandeira israelense, expondo o engano cruel. A multidão invadiu as escolas próximas, antigas bases do exército egípcio antes da guerra, vasculhando o que ainda restava. Em meio ao caos, alguns carregavam cadeiras e mesas, outros enchiam sacos com grãos e utensílios de cozinha, determinados a não deixar esses itens nas mãos dos soldados da ocupação. Houve quem saqueasse as lojas próximas, levando mercadorias e produtos. Outros ainda focaram nas armas e munições abandonadas nos campos. Essa atmosfera de desordem dominou por dias, enquanto cada um se absorvia em suas próprias necessidades e interesses. Mas logo veio o aviso. Pouco antes do meio-dia, alto-falantes começaram a ecoar nas ruas, anunciando em árabe um toque de recolher rigoroso, alertando que qualquer um que saísse de casa estaria colocando a vida em risco. A tensão espalhou-se pelos becos e, em minutos, as pessoas se retiraram para suas casas, assistindo do interior enquanto jipes militares patrulhavam, repetindo a ordem para que todos os homens com mais de 18 anos se apresentassem na escola mais próxima. Qualquer desobediência, diziam os soldados pelo alto-falante, seria punida com a morte. Sem notícias de meu pai e meu tio, apenas o meu irmão mais velho, Mahmoud, estava conosco, ainda abaixo da idade exigida. Meu avô, no entanto, sentindo o dever, se dirigiu à escola. Ao se aproximar, um soldado, ao notar sua idade avançada e a fragilidade que o acompanhava, ordenou-lhe que voltasse para casa, deixando-o confuso e aflito. Logo depois, soldados da ocupação, armados e prontos, começaram a revistar as casas uma a uma, à procura dos homens que não haviam obedecido à convocação. Aqueles que eram encontrados eram sumariamente executados. Os homens do bairro que atenderam à ordem reuniram-se na escola, onde foram colocados em fileiras apertadas, cercados pelos soldados com rifles apontados para eles. Depois que todos estavam ali, um jipe militar com a traseira coberta chegou ao local, de onde saiu um homem em trajes civis. Ele se movimentava com autoridade, claramente integrante das forças de ocupação, pois os soldados obedeciam a cada um de seus comandos. Chamava cada homem para passar à frente do jipe. E, ao fazer isso, uma buzina ocasionalmente soava. Quando isso acontecia, o homem identificado era imediatamente agarrado e levado para uma área mais protegida atrás da escola. Logo ficou claro que a buzina marcava aqueles que eram vistos como perigosos. O processo continuou até que todos tivessem passado. Os que não ouviram a buzina foram separados e sentados do outro lado do pátio. Quando finalmente terminou, o homem em trajes civis, que se apresentou como "Abu Al-Deeb", um oficial de inteligência israelense, dirigiu-se aos homens em árabe, com um forte sotaque, mas claro o suficiente. Ele falou sobre a "nova ordem" após a derrota árabe, e afirmou desejar calma e segurança, ameaçando com prisão ou execução qualquer um que ousasse perturbar a paz. Em tom seco, convidou os homens a buscarem seu escritório, caso precisassem de serviços do Exército de Defesa de Israel. A reunião foi encerrada, e os homens começaram a sair da escola, um por um, aliviados por escaparem com vida. Contudo, cerca de cem homens da vizinhança foram escolhidos e separados. Abu Al-Deeb conduziu-os novamente diante do jipe, repetindo o processo. A buzina soou quinze vezes, e cada homem selecionado foi forçado a ficar contra uma parede. Em segundos, soldados ajoelhados os executaram diante dos demais. Os homens restantes, tremendo, tiveram as mãos amarradas e os olhos vendados. Colocados em um ônibus, foram levados até a fronteira egípcia. Os soldados que os acompanhavam os forçaram a atravessar a fronteira para o Egito, com ordens de que qualquer um que hesitasse ou olhasse para trás seria sumariamente executado.

  • Acordo entre ministérios fortalece Sistemas Alimentares Indígenas

    Em uma ação conjunta para promover a segurança alimentar e nutricional dos povos indígenas, os ministros da Saúde, Nísia Trindade, dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, e do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, assinaram nesta quarta-feira (6/11) um acordo de cooperação técnica (ACT) com o objetivo de fortalecer os sistemas alimentares indígenas em todo o Brasil. O ato, realizado em Brasília, contou também com a participação de representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai), da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Em seu discurso, a ministra Nísia Trindade destacou que a iniciativa conta com o apoio do presidente Lula, que acompanha de perto as ações voltadas à melhoria da qualidade de vida das populações indígenas. "Com este Acordo de Cooperação Técnica, tenho a certeza de que avançaremos ainda mais, garantindo um futuro mais digno e seguro para nossas populações indígenas", afirmou a ministra. Alimentação saudável de acordo com as tradições O acordo visa a implementação de sistemas alimentares mais saudáveis e sustentáveis, respeitando as tradições e culturas dos povos indígenas, ao mesmo tempo em que atende às necessidades específicas dessas comunidades no que tange à segurança alimentar e nutricional. Dessa forma, o Ministério da Saúde vai apoiar a criação e a implementação do Plano de Trabalho e coordenar as ações de monitoramento e avaliação dos sistemas alimentares nas comunidades indígenas. Além disso, a pasta vai colaborar no fortalecimento de políticas públicas que incentivem uma alimentação saudável, sustentável e que respeite as tradições locais, garantindo apoio aos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dseis) e outras unidades do setor de Saúde. O ministro Wellington Dias também ressaltou a importância da ação, que vai além das medidas emergenciais adotadas durante a crise sanitária dos povos Yanomami. "A situação enfrentada pelos povos Yanomami foi um momento crítico, que exigiu uma resposta emergencial imediata. No entanto, o que estamos anunciando hoje vai além da ação emergencial. Ele abre um caminho para a implementação de ferramentas e condições que não só vão prevenir e acompanhar situações semelhantes, mas também garantir o planejamento eficaz para a proteção e o cuidado contínuo dessas comunidades", afirmou Dias. Para a ministra Sônia Guajajara, a implementação dos sistemas alimentares indígenas não apenas garante a segurança alimentar, mas também contribui para a preservação dos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas. "Com a implantação dos sistemas alimentares, que garantem uma produção diversificada de acordo com as realidades e especificidades dos povos, não apenas asseguramos a segurança alimentar, mas também oferecemos um contraponto às monoculturas, promovemos o fortalecimento do solo, a geração de renda, a proteção do meio ambiente e garantimos a saúde por meio de uma alimentação saudável, prevenindo doenças e a desnutrição", assegurou. Sobre o projeto O projeto, com duração de 36 meses, será desenvolvido em três fases. A primeira etapa envolve a construção e validação de uma matriz diagnóstica para avaliar os sistemas alimentares indígenas. Na segunda fase, será criada e validada uma metodologia de formação, juntamente com um kit didático, para capacitar multiplicadores. Por fim, a terceira fase terá como objetivo a implementação da matriz e dos planos intersetoriais em dez comunidades indígenas. Link: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2024/novembro/governo-federal-assina-acordo-para-fortalecer-sistemas-alimentares-indigenas

  • Bombardeios israelenses em Gaza deixam sete civis mortos, incluindo três crianças

    Sete civis, entre eles três crianças, morreram na quinta-feira em ataques israelenses nas cidades de Rafah, ao sul da Faixa de Gaza, e Jabalia, ao norte. Segundo fontes locais, o bombardeio deixou outros civis feridos, agravando a situação humanitária na região. Em Rafah, três crianças foram mortas em um ataque na área de Al-Mashrou’, localizada a leste da cidade. Já em Jabalia Al-Nazla, no norte de Gaza, outras quatro pessoas morreram, e várias ficaram feridas após bombardeios contra duas residências. A escalada de violência seguiu durante a manhã, quando cinco civis foram mortos em um ataque aéreo no bairro de Al-Janina, também em Rafah. Outro bombardeio na região de Jabalia Al-Balad, próximo à Mesquita Al-Omari, resultou na morte de mais cinco pessoas.

  • Governo brasileiro condena lançamentos de mísseis pela Coreia do Norte e apela ao diálogo

    O governo brasileiro condenou os recentes lançamentos de mísseis balísticos realizados pela República Popular Democrática da Coreia (RPDC), ocorridos em 31 de outubro e 5 de novembro. Em nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, o Brasil classificou os lançamentos de um míssil balístico intercontinental (ICBM) e de mísseis de curto alcance como violações das resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU), que exigem que a RPDC interrompa todas as atividades relacionadas ao seu programa de mísseis balísticos. Segundo o comunicado, o Brasil reforçou a necessidade de buscar soluções políticas e diplomáticas para a crise, ressaltando que apenas o diálogo permitirá a construção de uma península coreana estável, pacífica e livre de armas nucleares. "Somente o engajamento político e diplomático permitirá alcançar o objetivo de uma península coreana estável, pacífica e desnuclearizada," afirmou a nota oficial. O governo brasileiro também apelou para que todos os atores envolvidos se abstenham de qualquer ação que possa intensificar as tensões na região e que se comprometam com a retomada de negociações voltadas à desnuclearização da península coreana. A declaração do Brasil destaca o compromisso do país com a paz e a segurança globais e sua posição em favor da cooperação internacional para resolver crises por meio do diálogo.

  • Incursão em andamento no campo de refugiados de Tulkarm, na Cisjordânia, deixa um morto e cinco civis feridos, entre eles uma mulher e seu filho com deficiência

    Um palestino foi atingido por tiros disparados pelas forças de ocupação no bairro oriental próximo ao campo de Tulkarm, elevando o total de feridos para seis desde o início da manhã. De acordo com fontes locais, o jovem foi alvejado na coxa enquanto pilotava sua motocicleta na região e foi levado ao hospital por uma ambulância do Crescente Vermelho. Seu estado foi classificado como moderado. Nos últimos desdobramentos, as forças de ocupação cercaram uma casa na Rua Al-Muqata'a, adjacente ao campo, localizado na área leste da cidade, e pediram aos jovens, via alto-falantes, que se entregassem. Fontes também relataram que as forças de ocupação mobilizaram patrulhas a pé pelos bairros de Abu al-Foul, al-Akasha, al-Murabba'a, al-Khidmat, Sheikh Ali e al-Hamam, enquanto explosões foram ouvidas no campo. Escavadeiras das forças de ocupação causaram severos danos à infraestrutura dos campos de Tulkarm e Nour Shams, onde haviam operado anteriormente, destruindo e vandalizando propriedades públicas e privadas, incluindo muros de residências e estabelecimentos comerciais. A incursão em curso no campo de Tulkarm desde o amanhecer resultou na morte de Harith Muhammad Awfi, que foi alvejado no centro do campo, além de cinco civis feridos, incluindo uma mulher e seu filho com deficiência, atingidos por estilhaços de um míssil disparado por um drone da ocupação em uma área residencial. As forças de ocupação têm bloqueado a entrada de veículos e equipes de ambulância do Crescente Vermelho no campo, dificultando o transporte de feridos para o hospital. Enquanto isso, veículos das forças de ocupação circulam pelas ruas de Tulkarm, principalmente nos arredores da rotatória Khadouri, na região oeste, na Praça Jamal Abdel Nasser, no mercado de vegetais no centro da cidade e na Rua Al-Muqata'a.

  • Israel assina acordo com Boeing para compra de 25 caças F-15

    O Ministério da Defesa de Israel anunciou na quinta-feira a assinatura de um acordo com a Boeing para a compra de 25 caças F-15 de última geração. O valor do contrato é de 5,2 bilhões de dólares, como parte de um pacote de ajuda militar mais amplo, aprovado pelo governo e pelo Congresso dos EUA no início deste ano, com uma opção de aquisição de mais 25 unidades no futuro. Os novos caças serão equipados com sistemas de armas integrados ao arsenal atual de Israel, aumentando tanto o alcance quanto a capacidade de carga da aeronave. "Essas vantagens permitirão à Força Aérea Israelense manter sua superioridade estratégica diante dos desafios atuais e futuros no Oriente Médio", declarou o ministério em nota. A entrega das aeronaves F-15 está programada para começar em 2031 , com a expectativa de que entre quatro e seis unidades sejam fornecidas anualmente. Eyal Zamir, Diretor Geral do Ministério da Defesa, comentou que "este esquadrão de F-15, somado ao terceiro esquadrão de F-35 adquirido no início deste ano, representa um reforço histórico de nossa força aérea e de nosso alcance estratégico, capacidades que têm se mostrado fundamentais".

  • Ualid Rabah, FEPAL: "Palestina e eleições nos EUA" o papel “democrata”, da Nakba ao genocídio televisionado em Gaza

    Por Ualid Rabah, Presidente da Federação Árabe Palestina Publicado originalmente em www.fepal.com.br Finalizada a apuração que retorna Donald Trump ao topo da gestão imperialista do mundo pelos EUA, na farsesca eleição por colégio eleitoral – mas corrobora em seu favor porque foi vitorioso também no voto popular – a finalizar em 17 de dezembro com a confirmação, pelos delegados (538, dos quais o republicano conquistou 277), do novo inquilino da Casa Branca, todos podemos analisar o quanto o genocídio na Palestina pesou para a derrota democrata e, mais ainda, como o Partido Democrata é historicamente ligado à conquista da Palestina pelo sionismo e a todos os crimes decisivos para que viva o povo palestino hoje sua tragédia televisionada. Importa, primeiro, destacar que é a primeira vez na história que o tema da Palestina pauta uma eleição nos EUA, bem como pautou na Inglaterra e na França, com derrotas dos que estavam no poder gestando as políticas destes países em favor do extermínio palestino por “israel”. Mas havia uma dúvida: e se nos EUA vencerem os democratas, de fato os donos deste genocídio em Gaza, será possível explicar a derrota nas duas eleições europeias anteriores pelo apoio dos governantes de plantão ao genocídio? Bem, eis que os democratas perderam feio, como em poucos momentos na história, porque, além da derrota presidencial, levaram uma surra nas renovações do Senado e da Câmara. Alguns dirão que a questão palestina e o genocídio em curso seriam incapazes de derrotar Kamala Harris, a vice-genocida e candidata em lugar do desistente presidente-genocida Joe Biden, uma vez que apenas 4% dos eleitores estadunidenses pesquisados pela CNN nas vésperas da eleição disseram que a política externa pautaria sua decisão. Mas e se uma maioria dos eleitores democratas que leva a sério a posição dos EUA na agenda externa se incomodou com a postura de sua liderança quanto ao genocídio palestino? E se isso tiver levado a parte deste eleitorado a não votar ou procurar candidaturas independentes, para não falar de eventuais migrações para Trump? Até houve uma verdadeira olimpíada genocidária entre Trump e Kamala, expressa nos debates, com acusações recíprocas de leniência no apoio a “israel”, mas o fato é que o genocídio em curso é gestado pelos democratas, que poderiam tê-lo parado e preferiram, ao contrário, intensificar o extermínio em Gaza. Ou seja: por mais que Trump tenha declarado alinhamento com “israel”, quem executava o genocídio eram Biden e Kamala. A insatisfação de parcela do eleitorado democrata com o genocídio tornou-se pública em vários momentos. Talvez o mais decisivo, com repercussão no tempo até esta eleição, tenha sido o dos estudantes das principais universidades dos EUA, expresso, de modo geral, em toda a juventude estadunidense. As pesquisas de opinião, ademais, não deixam dúvidas do impacto da questão palestina na opinião pública da ilha bipartidária disputada por Trump e Kamala, hoje muito maior que dez anos antes. Até 2013, apenas 12% dos estadunidenses eram favoráveis aos palestinos, proporção que saltou para 27% após iniciada esta fase da limpeza étnica na Palestina, um aumento, em dez anos, de 125%. Detalhe: na juventude dos EUA a visão favorável à Palestina já é majoritária. Mesmo assim, isto é capaz de explicar, ainda que em parte, a derrota democrata? Análises mais profundas dirão disso e de mais fatores, mas é muito plausível afirmar que, pelas características eleitorais que tem a sucessão nos EUA, notadamente a moldada pelo bipartidarismo, isto é, a polarização em todos os pleitos, com os dois partidos dominantes vencendo um ao outro por margens pequenas, qualquer alteração de poucos pontos é capaz de significar vitória ou derrota. Supondo que do total de 4% dos eleitores preocupados com a política externa, apenas metade seja de democratas, e que apenas metade destes (1%) tenha deixado de votar em Kamala, isso faria cair, de eventuais 50% que tivesse da preferência, para 49% e, necessariamente, Trump sair de eventuais 49% para 50%. E se este quadro tiver se repetido em vários estados, não seria apenas uma derrota de 2% ou 3% no cômputo do voto popular, mas a perda de todos os delegados nos estados em que esta diferença tiver levado à derrota democrata. O papel democrata em relação à Palestina Em virtude do papel dos republicanos na região da Ásia Ocidental, ainda designada Oriente Médio, desde o colapso da União Soviética, o imaginário popular, e mesmo de parte da intelectualidade ou de operadores políticos, é levado a creditar a esta fração da vida bipartidária estadunidense todos os tormentos dos países desta parte do mundo, notadamente a Palestina. Mas isso é engano crasso. Se retornarmos à Declaração Balfour, de 2 de novembro de 1917, na qual Arthur James Balfour, então ministro de negócios estrangeiros do império colonial inglês, promete a Palestina aos sionistas euro-judeus em detrimento do povo palestino, lá estava o democrata Woodrow Wilson (1913-1921) que, ademais, tomou parte da Conferência de San Remo (Itália), realizada de 19 a 26 de abril de 1920, na qual os vencedores da 1ª Guerra Mundial definiram as fronteiras da Ásia Ocidental e, neste redesenho, o mapa para a Palestina a ser governada pelos britânicos para torná-la o “Lar Nacional Judeu” antes prometido. Os EUA do democrata Wilson apoiaram integralmente o plano de limpeza étnica na Palestina para que nela uma nova demografia, a euro-judaica, fosse implantada em lugar da população originária, seja por seu apoio à Declaração Balfour, seja por seu papel ativo na Conferência de San Remo. Em outro momento decisivo da história Palestina, a Revolução de 1936 a 1939, em que o povo palestino reage ao domínio colonial britânico e à empreitada sionista nele embutida e sofre a que pode ter sido, proporcionalmente, a maior mobilização bélica colonial para esmagar uma reação anticolonial, novamente um democrata comandava a Casa Branca: Franklin Delano Roosevelt. E os EUA apoiaram decididamente os britânicos em suas ações na Palestina e no restante da região, tanto por razões construídas antes quanto porque suas empresas petrolíferas já lucravam na região e precisavam do controle imperialista dos aliados França e Grã-Bretanha para seguir suas atividades em “segurança”. No momento posterior, para que não fiquemos nas alegáveis coincidências de calendário, o da maior limpeza étnica da história, a da Palestina, realizada entre dezembro de 1947 e outubro de 1951, a chamada Nakba (catástrofe), os EUA eram geridos pelo democrata Harry Truman. Foi sob sua presidência que aos membros da ONU foram impostas as chantagens que produziram maioria em favor da recomendação de partilha da Palestina, selada pela Resolução 181, de 29 de novembro de 1947, quando aos palestinos, mais de 70% da população e donos de 94,13% da terra, foram destinados apenas 42,9% de seu próprio país para eventual futuro estado para si, ao passo que para os recém-chegados estrangeiros sionistas euro-judeus, no máximo 30% da demografia e com somente 5,87% do território, 56,5% dele, com outros 0,6% de área internacionalizada, basicamente Jerusalém, a ser administrada pelas Nações Unidas em nome da Comunidade Internacional. Foi exatamente neste momento histórico que começou a produzir-se o que até hoje marca a Palestina: uma sistemática limpeza étnica, gerida por um regime supremacista judaico, iniciada em 17 de dezembro de 1947, que até outubro de 1951 levou à tomada de 78% da terra palestina e dela à expulsão ou morte de até 750 mil palestinos, 88% da demografia que habitava a porção então roubada para tornar-se, por autoproclamação, o estado de “israel”. Em 1967, quando da tomada por “israel” do restante da Palestina ainda não sob poder sionista, Cisjordânia e Gaza, o plantonista democrata era Lyndon Johnson. Neste momento os EUA, que já ajudavam economicamente “israel”, conforme o formato atual, desde 1959, foram decisivos, levando à vitória da agressão sionista e às suas conquistas territoriais, que se estenderam também ao Egito (Sinai) e à Síria (Colinas do Golã). Nem o insuspeito Jimmy Carter, hoje um crítico feroz de “israel”, deixou de contribuir nas realizações sionistas do Partido Democrata. É dele o arranjo que levou, de 1978 a 1979, ao acordo de Camp David, entre Egito e “israel”, que resultou na devolução do Sinai aos egípcios. Este é o primeiro round das façanhas de Carter. Depois, é dele a tentativa de impedir a revolução iraniana de 1979, bem como, em seguida, a insana e inútil guerra Irã-Iraque, armadilha na qual a região caiu. Sem estas cenas na região, não teriam sido possíveis o ataque “israelense” à planta nuclear civil iraquiana de Osirak, bem como o aprofundamento da invasão do Líbano por “israel” (1982), evento facilitado pela invasão anterior, de 1977, no primeiro ano de Carter no poder, quando o território libanês foi ocupado pelas forças sionistas no sul, até o Rio Litani. Embora em 1982 o presidente fosse o republicano Ronald Reagan, a realidade à sua disposição, inclusive a nova doutrina – Doutrina Carter, de janeiro de 1980, que proclamava o direito dos EUA de usarem a força militar para defesa de seus interesses na região, herança democrata do mandato anterior -, é que permitiu que fosse alcançado o objetivo “israelense” de deslocar a OLP (Organização para a Libertação da Palestina) para fora do Líbano e, pela primeira vez na história, ficar longe das fronteiras históricas da Palestina, na distante Tunísia. Disso decorreram os massacres nos campos de refugiados palestinos de Sabra e Chatila, em Beirute, entre 16 e 18 de setembro de 1982, covardia perpetrada por grupo fascista libanês minoritário, a falange, apoiada por “israel”, pouco mais de duas semanas após a saída dos guerrilheiros palestinos (30 de agosto), isto é, quando estes civis, quase todos mulheres, crianças e idosos, já não eram mais protegidos pelos armados palestinos. Embora se possa creditar ao democrata Bill Clinton (1993/2001) o Acordo de Oslo (1993), é preciso reconhecer que as Conversações Multilaterais de Madri (1991) são do governo anterior, do republicano George Bush (o pai), no qual também tiveram início as conversas secretas que levaram a Oslo. Fora disso, foi com Clinton que Oslo começa a morrer, primeiro com o assassinato do primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin, em dezembro de 1995, pelas mãos de extremista judeu, crime festejado por Ariel Sharon, o carniceiro de Beirute, e por ninguém menos que Benjamin Netanyahu. Detalhe: no ano seguinte teria início a segunda parte do Acordo de Oslo e nada mais conveniente do que matar quem poderia dar-lhe seguimento, pois foi quem o assinou. Mais do que isso: chega ao poder pela primeira vez, em junho de 1996, ele, Benjamin Netanyahu, o encarregado de enterrar qualquer perspectiva de paz na Palestina. Tudo isso sob Clinton, que agora, no Michigan, apoiando sua colega de partido Kamala na reta final da campanha, fez a pior manifestação de apoio ao genocídio palestino, justificando o extermínio palestino com a chocante afirmação de que “o ‘Hamas’ forçou Israel (sic) a matar civis palestinos. Os judeus estavam lá primeiro”. Seguramente isso não reverteu os votos árabes e muçulmanos para Kamala. Mais fez em revertê-los para Trump, como parecem evidenciar os números e as primeiras análises, visto a derrota da democrata no estado. Das “primaveras” ao genocídio em Gaza Depois vem Barak (Hussein) Obama, negro, de pai muçulmano do Quênia, o democrata que mais deu esperanças ao mundo como presidente dos EUA. Mas foi após sua investidura como vitorioso pelo colégio eleitoral que “israel” inicia, a 27 de dezembro de 2008, o atual ciclo genocidário em Gaza, naquele momento mantido até 18 de janeiro de 2009, dois dias antes da posse de Obama. Alguém poderá dizer que ele ainda não era, formalmente, o presidente, o que é fato. Mas já sob seu governo, Gaza foi novamente atacada, incontáveis vezes, destruída como nunca antes – 2014 foi o ano mais mortal e destrutivo antes do atual quadro genocidário – e teve sua reconstrução impedida por anos, bem como foi neste período que o bloqueio à faixa recrudesceu. Sem contar que foi sob seu governo que muitos países árabes da Ásia Ocidental e do Norte da África foram destruídos por intervenções estrangeiras, potencializadas por insurgências internas posteriores, que custaram centenas de milhares de vida, da Líbia ao Iraque, passando pela Síria, ainda conflagrada. Foram as tais “Primaveras Árabes”! E agora, o maior genocídio de todos os tempos, proporcionalmente, é uma obra democrata. São 44.142 palestinos exterminados em Gaza, em um ano e um mês, que ascendem a 54.142, considerando os 10 mil desaparecidos sob os escombros, ou impressionantes 2,43% da demografia do território, como 5 milhões no Brasil ou 18 milhões para a Europa da 2ª Guerra Mundial por sua população atual. É, também, a maior matança de mulheres e crianças em guerras e genocídios da história, totalizando 65% de todos os exterminados. As crianças assassinadas são 21.485, com as mortas sob os escombros, ou 9.766 por milhão de habitantes de Gaza, 3,5 vezes mais que as 2.813 por milhão na 2ª GM em seis anos, não em um. Faltariam páginas para descrever o genocídio em Gaza, sob investigação da Corte Internacional de Justiça e assim descrito por todos os especialistas no tema. Entretanto, vale apresentar a responsabilidade dos EUA e dos democratas neste extermínio. Primeiro, 80% de todas as armas, munições e sistemas utilizados no genocídio são dos EUA, bem como foram seus U$S 22,8 bilhões (R$ 125,2 bilhões) que pagaram esta aventura de “israel”, ou U$S 434 mil (R$ 2,4 milhões) para cada criança, mulher e demais civis exterminados em Gaza. Diante de tudo isso, o eleitor estadunidense, que estava diante de escolher o “melhor” gestor do genocídio, optou por descartar os democratas, claramente os genocidas na Palestina. Eles financiam o genocídio, impediram a ONU de impor um cessar-fogo e, mesmo depois dele aprovado, em março, não obrigam seu procurador, “israel”, a cumpri-lo. Mais do que isso: mantêm armas e dinheiro para “israel” seguir no extermínio mesmo depois de a petição da África do Sul ter sido admitida pela Corte Internacional de Justiça e ter esta determinado, a 26 de janeiro, a cessação dos atos de genocídio. Os eleitores dos EUA podem não ter enxergado o genocida futuro, Trump, mas enxergaram os donos do genocídio, Biden e Kamala, os democratas, que, não de hoje, ocuparam a Casa Branca em todos os momentos históricos em que a Palestina foi despojada e submetida ao experimento colonial genocida em vigor até hoje, que atende pelo nome fantasia “israel”. Kamala é a genocida assumida e conhecida. A Trump o eleitor pode ter dado o benefício da dúvida.

  • Desmatamento na Amazônia diminui 30,6% e no Cerrado 25,8% em 2024

    A taxa oficial de desmatamento na Amazônia é de 6.288 km² para o período de agosto de 2023 a julho de 2024, segundo estimativa do sistema Prodes, do Inpe. O resultado representa redução de 30,63% em relação ao período anterior, de agosto de 2022 a julho de 2023, e é a maior queda percentual em 15 anos. Já no Cerrado, a taxa oficial de desmatamento para o período é de 8.174 km² , a menor desde 2019. Houve queda de 25,8% em relação ao período de agosto de 2023 a julho de 2024, a primeira redução em quatro anos no bioma. Os dados foram anunciados nesta quarta-feira (6/11) em ato no Palácio do Planalto, com a presença da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, além do vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. “Essa diminuição do desmatamento no Cerrado e na Amazônia é fruto de uma nova compreensão de que nós estamos fazendo mais do que uma política de governo, nós estamos fazendo uma política de país, mais do que uma política de país, uma política de Estado e uma contribuição para nós mesmos e para o mundo. O problema da mudança do clima já é uma realidade avassaladora. Isso é uma esperança”, destacou Marina Silva. Na ocasião, também foi assinado o pacto para a prevenção e controle do desmatamento e de incêndios no Cerrado com os estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia (Matopiba). A meta do Governo Federal é desmatamento zero em todos os biomas do país até 2030. O Prodes usa imagens de satélites mais precisas (de 10 a 30 metros) do que as usadas em outro sistema do Inpe, o Deter, que emite alerta diários para apoiar a fiscalização em campo realizada por Ibama e ICMBio. Com o resultado, houve uma redução nas emissões de gases de efeito estufa de 400,8 milhões de toneladas de CO2 e por desmatamento na Amazônia e Cerrado em relação ao ciclo 2021/22. “Pegando os dois anos (2023 e 2024) é 45,7% a redução do desmatamento na Amazônia. No Cerrado, depois de 5 anos, ininterruptamente subindo, o desmatamento cai, invertendo a curva”, destacou Alckmin. “Quero destacar aqui o pacto entre os ministérios, especialmente Meio Ambiente, e Matopiba, os governos de Tocantins, Bahia, Maranhão, Piauí, que eu tenho certeza vão trazer ainda melhores resultados”, acrescentou. Na Amazônia, o desmatamento chegou a 9.064 km² de agosto de 2022 a julho de 2023 — período que incluía cinco meses do governo anterior e sete da atual gestão. É a primeira vez desde o biênio 2004/2005 e 2005/2006 que há quedas consecutivas maiores que 25%. De agosto de 2023 a julho de 2024, 78% dos 70 municípios considerados prioritários pelo MMA registraram queda do desmatamento. Em relação aos Estados, as maiores quedas foram em Rondônia (62,5%), no Mato Grosso (45,1%), no Amazonas (29%) e no Pará (28,4%). Apenas Roraima registrou aumento (53,5%). No Cerrado, houve redução de 76,4% do desmatamento nos estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. A região, conhecida como Matopiba, concentra o desmatamento no bioma. Os quatro estados registraram queda da área desmatada entre agosto de 2023 e julho de 2024, na comparação com o período imediatamente anterior. Na Bahia, a redução foi de 63,3%, seguida por 15,1% no Maranhão, 10,1% no Piauí e 9,6% no Tocantins. Também nesta quinta, foi assinado um pacto entre o governo federal e os governadores do Matopiba para reforçar a ação conjunta na prevenção e combate ao desmatamento e aos incêndios no estado da região, resultado de trabalho iniciado em março com reunião liderada pelo ministro Rui Costa no Palácio do Planalto. Entre outros objetivos, a parceria busca aumentar a atuação coletiva para identificar e aplicar sanções ao desmatamento ilegal em imóveis rurais da região, além de aprimorar as regras e processos para garantir transparência, compartilhamento de informações e formulação de estratégia para a conservação da água e dos ativos florestais de vegetação nativa nos diferentes ecossistemas do Cerrado no Matopiba. A queda registrada pelo Prodes desde 2023 é resultado, dentre outras ações, da intensificação das ações de comando e controle nos dois biomas. De janeiro de 2023 a outubro de 2024, a média de autos de infração, aplicadas pelo Ibama por infrações contra a flora na Amazônia foi 98% maior que a registrada de janeiro de 2019 a dezembro de 2022. No Cerrado, o aumento foi de 20% ao ano. A redução reflete também a retomada da governança ambiental, com a retomada dos Planos de Ação Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia, em junho do ano passado, e no Cerrado, em novembro. Entre as ações no eixo de Atividades Produtivas Sustentáveis do plano destacam-se a adesão de 48 municípios prioritários ao Programa União com Municípios, que prevê investimentos de R$ 770 milhões para promover o desenvolvimento sustentável e combater o desmatamento e incêndios florestais; a criação da Estratégia Nacional de Bioeconomia; a ampliação de concessões florestais; a instituição do Programa de Aquisição de Alimentos e do Programa Cozinha Solidária; a retomada do Bolsa Verde, entre outras iniciativas. No eixo de Monitoramento e Controle, além da retomada das ações de fiscalização do Ibama e do ICMBio, inclusive remotas, houve 73 ações civis públicas para reparação de danos ambientais na Amazônia; desintrusão das TIs Alto Rio Guamá (PA), Apyterewa (PA), Trincheira/Bacajá (PA), Yanomami (AM/RR) e Karipuna (RO); combate ao garimpo ilegal; e autorização de concurso público para Ibama, ICMBio, Funai, MMA e Inpe, entre outras medidas. No eixo de Ordenamento Territorial e Fundiário, a Câmara Técnica de Destinação de Terras Públicas Federais Rurais foi reinstalada, e houve indicação de destinação de 13 milhões de hectares para a criação de unidades de conservação, concessões florestais e reconhecimento de territórios de povos e comunidades tradicionais. Também foram homologados 810 mil hectares de terras indígenas e criados 304,4 mil hectares em unidades de conservação. Outras medidas incluem a criação de nova modalidade de reconhecimento de territórios de povos e comunidades tradicionais em áreas de florestas públicas federais não destinadas na Amazônia Legal e o lançamento do Programa Terra da Gente. Já no eixo de Instrumentos Financeiros e Normativos foi retomado o Fundo Amazônia, com doações contratadas de R$ 1,4 bilhão, além de promessas que somam R$ 3,1 bilhões. Houve a retomada do Bolsa Verde; o Plano Safra como indutor de agricultura de baixo carbono (R$ 364 bilhões), com bônus de 1% na taxa de juros para CAR validado, a adoção de tecnologias sustentáveis e a restrição de crédito rural para CAR suspenso, com embargos e imóveis sobrepostos a TIs, UCs e Florestas Públicas Não Destinadas (Resolução nº 5081/23 do CMN). Também foi implementada a nota fiscal do ouro como ativo financeiro para combater o garimpo ilegal, entre outras medidas. AGÊNCIA GOV: Link: https://www.gov.br/mma/pt-br/assuntos/noticias/taxa-de-desmatamento-na-amazonia-cai-30-6-e-25-8-no-cerrado

  • Guerra israelense no Líbano já deixa mais de 3.000 mortos e 1,3 milhão de deslocados internos e refugiados para países vizinhos

    A guerra israelense em curso no Líbano, intensificada pelos ataques aéreos israelenses e os mísseis lançados pelo Hezbollah em Israel, já causou a morte de mais de 3.000 pessoas, de acordo com informações de agentes humanitários da ONU divulgadas nesta quarta-feira (6). O número de mortos, registrado desde o início do conflito em 8 de outubro de 2023, é 58% superior às 1.900 vítimas do conflito de 34 dias entre Israel e o Hezbollah, ocorrido em 2006. A ONU, por meio de seu escritório de coordenação de ajuda (OCHA), afirmou que, em 1º de novembro, pelo menos 71 pessoas morreram em ataques aéreos. O OCHA alertou que o conflito alcançou um “ponto crítico”, com 1,3 milhão de deslocados internos e refugiados para países vizinhos. A situação humanitária no país continua a se deteriorar, especialmente nas regiões de Haret Saida, no sudoeste, e Baalbek, no leste, afetadas por intensos bombardeios. O OCHA destacou ainda o aumento das necessidades de assistência, à medida que os ataques aéreos israelenses se intensificam. Em resposta à crescente demanda, a ONU enviou suprimentos médicos vitais para o Hospital Geitaoui, o único centro especializado em queimados do Líbano. O número de pacientes com queimaduras aumentou significativamente devido à escalada do conflito. A Organização Mundial da Saúde (OMS) também forneceu kits cirúrgicos e tratamentos para 50 pacientes, incluindo muitos civis gravemente feridos, dos quais 25% são crianças. O centro de queimados, que começou com 10 leitos, agora conta com 25, para atender à demanda crescente de cuidados intensivos. Imran Riza, Coordenador Humanitário da ONU no Líbano, condenou os ataques contra equipes de saúde e infraestrutura médica, destacando que os profissionais de saúde estão sendo alvos de uma “forte ofensiva” e que é crucial garantir que possam continuar prestando socorro à população. Agravamento da crise em Gaza A crise humanitária não se limita ao Líbano. Em Gaza, as condições continuam a piorar, com tentativas fracassadas de entregar alimentos a regiões sitiadas no norte de Gaza, devido a bloqueios impostos por Israel. A escassez de suprimentos ameaça interromper o funcionamento de cozinhas que produzem até 400.000 refeições diárias para a população. A situação no Hospital Kamal Adwan, no norte de Gaza, continua crítica, com o estabelecimento sendo alvo de ataques semana passada. A falta de recursos essenciais, como oxigênio e água, agrava a condição dos pacientes, especialmente recém-nascidos, que estão entre os mais afetados. A UNICEF alertou que pelo menos 4.000 bebês em Gaza foram privados de cuidados médicos adequados devido à destruição da infraestrutura hospitalar. A ONU também expressou preocupação com os riscos explosivos em Gaza, devido ao grande volume de destroços e à presença de munições não detonadas, que representam uma ameaça iminente para os civis. Estima-se que mais de 42 milhões de toneladas de entulho, contendo resíduos de guerra, estejam espalhadas pela região. Apelos por um fim imediato ao conflito Muhannad Hadi, Coordenador de Ajuda da ONU para o Território Palestino Ocupado, pediu o fim imediato da violência, descrevendo a situação em Gaza como uma crise humanitária sem precedentes. “Isso não é um lugar para humanos sobreviverem”, disse Hadi, apelando por uma solução urgente para encerrar a guerra e aliviar o sofrimento da população. A ONU continua a intensificar seus esforços para fornecer apoio humanitário à população afetada, mas enfrenta desafios significativos devido às restrições de acesso e ao aumento da violência no terreno.

  • Polícia Alemã Prende Oito Extremistas de Direita com Planos de Golpe nazista e “Limpeza Étnica”

    Nesta terça-feira (05/11), a polícia alemã prendeu oito suspeitos de integrar um grupo de extrema direita conhecido como "Separatistas Saxônicos," que realizava treinamentos paramilitares visando tomar o poder no leste da Alemanha e promover uma "limpeza étnica." Os suspeitos, com idades entre 21 e 25 anos, são todos de nacionalidade alemã. Conforme o Ministério Público alemão, o grupo é composto por cerca de 15 a 20 indivíduos que aderem à ideologia nazista. Desde 2020, eles vinham se preparando para um possível colapso do governo, que, segundo suas crenças, permitiria uma tomada violenta do poder. Os membros planejavam expulsar "grupos indesejados" para estabelecer uma nova ordem inspirada em ideias nazistas. Entre os detidos estão quatro membros fundadores, identificados como Joerg S., Joern S., Karl K. e Norman T. Sete prisões ocorreram nas cidades de Leipzig, Dresden e Meissen, enquanto outro suspeito foi preso em Zgorzelec, na Polônia, na fronteira com a Alemanha. Além disso, cerca de 20 propriedades na Alemanha e na Áustria foram alvo de buscas das autoridades. A revista Der Spiegel revelou que um dos suspeitos, Kurt H., faz parte da ala jovem do partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD). Ele teria resistido à prisão com uma arma e foi ferido na mandíbula durante o confronto. Outros dois suspeitos também teriam ligações com a ala jovem da AfD, um partido que ganhou força especialmente no leste alemão com uma pauta anti-imigração e significativa popularidade entre os jovens. Os membros do grupo, ativo em plataformas virtuais, realizavam treinamentos paramilitares, incluindo táticas de combate urbano e manejo de armas. As autoridades relataram que os extremistas possuíam uniformes camuflados, capacetes, máscaras de gás e coletes à prova de balas, preparando-se para um "Dia X," inspirado nas teorias do extremista americano James Nolan Mason, que prega um colapso governamental que abriria caminho para a ação violenta. A operação que desmantelou o grupo contou com mais de 450 agentes de segurança e envolveu o serviço de inteligência alemão. Nos últimos anos, as autoridades alemãs desarticularam várias células de extrema direita, incluindo o movimento "Cidadãos do Reich," que não reconhece a legitimidade do governo alemão atual. Segundo o último relatório dos serviços de inteligência, o número de extremistas de direita potencialmente violentos no país subiu para 14,5 mil.

  • Rússia avisa que responderá a “Ações Agressivas” da OTAN com medidas rigorosas

    O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, advertiu que Moscou responderá de maneira firme caso a OTAN adote ações consideradas "agressivas" contra o país. A declaração foi feita na última terça-feira em entrevista à agência de notícias RIA Novosti, onde Lavrov mencionou que permitir que a Ucrânia utilize armas de longo alcance fornecidas pelo ocidente para atacar dentro do território russo seria um exemplo de ato hostil que não seria tolerado. Segundo Lavrov, qualquer ataque direto da OTAN ou de seus países membros contra a Rússia acionará o direito à autodefesa, conforme previsto na Carta das Nações Unidas. Ele enfatizou que o governo russo utilizará todos os recursos necessários para garantir sua segurança. "Ninguém ficará de fora, seja além do Atlântico ou do Canal da Mancha" , afirmou o chanceler. Lavrov também destacou que as forças ucranianas dependeriam do apoio técnico da OTAN e de dados de inteligência para operar tais armas avançadas, o que, em sua visão, representaria uma participação direta da aliança no conflito. “O uso dessas armas significaria que não apenas a Ucrânia, mas também os países da OTAN, estariam abertamente em guerra com a Rússia” , declarou Lavrov. A demanda da Ucrânia por armamentos de longo alcance vem sendo discutida entre aliados ocidentais há meses. Segundo o New York Times, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky teria solicitado a Washington mísseis Tomahawk para ataques estratégicos em território russo. Essas armas têm alcance de até 2.400 km, superando qualquer equipamento já enviado ao país. Em resposta, o Kremlin afirmou que Kiev busca envolver rapidamente seus aliados ocidentais no conflito, uma postura que Moscou considera perigosa e que poderia escalar a guerra para um nível ainda mais elevado.

  • Nova parceria Clandestino e Jerusalém Produtos Árabes

    Temos o prazer de anunciar que a Jerusalém Produtos Árabes é agora nosso novo parceiro no projeto Clandestino. Jerusalém Produtos Árabes traz uma seleção autêntica de produtos árabes, incluindo as icônicas keffiyeh palestinas, camisetas exclusivas e diversos itens originais que celebram a rica cultura do mundo árabe. Agradecemos imensamente à Jerusalém Produtos Árabes por essa união, que reforça nosso compromisso de oferecer produtos autênticos e de qualidade aos nossos apoiadores. Conheça Jerusalém Produtos Árabes através dos links: https://www.jerusalemprodutosarabes.com/ https://www.instagram.com/jerusalemprodutosarabes/

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