top of page

Resultados de busca

3723 resultados encontrados com uma busca vazia

  • “Não pode ter anistia, nem para Bolsonaro, nem para quem participou do 8/1” Gleisi Hoffmann

    Em entrevista ao Canal Uol nesta terça-feira (19), a presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) e deputada federal, Gleisi Hoffmann (PR), classificou como “gravíssimas” as revelações da Polícia Federal (PF) sobre um plano golpista que incluiria o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Gleisi apontou o ex-presidente Jair Bolsonaro como “autor intelectual” da conspiração e reiterou a necessidade de arquivar o chamado “PL da Anistia”, defendido por setores da extrema direita no Congresso. “Não pode haver anistia, nem para Bolsonaro nem para qualquer pessoa envolvida nos atos de 8 de janeiro”, afirmou. A parlamentar destacou a gravidade dos fatos revelados recentemente, como explosões de bombas e a morte de um homem na Praça dos Três Poderes, defendendo punições severas. “Não podemos subestimar a extrema direita. Se não formos firmes e pedagógicos, isso continuará acontecendo”, alertou. Durante a entrevista, Gleisi fez uma analogia entre Bolsonaro e o general Silvio Frota, militar linha-dura contrário à redemocratização nos anos 1970. Ela também mencionou o general Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no governo Bolsonaro, que atuou como ajudante de ordens de Frota na Ditadura Militar. “Bolsonaro carrega esse DNA autoritário, ligado a práticas de terrorismo político da época, como bombas em bancas de jornal e no Rio Centro”, explicou. A presidenta do PT também ironizou as declarações do senador Flávio Bolsonaro, que minimizou a operação da PF ao dizer que “pensar em matar alguém não é crime”. Gleisi rechaçou a fala, afirmando que a trama foi organizada e envolveu reuniões, armamentos e recursos financeiros. “Não foi apenas pensado, foi articulado. Houve planejamento, técnicas militares, mobilização de armamento e até encontros estratégicos, como o ocorrido na casa do Braga Netto”, concluiu Gleisi, reforçando a necessidade de responsabilização rigorosa dos envolvidos.

  • "Compartilhamos suas dores, seus sofrimentos e suas provações. Suas aflições são também as nossas" Aiatolá Khamenei em solidariedade à resistência e ao povo libanês

    O Aiatolá Seyed Ali Khamenei, líder supremo do Irã, manifestou sua solidariedade à resistência e ao povo libanês em uma mensagem divulgada nesta terça-feira (19/11). “Não estamos separados de vocês. Estamos com vocês. Somos uma única entidade. Compartilhamos suas dores, sofrimentos e tribulações. Sentimos as suas aflições como nossas” , declarou Khamenei, referindo-se à nação libanesa, alvo de intensos ataques israelenses nas últimas semanas. A mensagem foi transmitida pelo clérigo iraniano Meysam Motiee, que se encontra no Líbano como parte de uma campanha humanitária. Motiee, acompanhado por um grupo de ativistas, entregou um carregamento de ajuda do Irã ao país, reforçando o apoio iraniano à população afetada pelos recentes confrontos. A visita integra a iniciativa “Iran-e-Hamdel” (Irã em Solidariedade), que mobiliza doações públicas em território iraniano para oferecer suporte às vítimas dos ataques em Gaza e no Líbano. Segundo as autoridades iranianas, a campanha busca amenizar o sofrimento das populações diante da escalada da violência. Desde outubro de 2023, Israel tem conduzido operações em Gaza e no Líbano, resultando em milhares de mortes. No Líbano, as forças do Hezbollah intensificaram suas ações em resposta aos ataques israelenses, com o grupo declarando estar preparado para um conflito prolongado, caso necessário. Apesar dos intensos combates, relatos apontam que as forças israelenses não conseguiram ocupar território libanês, evidenciando a resistência local.

  • Comitiva brasileira vai ao Saara Ocidental em solidariedade à luta anticolonial

    Em um contexto de crescente marginalização da luta saaraui no cenário internacional, a segunda caravana de brasileiros rumo ao Saara Ocidental ocorre em solidariedade à causa anticolonial do povo saaraui. Organizada pela representação da Frente Polisário no Brasil, a viagem, com duração de duas semanas, tem como destino os campos de refugiados em Tindouf, na Argélia, e busca amplificar, no Brasil, a luta pela autodeterminação frente à ocupação marroquina, que já dura mais de quatro décadas. A Frente Polisário (Frente Popular de Libertação de Saguía el Hamra e Río de Oro), fundada em 1973, segue como o único representante legítimo do povo saaraui, reconhecido pela ONU e, recentemente, pelo Tribunal Europeu de Justiça. Em 1976, liderou a fundação da República Árabe Saaraui Democrática (RASD), marco histórico na luta pela independência após a recusa da Espanha em cumprir os processos de descolonização determinados pela ONU. A disputa pelo Saara Ocidental Após o declínio do colonialismo espanhol, a região tornou-se palco de disputas envolvendo Marrocos e Mauritânia. O rei Hassan II, buscando consolidar o "Grande Marrocos" como resposta à crise interna, liderou a chamada "Marcha Verde", mobilizando 350 mil marroquinos em 1975 para reivindicar o território saaraui. Apesar de uma decisão contrária da Corte Internacional de Haia, que afirmou não haver soberania marroquina ou mauritana sobre o Saara Ocidental, o Acordo Tripartido entre Espanha, Marrocos e Mauritânia permitiu a ocupação marroquina. A Frente Polisário reagiu com luta armada, inicialmente contra ambos os países. Após uma série de derrotas infligidas à Mauritânia, incluindo o impacto econômico causado pelo bloqueio das exportações de ferro, o país recuou. Já contra o Marrocos, a Polisário adotou táticas de guerrilha que infligiram importantes baixas, como nos ataques às minas de fosfato em Bou Craa. Resistência saaraui e desafios contemporâneos As vitórias pontuais da Polisário levaram Hassan II a construir um muro de mais de 2 mil quilômetros, separando as zonas controladas pela Polisário do restante do território. Esse muro, cercado por campos minados, tornou o Saara Ocidental um dos territórios mais minados do mundo. Após um cessar-fogo em 1991 e a criação da Missão das Nações Unidas para o Referendo no Saara Ocidental (MINURSO), o referendo prometido jamais ocorreu. Enquanto isso, a comunidade saaraui em Tindouf resistiu, com destaque para o papel das mulheres na organização política dos campos de refugiados, onde surgiram as cinco wilayas: Dajla, Aousserd, El Aiún, Boujdour e Smara. Nos anos 2000, as tensões aumentaram com a construção de uma estrada em Guerguerat, na zona desmilitarizada, marcando o fim do cessar-fogo em 2020. Recentemente, o Marrocos estreitou relações com Israel e outros países para fortalecer sua ocupação, inclusive com parcerias militares, como o Acordo-Quadro de Cooperação em Defesa assinado com o Brasil em 2019. Solidariedade brasileira e perspectivas Nesta sexta-feira (15/11) parte do Brasil a caravana internacionalista que levará ativistas de direitos humanos, internacionalistas, jornalistas, artistas, acadêmicos, militantes políticos, dirigentes sindicais e participantes de organizações da sociedade civil à República Árabe Saaraui Democrática (RASD), melhor conhecida como Saara Ocidental, para levar solidariedade à causa do povo saaraui, que luta por sua autodeterminação diante da ocupação marroquina de seu território, com cumplicidade criminosa das potências imperialistas, bem como para divulgar a causa para o público brasileiro. A caravana é a segunda que sai do Brasil, e ficará lá até o dia 28/11. O grupo de brasileiros chegará no sábado em Argel, capital argelina, seguindo então para Tindouf, um conjunto de campos de refugiados na fronteira argelina com o Saara Ocidental, onde reside grande parte da população saaraiu, em situação de refúgio devido à ocupação marroquina, assim como a sede do governo em exílio da RASD. Para a Polisário, a organização das caravanas cumpre a importante função de divulgar a situação dos saarauis e construir a solidariedade internacional, especialmente em países como o Brasil, que ainda não reconhece oficialmente o Saara Ocidental e onde a causa é relativamente pouco conhecida.

  • Rússia veta resolução de cessar-fogo no Sudão e deixa a hipócrita "comunidade" internacional em "choque"

    Hoje (18/11), a Rússia vetou uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que solicitava um cessar-fogo imediato no Sudão. Atualmente, o Sudão enfrenta uma das piores crises humanitárias do mundo desde o início do conflito, em abril de 2023. Estima-se que mais de 11 milhões de pessoas tenham sido deslocadas, sendo 3,1 milhões refugiadas em outros países. Relatórios da ONU indicam que cerca de metade da população sudanesa, aproximadamente 25 milhões de pessoas, necessita de ajuda humanitária urgente devido à fome e à precariedade nos campos de deslocados. A proposta foi apresentada pelo Reino Unido e pela Serra Leoa, apelando ao fim imediato das hostilidades, à abertura de negociações para alcançar um cessar-fogo nacional e à implementação de pausas humanitárias para garantir a segurança dos civis e a entrega de ajuda humanitária. O Reino Unido e os Estados Unidos, em discursos inflamados, criticaram o veto russo como "cruel" – o que realmente é – e "inconcebível". Contudo, o que deveria ser uma manifestação coerente em defesa da paz evidencia, mais uma vez, o silêncio conveniente sobre vetos semelhantes por parte dos próprios aliados ocidentais, como os Estados Unidos, que vetaram, pelo que me lembro, três vezes o cessar-fogo israelense na Palestina. É fato que devemos criticar o veto russo; fato que queremos cessar-fogo tanto no Sudão quanto na Palestina e em todos os outros cantos do mundo; e fato que não há justificativa para um veto no Sudão, por mais que Dmitry Polyanskiy, representante adjunto da Rússia na ONU, tenha tentado justificar a decisão afirmando que “o conflito precisa ser resolvido pelas partes sudanesas”. Polyanskiy também acusou o Reino Unido de hipocrisia ao apontar o apoio britânico às ações de Israel em Gaza, caracterizando as críticas como um exemplo de “neocolonialismo”. – Bem, Polyanskiy também não está errado, mas vamos ao ponto. O secretário de Relações Exteriores britânico, David Lammy, classificou a postura russa como “cruel e cínica” e questionou: “Quantos mais precisarão morrer, quantas mulheres mais sofrerão violência e quantas crianças ficarão sem alimento até que a Rússia permita que ajamos?”. – Senhor Lammy, nós não vimos a mesma comoção quando os EUA vetaram consecutivas propostas de cessar-fogo justificando a ação como "apoio ao direito de defesa de Israel". É impossível ignorar a ironia contida nas críticas. Não há justificativa quando líderes mundiais podem interromper uma guerra e não o fazem, seja Biden, Trump, Macron, Keir Rodney Starmer ou Xi Jinping. Ao que parece, a questão central nunca é a defesa dos direitos humanos, mas a conveniência geopolítica e as alianças estratégicas. E quem paga o preço? – Claro que são os sudaneses, palestinos, congoleses, haitianos, e, até que chegue a nossa vez, pois, um dia, ela chegará. A tragédia no Sudão é real e urgente, assim como o genocídio na Palestina e todas as outras. Todos merecem respostas consistentes da comunidade internacional. É lindo ouvir os discursos no G20 sobre paz, fome e inclusão, mas são apenas discursos vazios em um estúdio cinematográfico para produção de belas imagens publicitárias para postar nas redes sociais. A verdade é que, por trás dos bastidores, o que se fala, o que se vê e o que se faz são coisas completamente diferentes. Enquanto o discurso global continuar ditado por interesses econômicos e políticos, as vítimas seguirão sendo invisíveis, tratadas como meras peças de um jogo de poder. Para que o Conselho de Segurança recupere sua credibilidade – se é que um dia teve –, é necessário romper com a lógica hipócrita e assegurar que os valores proclamados de paz e direitos humanos sejam aplicados de forma universal. Caso contrário, os vetos seguirão sendo instrumentos de manutenção do status quo, e os discursos inflamados, meras cortinas de fumaça para encobrir as verdadeiras prioridades das potências globais que brincam com nossas vidas.

  • O que estaria por trás da “intromissão” dos EUA na compra dos caças suecos?

    Recentemente, após a repercussão do pedido do Departamento de Justiça dos Estados Unidos por informações à empresa sueca Saab sobre a venda de 36 caças Gripen ao Brasil, o presidente Lula denunciou que a ação do governo americano era uma “intromissão” nos assuntos do Brasil e da Suécia. Em geral, tem-se enfatizado que esse pedido se deve a um inconformismo de Washington porque a Boeing perdeu a concorrência para a Saab na licitação, em 2014 – embora o negócio com os suecos fosse mais favorável ao Brasil, que garantia a transferência de tecnologia, ao contrário dos americanos. Pode-se aprofundar, contudo, o olhar sobre essa “intromissão” dos EUA por toda a indústria aeronáutica brasileira. Não se trata apenas da busca pelo contrato da venda de alguns caças. A Embraer (que quase foi entregue à Boeing há alguns anos) é dependente dos componentes para a fabricação de caças. Mesmo se tentar fabricar por conta própria, precisaria adquirir o motor dos EUA e o assento ejetável do Reino Unido, porque ela não tem tecnologia para produzi-los. Como o Gripen tem componentes de fabricação americana, e os Estados Unidos não transferem tecnologia para o Brasil, eles poderiam controlar o que nós podemos ou não comprar. Esse é apenas um dos milhares de artifícios que uma potência imperialista tem à sua disposição para impedir qualquer mínima tentativa de desenvolvimento econômico, industrial, científico, tecnológico e militar de um país como o Brasil. Além disso, como a Suécia agora é membro da OTAN – e a OTAN é um instrumento dos EUA –, ela fica refém dos americanos neste imbróglio montado por eles. Se o Departamento de Justiça dos EUA prosseguir com as “investigações” sobre a compra do Gripen, provavelmente terá sucesso em anulá-la, pois tanto o vendedor quanto o comprador tem a arma apontada para a sua cabeça. Dos 36 caças contratados, apenas oito já chegaram ao país. Polícia do mundo, os EUA se colocam na posição de investigar (e julgar) as negociações bilaterais de quaisquer países a partir do seu Foreign Corrupt Practices Act (FCPA). Como informou Arthur Banzatto em sua tese de doutorado pela UFSC, citada pela Carta Capital , o Brasil é o segundo país do mundo que mais sofre ações do FCPA (24 ações contra o Brasil), atrás apenas da China (43). A China, como é amplamente sabido, está envolvida em uma guerra comercial com os EUA há anos e é considerada a grande inimiga do país pelos responsáveis pela condução da política americana. Portanto, o que esse número de ações contra o Brasil poderia significar? Que nós também somos considerados um inimigo dos Estados Unidos. E um inimigo que precisa ser neutralizado. Henry Kissinger já se preocupava com as parcerias do Brasil com o “Sul Global” quando o Mercosul foi lançado, pois isso poderia “gerar uma potencial contenda entre Brasil e EUA sobre o futuro do Cone Sul”. Se Washington vê perigo no aumento do comércio brasileiro com seus vizinhos diretos, como não poderia enxergá-lo também – e ainda maior – no comércio com China, Rússia, África, Oriente Médio e Europa? A necessidade de manter o Brasil adestrado para que não entre em competição com os gigantescos monopólios empresariais americanos que dominam o mundo foi um dos (se não o) motivos-chave do golpe de 2016. Para realizá-lo, foi montada pelo Departamento de Justiça a Operação Lava Jato, que devastou a economia nacional, destruiu ainda mais a nossa indústria e faliu (direta ou indiretamente) empresas que competiam com o mercado estadunidense nas mais diversas áreas, desde a construção civil até a produção e extração de petróleo. Naquela época, nem mesmo a Dolly e a JBS foram poupadas. A sabotagem imperialista derrubou a Petrobras, prendeu o almirante Othon Pinheiro para melar nosso programa nuclear e boicotou a expansão da nossa plataforma continental. O Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Federal, aparelhados e infiltrados pela CIA e pelo FBI (como corroboram as investigações do jornalista Bob Fernandes) estiveram na linha de frente da empreitada americana. Em 2016, os procuradores da Operação Zelotes, instruídos pelos EUA, acusaram mesmo o então ex-presidente Lula de interferir indevidamente a favor da Saab na compra dos caças contra a concorrente Boeing. Os próprios acabaram reconhecendo, entre eles, que as acusações eram uma farsa. O inquérito foi arquivado por Ricardo Lewandowski em 2022. Apesar da volta de Lula ao governo, o Brasil não se recuperou de nada daquele período nefasto. A PF continua sendo uma polícia filial do FBI, a PM é equipada por Israel e o exército (doutrinado pelos EUA) depende da tecnologia da Starlink, de Elon Musk, que monitora a Amazônia. O Congresso continua infestado de políticos que viajam para os EUA para receber orientações de como atuar contra o Brasil, os EUA seguem espionando o governo e os cidadãos brasileiros, os jornais são meras sucursais da imprensa americana, as redes sociais que usamos pertencem a empresários vinculados com o governo dos EUA (vide agora o próprio Musk), ONGs financiadas pelos maiores bilionários americanos se infiltram nos movimentos sociais e no Ministério do Meio Ambiente para fazer pressão contra a exploração dos nossos recursos naturais e o dólar desestabiliza a nossa economia. Funcionários estadunidenses vêm ao Brasil para interferir em nossos assuntos e, lá fora, exigem alinhamento absoluto em troca de um suposto apoio para um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. São muitas as possibilidades para uma desestabilização completa do Brasil como a de 2012-2016, que culminou em um golpe de Estado. E, de fato, essa desestabilização já começou. Primeiro, porque naturalmente não é possível ter estabilidade para o proveito do povo brasileiro sendo uma semicolônia. Segundo, pois um governo com as características potenciais do de Lula não é aceitável para os EUA. Tanto é assim que Washington colocou o governo contra a parede tão logo ele assumiu. E agora, com uma Casa Branca que vê Lula como um aliado de “ditadores” e “terroristas”, essa pressão poderá ser sufocante. Os americanos “estão desconfortáveis com a posição do Brasil no conflito com Rússia e China”, na avaliação do ex-ministro Eugênio Aragão, que fazia parte do governo deposto pelos Estados Unidos oito anos atrás. Ele acredita que irão tentar uma nova Lava Jato a partir das investigações sobre a compra dos caças suecos. “Isso é bem possível” , disse à Carta Capital. A parceria com o BRICS e com a Nova Rota da Seda são essenciais para o Brasil reduzir a dependência do imperialismo americano, em particular no âmbito militar, de ciência e tecnologia. Já está muito claro que a “parceria” com os EUA e com os países da OTAN é uma armadilha que prende o Brasil numa senzala – ou no pelourinho. China, Rússia, Belarus, Irã e Índia são parceiros que podem suprir as necessidades imediatas de importação de materiais, transferir tecnologia e nos ajudar a ser autossuficientes. Contudo, uma sacudida na política interna é indispensável para possibilitar qualquer tentativa mais ousada na área externa. Não dá para buscar uma independência maior mantendo a farra dos banqueiros e o corte de gastos – inclusive em áreas como a educação, como quer a burguesia vassala .

  • Marina Silva: Promessas dos EUA para a Amazônia Devem Ser Compromisso de Estado, independente das mudanças políticas internas no país

    Em entrevista exclusiva ao Poder360, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, reforçou que as promessas feitas pelos Estados Unidos para apoiar a preservação da Amazônia devem ser encaradas como um compromisso de Estado, independente das mudanças políticas internas no país. Ela expressou preocupação com o impacto da possível vitória de Donald Trump nas eleições de 2024, mas afirmou que espera que os Estados Unidos honrem os compromissos já assumidos em relação à proteção da floresta. Marina destacou que o apoio internacional é fundamental para o Brasil continuar com suas políticas de preservação ambiental, mas sublinhou que a implementação de tais compromissos deve transcender os governos e ser respaldada por uma política de Estado estável, que garanta continuidade a longo prazo. A ministra também enfatizou a importância de garantir que a Amazônia continue sendo preservada, não apenas para o Brasil, mas para o mundo todo, dada sua importância global para o clima e a biodiversidade. As declarações foram feitas durante sua participação em encontros realizados no Rio de Janeiro, na véspera da Cúpula do G20, e refletem a expectativa do governo brasileiro de uma ação internacional mais robusta para a proteção da Amazônia e do meio ambiente em geral.

  • Lula lança Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza no G20

    Na abertura da Cúpula dos Chefes de Estado do G20, realizada no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, uma iniciativa lançada pelo Brasil com o objetivo de combater a fome, a pobreza e as desigualdades no cenário global. Em seu discurso, Lula destacou que 733 milhões de pessoas ainda sofrem com a subnutrição , comparável à soma da população de países como Brasil, México, Alemanha, Reino Unido, África do Sul e Canadá. Ele enfatizou que a fome não é consequência de escassez, mas sim de decisões políticas que perpetuam a exclusão social. A Aliança, já com adesão de 81 países e diversas organizações internacionais, tem como foco a criação de políticas públicas eficazes e fontes de financiamento para erradicar a pobreza e a fome. Lula ressaltou que a luta contra essas desigualdades é essencial para a construção de um mundo mais justo e pacífico, refletindo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. O Presidente reforçou a importância da colaboração internacional para resolver essas questões e avançar na erradicação da fome no Brasil e no mundo. Durante a Cúpula, Lula também destacou outros eixos centrais da presidência brasileira no G20, como a sustentabilidade ambiental e a reforma da governança global, propondo uma taxação global dos super-ricos para financiar o combate à desigualdade e enfrentar as mudanças climáticas. A proposta encontra resistência de algumas nações, como Estados Unidos e Alemanha, embora tenha o apoio de países como França e Colômbia. A cúpula também destacou a importância de integrar as contribuições da sociedade civil no processo decisório, por meio do G20 Social, que reuniu organizações e especialistas para elaborar um documento a ser anexado ao comunicado final do encontro.

  • Lula afirma que “Governos precisam romper com dissonância entre a voz dos mercados e a voz das ruas”

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva concluiu, neste sábado (16), a Cúpula do G20 Social no Rio de Janeiro, destacando a importância de ouvir as vozes da sociedade civil nas decisões globais. Durante a cerimônia, ele recebeu um documento com as deliberações do evento, que reflete um ano de construção participativa com movimentos sociais e organizações. O documento final propõe ações em três áreas principais: combate à fome, à pobreza e à desigualdade; reforma da governança global; e promoção do desenvolvimento sustentável. Lula, ao falar sobre a luta contra a fome, destacou que este problema só será resolvido quando tratado como uma questão política, e não apenas social. "Enquanto a fome for só um assunto social, ela não será tratada com o devido respeito", afirmou. O presidente também se comprometeu a levar essas questões adiante durante a Cúpula de Líderes do G20, que ocorrerá nos dias 18 e 19 de novembro. O evento, que reuniu mais de 50 mil pessoas, incluindo 17 mil participantes ativos, foi um marco histórico, com a criação do "pilar social" no G20, pela primeira vez. Lula ressaltou que o Brasil, ao assumir a presidência do grupo, teve o papel de dar voz às demandas da sociedade civil, algo essencial para a construção de um mundo mais justo e democrático. Lula também reforçou que os governos precisam romper com a dissonância crescente entre os interesses dos mercados financeiros e as necessidades das ruas. "Se não rompermos com essa desconexão, as mudanças não acontecem", alertou o presidente. A Cúpula do G20 Social representou, assim, um passo importante para uma maior inclusão de demandas sociais nas agendas políticas globais, e Lula enfatizou que a mobilização deve continuar ao longo do ano, pressionando os líderes mundiais para que atendam às necessidades urgentes da população mundial.

  • Operação resgata seis trabalhadores em condições análogas à escravidão na Bahia

    Na última quarta-feira (13/11), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), em parceria com o Ministério do Trabalho, finalizou uma operação de combate ao trabalho escravo que resultou no resgate de seis trabalhadores em condições análogas à escravidão. A ação, que durou três dias, ocorreu nas cidades de Salvador e Lauro de Freitas e buscou coibir práticas de exploração laboral e garantir os direitos dos trabalhadores. Durante a operação, as equipes de fiscalização encontraram os trabalhadores submetidos a condições precárias, sem qualquer garantia de direitos trabalhistas ou medidas básicas de segurança e saúde. A ação teve como objetivo principal assegurar a retirada imediata dos trabalhadores dos locais onde estavam sendo explorados, além de realizar os procedimentos necessários para garantir o cumprimento dos direitos trabalhistas e o acesso à assistência necessária. As autoridades envolvidas ressaltam que o combate ao trabalho em condições análogas à escravidão é uma prioridade e exige ações articuladas e frequentes. Além de resgatar trabalhadores vulneráveis, operações como essa contribuem para a responsabilização dos envolvidos e para a conscientização da sociedade sobre a gravidade do problema. AGÊNCIA GOV

  • No contexto de manifestações intensificadas após as eleições em Moçambique, a polícia bloqueia marcha de professores

    Um protesto pacífico de professores em Maputo, Moçambique, foi interrompido pela Polícia da República de Moçambique, gerando controvérsia e indignação entre os participantes. Os professores, que reivindicavam melhores condições de trabalho, pagamento de horas extras e maior valorização da profissão, se reuniram nas proximidades do Instituto Comercial, na avenida 24 de Julho. De acordo com relatos de professores presentes, a manifestação foi dispersada pelas autoridades utilizando gás lacrimogéneo, causando caos e confusão. Um dos docentes afirmou: “Estão atirando em nós com gás lacrimogéneo, impedindo a nossa manifestação, sem nenhum motivo. Isto é inadmissível.” A marcha havia sido previamente comunicada ao Município de Maputo e às autoridades policiais, que deveriam assegurar o direito constitucional à manifestação pacífica. Apesar disso, a ação policial resultou na detenção de alguns participantes, incluindo um representante da Associação Nacional dos Professores Moçambicanos (ANAPRO). Os educadores manifestaram descontentamento com a falta de diálogo do governo e classificaram a repressão como uma violação dos direitos fundamentais de reunião e manifestação. A comunidade educativa também expressou solidariedade, destacando que a violência policial agrava as tensões já existentes entre os professores e as autoridades. O incidente levanta preocupações sobre a liberdade de expressão e os direitos laborais em Moçambique, e aguarda-se uma resposta oficial por parte do governo às demandas dos docentes.

  • Kim Jong Un alerta para o risco de Terceira Guerra Mundial devido à atuação dos EUA na Ucrânia

    O líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, acusou os Estados Unidos de utilizarem a Ucrânia como uma força avançada em sua guerra contra a Rússia, o que, segundo ele, pode levar a um conflito de escala global. Em discurso divulgado pela agência estatal KCNA, Kim afirmou que o envolvimento militar dos EUA visa expandir sua influência e testar suas capacidades intervencionistas no cenário internacional. O líder norte-coreano destacou que a contínua assistência militar americana à Ucrânia e a outros aliados, como Israel, contribui para agravar tensões globais, aumentando o risco de uma Terceira Guerra Mundial. "Enquanto os belicistas dos EUA continuam a armar seus aliados, a situação de segurança internacional se torna cada vez mais instável", enfatizou Kim. O alerta de Kim ocorre em meio a relatos de que os EUA autorizaram o uso de mísseis de longo alcance, como os ATACMS, por parte da Ucrânia para operações dentro do território russo. O presidente russo, Vladimir Putin, também se pronunciou sobre a escalada, alertando que tais ações poderiam ser interpretadas como uma guerra direta da OTAN contra a Rússia. Pyongyang reafirma seu posicionamento ao lado de Moscou, alertando o Ocidente que intensificar o apoio militar à Ucrânia seria um "suicídio estratégico".

  • Resistência palestina elimina 30 soldados israelenses na Faixa de Gaza nas últimas semanas

    Nas últimas cinco semanas, combatentes da resistência palestina causaram a morte de mais de 30 soldados e oficiais israelenses em intensos confrontos no campo de refugiados de Jabalia, no norte da Faixa de Gaza. A informação foi divulgada pela agência de notícias palestina Shehab News, com base em reportagens da mídia israelense. Em outro incidente em Beit Lahyia, também no norte de Gaza, dois soldados israelenses foram mortos por um combatente palestino que emergiu de um túnel após a área ser alvo de bombardeios israelenses massivos, segundo o canal 14 israelense. Nos últimos dias, as Brigadas Al-Qassam, braço armado do movimento HAMAS, divulgaram detalhes de uma operação em Beit Lahyia, onde sete soldados israelenses foram abatidos com o uso de projéteis anti-fortificados e armas de fogo a curta distância. As Brigadas publicaram imagens de uma ação militar que destruiu veículos e tanques israelenses Merkava em Jabalia. Especialistas militares indicam que a resistência palestina tem infligido baixas substanciais às forças de ocupação, apesar de o exército israelense minimizar as cifras. Esses eventos ressaltam as perdas significativas enfrentadas por Israel em Gaza, com críticas crescentes na mídia israelense sobre a gestão da ofensiva militar e a ocultação de dados reais sobre as baixas.

bottom of page