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- Forças De Ocupação Israelenses Atacam Cidade De Tulkarm, Na Cisjordânia Ocupada
Forças de ocupação israelense invadiram a cidade de Tulkarm, no norte da Cisjordânia, e o campo de refugiados adjacente de Nur Shams, a leste dela, esta noite, de acordo com fontes locais. O correspondente da WAFA informou que o exército israelense entrou na cidade, acompanhadas por duas escavadeiras. Dirigiram-se para o campo de refugiados de Nur Shams, impondo um cerco rigoroso e fechando as principais entradas do campo. Simultaneamente, as forças de ocupação impuseram um toque de recolher obrigatório e impediram os residentes de regressarem às suas casas, além de proibirem a entrada ou saída de veículos. Houve confrontos durante o cerco, resultando em um jovem ferido e transferido para tratamento médico. As forças israelenses também invadiram casas, realizaram buscas e inspecionaram telefones móveis dos residentes. Uma casa na entrada do campo foi demolida para permitir a entrada das forças de ocupação, enquanto postes e fios elétricos ao longo da rua principal foram arrancados, causando impedindo o fornecimento de energia em partes da área.
- A Guerra Do Sionismo Contra Os Movimentos Afro-Americanos
As décadas de 1960 e 1970 foram marcadas por conflitos entre grupos afro-americanos que lutavam pelo reconhecimento de seus direitos civis e grupos extremistas de cristãos brancos, que perpetravam ataques terroristas para impedir que tais direitos fossem concedidos. Além disso, um grupo sionista em Nova York surgiu para inflamar ainda mais uma situação já tensa. Atiçando a fogueira com gasolina, um jornal no Brooklyn, o The Jewish Press, tirou proveito da tensão racial para lucrar enormes quantias de dinheiro inundando suas páginas com mentiras sobre ataques de negros e latinos contra as populações judaicas de Nova York. O responsável por essa agitação era um jovem rabino sionista estadunidense do Queens chamado Meir Kahane. Baseado em suas próprias mentiras, Kahane fundou a Liga de Defesa Judaica (JDL), cuja missão, como afirmava, era proteger a comunidade judaica da "violência negra", embora isso fosse apenas um disfarce para seu verdadeiro objetivo: buscar destaque na esfera pública e enriquecimento financeiro. Incentivadas pela desinformação fabricada pelo rabino, as mentiras se tornaram realidade e as comunidades afro, latina e judaica, agora temerosas umas das outras, passaram a disputar sua rivalidade não apenas por influência política, mas também nas ruas de Nova York. O governo dos EUA estava ciente dos métodos operacionais da JDL, pois seu fundador e líder atuava tanto para a CIA quanto para o FBI, monitorando grupos estudantis de esquerda e promovendo a visão do governo americano a favor da guerra no Vietnã entre os judeus de Nova York. (FRIEDMAN, 1990) Pelos seus ataques direcionados contra as comunidades afro, Kahane e a JDL passaram a ser apoiados por grupos supremacistas cristãos brancos, como a Ku Klux Klan [1] . A relação íntima entre os supremacistas brancos judeus e cristãos não preocupava as autoridades, já que ambos se opunham aos movimentos afro e latino, vistos como um "perigo real" para o governo Nixon, que estava mais preocupado com Luther King, Malcom-X e, do lado latino, diretamente com Fidel Castro (ACOSTA, 2017). O alerta do governo só foi acionado quando os terroristas da JDL começaram a atacar alvos soviéticos, como os ataques com bombas e tiros contra a Embaixada Soviética nos EUA em 1970. Posteriormente, Kahane admitiu publicamente que a JDL "bombardeou a missão russa em Nova York, a missão cultural russa em Washington em 1970, bem como os escritórios comerciais soviéticos". (FRIEDMAN, 1990) O que Nixon não sabia era que os ataques e a campanha antissoviética eram coordenados pelo Mossad e o futuro primeiro-ministro de Israel, Yitzhak Shamir. O financiamento para esses ataques vinha de judeus ricos dos EUA e de Israel, muitos dos quais haviam acumulado riquezas por meio de atividades mafiosas, como Bernard Bergman. Amigo da família Kahane, Bergman mais tarde se tornaria um dos judeus mais ricos e poderosos do mundo, fazendo fortunas com o contrabando de bebidas, gerenciando bordéis e instituições para idosos que, segundo a mãe de Kahane, eram "guardados em freezers para que ele pudesse receber o auxílio da família" (FRIEDMAN, 1990). Enquanto a JDL aumentava os ataques contra os soviéticos, a tensão com a comunidade afro-americana intensificava-se. O rabino do Queens encontrou no jovem líder militante negro James Forman o antagonista de suas acusações e passou a atacá-lo publicamente. Em maio de 1969, Forman convocou uma marcha em Manhattan para exigir reparações pelos danos que a JDL havia causado nos bairros negros. Em resposta, Kahane cercou o templo religioso de onde partiria a marcha, acompanhado por jovens armados. O confronto midiático contribuiu para elevar o status da JDL e a respeitabilidade de Meir Kahane entre os sionistas (BURACK, 2019). À medida que intensificava o conflito com os negros, Kahane começou a receber ameaças de morte, supostamente assinadas pelos "Panteras Negras". Robert Friedman, autor do livro "False Prophets", revelou em sua obra, após entrevistas com familiares e amigos de Kahane, que na verdade essas cartas e ameaças vinham de agentes do FBI. Os agentes do governo estavam explorando o conflito entre negros e judeus para enfraquecer os movimentos negros e legitimar as políticas segregacionistas dos EUA. "Colocar grupos extremistas uns contra os outros como gladiadores na Roma antiga foi uma tática testada e comprovada do FBI. Hoover deve ter adorado a ideia de usar Kahane para atacar os Panteras, a quem certa vez chamou de 'a maior ameaça à segurança interna do país'." (FRIEDMAN, 1990) Por um lado, o FBI enviava ameaças a Kahane; por outro lado, enviava "relatórios" para ele sobre supostas atividades antissionistas dos membros dos Panteras. Kahane rapidamente compartilhou os "fatos" do FBI em sua coluna na imprensa judaica, "Spotlight on Extremism", que se tornou uma plataforma para suas narrativas. Em maio de 1970, durante uma coletiva de imprensa, Kahane anunciou que o JDL iria organizar uma manifestação armada contra os Panteras Negras em seu próprio território, no Harlem. No dia 8 daquele mês, o JDL e Kahane confrontaram os Panteras, mas foram escorraçados e fugiram. (JTA, 2023) Na década de 1980, um estudo do FBI sobre atos terroristas nos Estados Unidos (de 1981 a 1985) revelou que, dos 18 incidentes iniciados por judeus, 15 estavam relacionados ao fundamentalismo de Kahane e membros do JDL. No ano seguinte, em um novo estudo sobre "terrorismo doméstico", o Departamento de Energia concluiu que, por mais de uma década, a Liga de Defesa Judaica foi um dos grupos terroristas mais ativos nos Estados Unidos. Desde 1968, as operações do JDL resultaram e sete mortes e no ferimento de pelo menos 22 pessoas. O governo dos EUA, ao tentar atingir os movimentos afro-americanos, viu suas ações se voltarem contra si, tornando a situação insustentável. Kahane enfrentou processos por vários crimes de terrorismo e, ao se declarar culpado, mudou-se para Israel, onde prosseguiu com seu programa racista fundando seu próprio partido, o Kach, que agora direcionava seus ataques contra as comunidades palestinas e até mesmo contra os judeus etíopes (negros) em Israel. Em 1984, o Comitê Eleitoral Central de Israel o proibiu de concorrer a cargos públicos, argumentando que o Kach era um partido racista. No entanto, a Suprema Corte de Israel anulou essa proibição, indicando que o comitê não tinha autoridade para impedi-lo de se candidatar. Meir Kahane foi eleito para o Knesset nesse mesmo ano. Em 5 de novembro de 1990, Meir Kahane foi assassinado após fazer um discurso na cidade de Nova Iorque. O principal suspeito, El Sayyid Nosair, um cidadão americano nascido no Egito, foi posteriormente absolvido do assassinato, mas condenado por porte de arma. Após a morte de Meir Kahane, o Kach foi liderado por seu filho, Binyamin Ze'ev Kahane, mas, depois de uma série de ataques terroristas cometidos por membros do partido, as autoridades israelenses decidiram proibir o Kach de operar legalmente. Como resultado, o partido foi dissolvido e seus membros foram proibidos de participar de atividades políticas sob o nome do Kach. O Kahanismo tornou-se uma das linhas mais violentas e extremistas em Israel e nos Estados Unidos. Em 1994, um judeu também americano, Baruch Goldstein, entrou armado na Mesquita de Abraão em Hebron e fuzilou pelas costas mais de 90 pessoas que estavam ajoelhadas em oração. Atualmente, embora o Kach não exista mais como partido oficial, o kahanismo e sua ideologia racista permanecem vivos dentro dos movimentos sionistas mais extremos, como no partido Otzma Yehudit, fundado pelo kahanista Itamar Ben-Gvir, que atualmente é Ministro da Segurança Nacional de Israel, sendo os braços direito e esquerdo do governo de Benjamin Netanyahu. Referências ACOSTA, T. D. Un internto de revancha: Estados Unidos vs. Cuba (1969-1974) . Editorial de Ciencias Sociales. Havana. 2017. BURACK, E. Rabbi Meir Kahane and Israel’s far right, explained . The Times of Israel. Jerusalém. 2019. FRIEDMAN, R. I. The False Prophet: Rabbi Meir Kahane-From FBI Informant to Knesset Member . London. 1990. JTA. Jdl Holds Rally in Harlem to Protest Black Panther Anti-semitism; Clash Erupts . Jewish Telegraphic Agency. New York. 2023. [1] A Ku Klux Klan (KKK) é uma organização extremista nos EUA, associada a atividades ilegais e crimes de ódio ao longo da história. Embora a Constituição garanta liberdade de expressão, incitação à violência e ameaças à segurança pública podem levar a intervenções legais. Assim, embora a KKK exista, suas atividades estão sujeitas à lei, com atos ilegais sujeitos a investigações e processos legais.
- Foram Necessários 76 Anos E 6 Meses Para Condenar Israel, Enquanto Apenas 24 Horas Bastaram Para Condenar O Irã
O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, expressou preocupação durante a reunião de emergência do Conselho de Segurança, convocada a pedido de Israel após o lançamento de projéteis pelo Irã. Guterres alertou que o Oriente Médio está à beira de um conflito total e enfatizou a necessidade de desarmamento e redução da escalada. – É sério que teremos que desenhar para o senhor Secretário-Geral que o Oriente Médio já está afundado em um conflito total desde que o britânico Mark Sykes e o francês François Georges-Picot se sentaram à mesa em 1916 para esquartejar o Oriente Médio e dividir os espólios do Império Otomano? – É sério que teremos que dizer mais uma vez que há tantas décadas estamos implorando para que os EUA e a Europa parem de armar Israel? O Senhor Secretário-Geral destacou ainda que as populações da região enfrentam um perigo real de guerra e instou à máxima moderação. – Moderação? – Por acaso, bombardear hospitais, universidades, mesquitas e casas é moderado? Ainda mais bizarro, foi Guterres dizer que o contra-ataque do Irã violou a Carta das Nações ao lançar drones, mísseis de cruzeiro e balísticos contra Israel. Para tentar entender o ponto de vista do senhor secretário-geral, vejamos o que diz o artigo 51 da presente Carta das Nações, ao qual o Irã pautou a legitimidade de seu contra-ataque: ARTIGO 51 - Nada na presente Carta prejudicará o direito inerente de legítima defesa individual ou coletiva no caso de ocorrer um ataque armado contra um Membro das Nações Unidas, até que o Conselho de Segurança tenha tomado as medidas necessárias para a manutenção da paz e da segurança internacionais. As medidas tomadas pelos Membros no exercício desse direito de legítima defesa serão comunicadas imediatamente ao Conselho de Segurança e não deverão, de modo algum, atingir a autoridade e a responsabilidade que a presente Carta atribui ao Conselho para levar a efeito, em qualquer tempo, a ação que julgar necessária à manutenção ou ao restabelecimento da paz e da segurança internacionais. Mesmo para qualquer leigo no assunto, está claro que a República Islâmica do Irã agiu sob legitima defesa, afinal em 1 de abril Israel bombardeou seu consulado na Síria matando sete pessoas. O Irã é membro da ONU desde 1945, enquanto Israel foi admitido em 1949 sob as condições de acatar o direito de retorno dos palestinos, resolução 194 que nunca foi cumprida. Israel alega o direito de defesa contra o Hamas, mas não assume a responsabilidade por seus ataques, ao contrário do Irã, que comunicou ao Conselho de Segurança e assumiu a autoria dias antes que seus mísseis atingissem o solo ocupado. Ao que parece, Guterres não leu a Carta das Nações, ou já escolheu um lado e tudo o resto que fala sobre os palestinos não passa de encenação frente às câmeras “civilizadas” do ocidente. Há seis meses, Israel bombardeia civis palestinos sob a alegação de legítima defesa, a mesma alegação que o Irã usou essa semana, porém, para direcionar o ataque contra alvos militares – mas adivinha quem foi condenado em 24h. Na verdade, desde 1948 Israel comete os mesmos crimes de lesa humanidade. Além disso, Israel pratica um regime de apartheid há 76 anos, o que é considerado crime desde 1973. Organizações internacionais como a Human Rights Watch e a Anistia Internacional já declararam que Israel é praticante desse regime racista, mas, mesmo após décadas nunca foi condenada pela ONU. Em 1948, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou os direitos humanos inalienáveis pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, que Israel assinou para ser admitido. Direitos que Israel nunca teve intenção de cumprir. Direitos esses como igualdade, liberdade, dignidade, proibição de tortura, julgamento justo, manifestação pacífica, acesso à saúde e direito à vida, que Israel viola diariamente sem ser condenado. Na mesma reunião de amigos nas “nações unidas por Israel”, o Secretário-Geral enfatizou a importância de evitar grandes confrontos militares e o sofrimento dos civis, pedindo ação coletiva do Conselho para garantir um cessar-fogo humanitário em Gaza, a libertação de reféns e a entrega de ajuda humanitária. – Mas já não foi aceito (depois de seis meses) um cessar-fogo e a entrega de ajuda humanitária, fato que mais uma vez Israel Ignorou? Guterres também destacou a necessidade de acabar com a violência na Cisjordânia ocupada para evitar tensões ao longo das fronteiras da Linha Verde. – Mas não foram as fronteiras às quais essa mesma ONU vendeu a Palestina para os euro-judeus e, antes deles, sua antecessora, a Liga das Nações, vendeu aos britânicos? – Não seria essa mesma fronteira que Israel ultrapassa todos os dias com seus assentamentos, os quais também são considerados ilegais pela mesma ONU? – Não são as fronteiras que Israel impede os palestinos de Gaza de sair? – Nos poupe, Guterres, Israel já ultrapassou todas as linhas, sejam elas verdes ou vermelhas. Demorar 76 anos e seis meses para condenar Israel e menos de 24 horas para condenar o Irã é um recado que soa alto e claro: A ONU falhou na defesa dos direitos humanos.
- Ruhollah Khomeini "deus não me deu um coração para desistir"
Ruhollah Khomeini foi um líder religioso e político iraniano, conhecido por sua influência na Revolução Islâmica de 1979, que levou à queda do regime do xá Mohammad Reza Pahlavi e ao estabelecimento da República Islâmica do Irã. Nasceu em 24 de setembro de 1902, na cidade de Khomeyn, no Irã. Desde jovem, Khomeini estudou islã e teologia, tornando-se um clérigo respeitado e influente. Durante as décadas de 1960 e 1970, Khomeini emergiu como um crítico ferrenho do xá Reza Pahlavi e de seu regime autocrático. Ele denunciou as políticas de modernização e ocidentalização impostas pelo xá, que considerava contrárias aos valores islâmicos e prejudiciais à cultura e identidade iranianas. Em 1963, Khomeini foi preso após criticar o governo em um discurso público. Esse evento desencadeou protestos em todo o Irã e solidificou sua posição como líder da oposição. Após sua libertação, ele continuou a desafiar o regime do xá por meio de sermões, escritos e pronunciamentos públicos. A revolução finalmente eclodiu em 1979, impulsionada pela insatisfação generalizada com o governo do xá, a repressão política e econômica e a crescente desigualdade social. Khomeini emergiu como o líder espiritual e político da revolução, unindo diversas facções de oposição em torno de sua visão de um estado islâmico baseado nos princípios da lei religiosa (sharia). Após o triunfo da Revolução Islâmica em fevereiro de 1979, Khomeini retornou triunfante do exílio e estabeleceu um novo governo islâmico no Irã. Ele foi nomeado Líder Supremo da República Islâmica do Irã, uma posição de autoridade máxima que ele ocupou até sua morte em 3 de junho de 1989. Como Líder Supremo, Khomeini exerceu uma influência significativa sobre todos os aspectos da vida política, social e religiosa do Irã. Ele supervisionou a implementação de políticas islâmicas rigorosas e uma série de reformas revolucionárias, incluindo a nacionalização de indústrias e a reforma agrária. No entanto, o governo de Khomeini também foi marcado por repressão política e violações dos direitos humanos, incluindo execuções em massa de opositores políticos e dissidentes. Sua liderança foi caracterizada por um fervoroso anti-imperialismo e uma política externa que desafiou os interesses ocidentais na região. Apesar das controvérsias e críticas ao seu governo, Ruhollah Khomeini é amplamente reverenciado no Irã como o arquiteto da Revolução Islâmica e um defensor dos valores islâmicos e da soberania nacional. Seu legado continua a influenciar a política e a sociedade iranianas até os dias de hoje.
- O presidente dos eua, Joe Biden, condenou os ataques de drones iranianos contra instalações militares em israel, reiterando o apoio “ferrenho” de Washington e uma resposta coordenada do G7
Biden encurtou uma viagem a Delaware e voltou à capital dos EUA para se encontrar com conselheiros após o ataque na noite de sábado, informou a Casa Branca em comunicado. O comunicado afirma que as forças e instalações dos EUA não foram atingidas, acrescentando que os EUA ajudaram Israel a derrubar “quase todos” os drones e mísseis de ataque. O presidente dos EUA também reiterou o apoio “ferrenho” à segurança de Israel numa chamada com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, com quem manteve relações tensas devido à forma como Israel lidou com a guerra em Gaza. “Amanhã, convocarei os meus colegas líderes do G7 para coordenar uma resposta diplomática unida ao ataque descarado do Irã”, disse ele. O Irão lançou drones explosivos e disparou mísseis contra Israel na noite de sábado, no seu primeiro ataque direto ao território israelita, um ataque de retaliação que aumentou a ameaça de um conflito regional mais amplo. Teerã havia prometido retaliar pelo ataque de Israel ao complexo da embaixada do Irã na semana passada em Damasco, que matou um comandante sênior da Força Quds no exterior do Corpo da Guarda Revolucionária Iraniana e seis outros oficiais. Biden disse que instruiu os militares dos EUA a mover aeronaves e destroieres de defesa contra mísseis balísticos para a região na semana passada. “Graças a estas mobilizações e à extraordinária habilidade dos nossos militares, ajudamos Israel a derrubar quase todos os drones e mísseis que chegavam”, disse ele. Biden disse que sua equipe se coordenaria com seus homólogos em toda a região e manteria contato próximo com os líderes de Israel. “E embora não tenhamos visto ataques às nossas forças ou instalações hoje, permaneceremos vigilantes a todas as ameaças e não hesitaremos em tomar todas as medidas necessárias para proteger o nosso povo”, disse ele. No sábado, Biden encontrou-se com os seus principais responsáveis de segurança na Sala de Situação da Casa Branca, incluindo o secretário de Estado Antony Blinken, o secretário da Defesa Lloyd Austin e o diretor da CIA William Burns.
- "O governo terrorista dos eua é avisado: qualquer apoio ou participação em prejudicar os interesses do irã será seguido por uma resposta decisiva e lamentável por parte das forças armadas do irã"
O ministro da Defesa do Irã, Mohammad Reza Gharaei Ashtiani, fez um alerta enfático, declarando que qualquer país que permita ataques de Israel a partir de seu território enfrentará uma resposta firme. Na noite de hoje (13 de abril), o Irã realizou um contra-ataque com mísseis e drones contra Israel. A Guarda Revolucionária Iraniana denominou o ataque como uma retaliação esperada desde que Israel bombardeou o consulado iraniana em Damasco, na Síria, resultando na morte de sete pessoas e ferimentos em dezenas de outras. A agência de notícias iraniana Fars citou uma fonte que indicou que Teerã estava monitorando de perto as ações da Jordânia, alertando que poderia se tornar "o próximo alvo" caso tomasse qualquer medida pró-Israel. "A resposta do Irã será significativamente mais severa se o regime israelense cometer outro erro", afirmou a missão iraniana nas Nações Unidas, ao mesmo tempo em que alertava os EUA para "manterem distância". No entanto, também declarou que o Irã considerava o assunto encerrado. O líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, escreveu em sua conta X que "o malicioso regime sionista será punido", acrescentando em um vídeo anexo: "Atacar nosso consulado é como atacar nosso solo... Deve ser punido, e será". Em um comunicado divulgado pela agência de notícias estatal iraniana IRNA, a Guarda Revolucionária paramilitar do país reconheceu o lançamento de "dezenas de drones e mísseis contra os territórios ocupados e posições do regime sionista". Numa declaração posterior, a Guarda Revolucionária emitiu um aviso direto aos EUA: "O governo terrorista dos EUA é avisado de que qualquer apoio ou participação em prejudicar os interesses do Irã será seguido por uma resposta decisiva e lamentável por parte das forças armadas do Irã". MOHAMMAD REZA GHARAEI ASHTIANI, MINISTRO DA DEFESA DO IRÃ
- A Política Anti-Palestina Da Alemanha Proibiu A Entrada Do Médico Palestino-Britânico Ghassan Abu Sittah No País, Onde Ele Estava Agendado Para Discutir O Genocídio Em Uma Conferência Em Berlim
O médico palestino-britânico Ghassan Abu Sittah foi barrado de entrar na Alemanha, onde estava programado para falar em uma conferência pró-Palestina em Berlim. A conferência foi cancelada, e Abu Sittah foi detido no aeroporto de Berlim, incapaz de comparecer. Ele, que também foi recentemente nomeado reitor da Universidade de Glasgow, expressou sua frustração no Twitter, afirmando que o governo alemão o impediu de entrar no país, silenciando uma testemunha do genocídio em curso em Gaza. Ele mencionou um processo judicial contra a Alemanha devido ao seu apoio a Israel como parte do motivo por trás da proibição. Abu Sittah, que enfrentou bombardeamentos e dificuldades para sair de Gaza, tornou-se uma figura proeminente no tratamento de vítimas palestinas. Ele destacou a escassez médica enfrentada pelos profissionais de saúde em Gaza durante o período de 44 dias em que tratou pacientes, inclusive recorrendo a recursos improvisados como vinagre para realizar cirurgias. Ele deveria falar sobre essas experiências na "Conferência Palestina", que tem sido alvo de críticas de grupos pró-Israel na Alemanha. A Conferência Palestina em Berlim foi cancelada pela polícia após apenas um orador, o jornalista e ativista palestino Hebh Jamal, ter tido a oportunidade de falar. A polícia cortou a eletricidade do local e ameaçou os participantes, indicando que iriam processá-los. Desde os eventos de 7 de outubro e o ataque subsequente de Israel a Gaza, uma atmosfera anti-palestina tem prevalecido na Alemanha. Restrições severas foram impostas às manifestações, incluindo a proibição da exibição da bandeira palestina ou o uso do keffiyeh.
- Bombardeios Varrem Todo Território Da Faixa De Gaza Hoje, Resultando Em Mais De 10 Mortes E Dezenas De Feridos
Hoje, pelo menos 10 civis foram mortos e vários ficaram feridos em bombardeios israelenses em várias áreas da Faixa de Gaza. Um ataque visou uma casa na cidade de Gaza, matando cinco civis e ferindo outros 30. Outros dois civis foram mortos e vários ficaram feridos em um bombardeio no norte do campo de Nuseirat. Relatos de fontes médicas indicam que mais civis, incluindo crianças e mulheres, foram mortos e feridos em Beit Hanoun, no norte. Tanques e veículos militares israelenses também foram vistos invadindo uma casa na Faixa central. A manhã começou com intensos ataques aéreos sobre Deir al-Balah, e os corpos de 10 pessoas foram recuperados em diversas áreas de Khan Yunis.
- Quem Somos Nós
Kim Il-sung (1912-1994) foi o fundador e o primeiro líder da Coreia do Norte, servindo como seu presidente de 1948 até sua morte em 1994. Ele nasceu Kim Song-ju em 15 de abril de 1912, em Mangyongdae, uma aldeia próxima à capital Pyongyang, que estava sob domínio japonês na época. Desde jovem, Kim Il-sung esteve envolvido em atividades políticas e nacionalistas, participando de movimentos de resistência contra o domínio japonês na Coreia. Durante a Segunda Guerra Mundial, ele liderou unidades guerrilheiras contra as forças japonesas na Manchúria. Após a rendição japonesa em 1945, Kim emergiu como uma figura proeminente na política coreana, liderando o Partido dos Trabalhadores da Coreia e estabelecendo a República Popular Democrática da Coreia (Coreia do Norte) em 1948, com o apoio da União Soviética. Kim Il-sung promoveu uma ideologia conhecida como "Juche", que enfatiza a autossuficiência e a independência nacional, ao mesmo tempo em que mantinha um culto à personalidade em torno de si mesmo. Ele estabeleceu um regime totalitário com controle absoluto sobre todos os aspectos da vida na Coreia do Norte. Durante seu governo, Kim promoveu uma série de políticas econômicas e sociais, incluindo a coletivização da agricultura e a industrialização forçada, mas muitas dessas políticas resultaram em fracassos econômicos e privações para o povo norte-coreano. Externamente, Kim Il-sung buscou unificar a península coreana sob o domínio comunista, liderando a invasão da Coreia do Sul em 1950, desencadeando a Guerra da Coreia. Apesar de inicialmente obter sucesso territorial, o conflito terminou em um impasse e um armistício em 1953. Apesar das críticas e sanções internacionais, Kim Il-sung continuou a governar a Coreia do Norte até sua morte em 8 de julho de 1994. Ele foi sucedido por seu filho Kim Jong-il, que por sua vez foi sucedido por seu neto Kim Jong-un, mantendo a dinastia Kim no poder.
- Cerca De 14 Prisioneiros Palestinos Morreram Em Prisões Israelenses Desde 7 De Outubro, Em Decorrência De Tortura, Maus-Tratos, Privação De Alimentos E Negligência Médica
A Sociedade de Prisioneiros Palestinos (PPS) anunciou hoje (8 de março) que o número total de prisioneiros e detentos palestinos que faleceram nas prisões israelenses desde 7 de outubro aumentou para 14. Estas mortes resultaram de tortura, abuso, privação de alimentos, negligência médica, sendo a mais recente o caso de Walid Daqqa. O PPS declarou em comunicado que os meios de comunicação da ocupação divulgaram o assassinato de detentos da Faixa de Gaza em prisões de ocupação. Até o momento, as autoridades de ocupação se recusaram a revelar suas identidades, mantendo-se numa contínua prática de desaparecimento forçado contra os detentos de Gaza após 7 de outubro.
- Soldados De Israel Impedem O Chamado Para Oração E Restringem Os Fiéis De Realizar Suas Orações Em Bethlehem (Belém), Na Palestina
Rami Hamamra, Diretor do Conselho da Aldeia de Husan, relatou que as autoridades de ocupação israelenses proibiram o chamado para as orações e impediram os fiéis de realizar as orações de Isha e Tarawih na Mesquita de Abu Bakr. Ele observou que soldados fortemente armados fecharam a mesquita logo cedo, restringindo a circulação dos residentes e forçando os lojistas a fecharem suas lojas. Além disso, a ocupação intensificou o cerco à aldeia de Husan, fechando diversas entradas, estabelecendo postos de controle militares móveis e bloqueando a passagem de veículos palestinos.
- Ministro Das Relações Exteriores Da Irlanda Denuncia Violações Do Direito Internacional Na Faixa De Gaza
O ministro das Relações Exteriores da Irlanda, Micheál Martin, enfatizou a gravidade da situação na Faixa de Gaza, destacando que as condições presentes equivalem a violações evidentes do direito internacional. "O que estamos presenciando na Faixa de Gaza neste momento constitui violações flagrantes do direito internacional." Micheál Martin ___ Martin ressaltou a urgência de pôr fim à violência em Gaza, acrescentando que seu país está firmemente a favor de um cessar-fogo imediato na região e da garantia de entrada segura e desimpedida de ajuda humanitária. A população de Gaza, enfrenta uma crise alimentar iminente, diante da grave escassez de alimentos, água, medicamentos e combustíveis.











