

26 de mar. de 2026
ONU Declara Tráfico de Escravos como o Crime Mais Grave da Humanidade
Trabalho escravo I Arquivo
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A resolução da ONU aprovada em 25 de março de 2026 enfatizou que o tráfico de africanos escravizados e a escravização racializada configuram o crime mais grave da história da humanidade, devido à escala, brutalidade, sistematicidade e consequências duradouras que ainda estruturam desigualdades globais.
O presidente de Gana, John Dramani Mahama, destacou que o ato visa reconhecer a verdade histórica e buscar a justiça reparadora. Durante mais de quatro séculos, milhões foram arrancados da África, enviados a plantações de algodão, café e açúcar, e privados de seus nomes e humanidade, repercutindo até hoje em racismo e discriminação.
A resolução sublinha que reparações concretas representam um passo fundamental para corrigir erros históricos. A oposição estadunidense, representada pelo embaixador Dan Negrea, questionou a legalidade das reparações e tratou a resolução como um instrumento fora do mandato da ONU, refletindo a postura histórica de Washington em proteger interesses coloniais e econômicos.
O Secretário-Geral António Guterres reforçou a necessidade de eliminar barreiras que impedem pessoas de ascendência africana de exercer direitos e acessar oportunidades, destacando a importância das Décadas Internacionais da Diáspora Africana e da União Africana sobre Reparações.
A poetisa laureada de Barbados, Esther Philips, reafirmou que a paz só será possível com justiça reparadora, transformando palavras em ações concretas. Este voto histórico expõe o contraste entre o clamor por reparação e a persistência do intervencionismo estadunidense e europeu que busca preservar privilégios coloniais.
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