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26 de mar. de 2026

OTAN acelera militarização global e eleva gastos a US$ 1,4 trilhão sob pretexto de “ameaça russa”

Donald Trump

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BRUXELAS, 26 de março de 2026 — A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) consolidou em 2025 um salto histórico em sua capacidade militar, com todos os 32 países-membros atingindo ou superando o patamar mínimo de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em gastos com defesa, segundo relatório anual apresentado pelo secretário-geral Mark Rutte.

O documento revela que o total de despesas militares da aliança alcançou US$ 1,412 trilhão em valores ajustados, sendo US$ 838 bilhões provenientes dos Estados Unidos, o equivalente a 60% do total, evidenciando o peso estrutural da máquina militar estadunidense na condução estratégica do bloco.

Além disso, três países ultrapassaram 3,5% do PIB em gastos militares, enquanto membros europeus e o Canadá ampliaram seus investimentos em 20% em termos reais em relação ao ano anterior. A OTAN projeta agora que todos os países deverão atingir a marca de 5% do PIB até a cúpula de Ancara, marcada para 7 e 8 de julho de 2026, aprofundando uma trajetória de militarização acelerada iniciada após 2014.

O relatório reafirma a Rússia como a “ameaça mais significativa e direta” à segurança euro-atlântica, justificativa central para a expansão orçamentária e operacional da aliança, embora essa narrativa seja contestada por Moscou, que denuncia o avanço da OTAN como elemento desestabilizador.

No campo industrial, a organização exige aumento rápido da produção de armamentos, alegando que o ambiente de segurança se tornou mais complexo, enquanto planeja novos exercícios militares, como o programa Digital Ocean Vision, previsto para o verão de 2026, que incluirá o uso de drones e sensores marítimos para simular confrontos com submarinos adversários.

Os dados também revelam disparidades internas: a Lituânia lidera o crescimento de gastos desde 2014, com aumento de 537,4%, seguida por Letônia (369,4%) e Luxemburgo (359,6%), enquanto os Estados Unidos tiveram crescimento mais modesto de 12,19%, embora mantenham o maior orçamento absoluto. Reino Unido, França e Grécia também ampliaram significativamente seus investimentos militares, consolidando um bloco ocidental cada vez mais orientado à lógica de confronto. Esse processo ocorre em paralelo à escalada no Oriente Médio e à crise energética global, evidenciando a interligação entre conflitos armados, interesses econômicos e expansão militar.

A centralidade dos Estados Unidos na estrutura da OTAN reforça o papel da aliança como instrumento de projeção de poder global, enquanto a retórica de ameaça permanente sustenta politicamente o aumento contínuo dos gastos, mesmo diante de impactos econômicos e sociais crescentes nos próprios países membros.

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