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Rússia e China rejeitam resolução unilateral contra o Irã no Conselho de Segurança da ONU

quinta-feira, 12 de março de 2026

Uma multidão ocupou as ruas da cidade de Minab, no Sul do Irã, para acompanhar o funeral coletivo de dezenas de crianças e professoras mortas em bombardeio estadunidense-israelense ©REDES SOCIAIS

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A Rússia e a China criticaram duramente a aprovação de uma resolução unilateral contra o Irã no Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) em meio à guerra desencadeada pela coalizão militar estadunidense-israelense contra a República Islâmica, que já alcança seu décimo terceiro dia desde o início da ofensiva em 28 de fevereiro de 2026.

O documento, apresentado pelo Bahrein em nome do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), bloco que reúne monarquias árabes do Golfo Pérsico, condena os ataques retaliatórios realizados por Teerã com mísseis e drones contra bases militares estadunidenses instaladas na Jordânia e em países árabes do Golfo e exige que o Irã cesse imediatamente tais operações militares. A resolução foi aprovada com 13 votos favoráveis, enquanto Rússia e China optaram pela abstenção, denunciando o caráter seletivo do texto e a tentativa de responsabilizar apenas a República Islâmica pelo agravamento da situação regional.

Durante a sessão do Conselho de Segurança, o representante permanente da Rússia na ONU, Vassily Nebenzia, declarou que a medida não contribuirá para a paz no Oriente Médio. “A resolução adotada não pode alcançar a paz no Oriente Médio. Ela apenas exacerbará as divergências entre os principais atores da região”, afirmou Nebenzia, acrescentando que o documento ignora a natureza “não provocada” da agressão conduzida pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã. O diplomata russo advertiu que uma decisão favorável do Conselho poderia ser interpretada por aqueles que iniciaram a ofensiva militar como uma espécie de autorização internacional para continuar a guerra. “Uma decisão positiva do Conselho sobre este documento poderia ser interpretada por atores inescrupulosos, especialmente por aqueles que instigaram esta guerra, como uma ‘bênção’ para continuarem as ações agressivas contra o Irã”, declarou. Nebenzia destacou ainda que o texto aprovado distorce a relação de causa e efeito a ponto de permitir que observadores desinformados acreditem que o Irã iniciou hostilidades contra seus vizinhos árabes sem provocação.

O embaixador da China na ONU, Zhang Jun, também criticou a resolução e afirmou que o conflito não possui legitimidade nem base legal no direito internacional, defendendo que Washington e Tel Aviv suspendam imediatamente os ataques para evitar uma escalada regional ainda mais perigosa. Segundo ambos os diplomatas, Rússia e China tentaram incluir no projeto de resolução uma seção que reconhecesse explicitamente os Estados Unidos e Israel como responsáveis pelo início da guerra, mas a proposta foi rejeitada pelos patrocinadores do documento.

A atual escalada começou em 28 de fevereiro, quando ataques coordenados de forças israelenses e estadunidenses contra Teerã e outras cidades iranianas resultaram no martírio do Líder da Revolução Islâmica, o aiatolá Seyed Ali Khamenei, além da morte de altos comandantes militares e de mais de 1.300 civis, incluindo crianças, segundo autoridades iranianas. Os bombardeios atingiram também infraestrutura civil, como escolas e hospitais. Em resposta, Teerã lançou ataques de retaliação contra bases militares estadunidenses na região e contra posições israelenses nos territórios ocupados, insistindo que suas operações permanecem limitadas a alvos militares no âmbito do direito à legítima defesa.

Em conversa telefônica com o primeiro-ministro do Paquistão, Shahbaz Sharif, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian reiterou que “apenas as bases de onde os ataques contra o nosso território são lançados serão atacadas, no âmbito da legítima defesa”, enfatizando que a responsabilidade pela escalada recai sobre a ofensiva militar iniciada por Washington e Tel Aviv.

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