

Israel impõe censura militar para ocultar impacto dos ataques iranianos e do Hezbollah
quinta-feira, 12 de março de 2026
Soldado israelense. ARQUIVO ©YESH DIN
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Um rígido sistema de censura militar imposto por Israel está restringindo a divulgação de informações sobre os impactos dos ataques iranianos e do Hezbollah nos territórios ocupados, segundo reportagem publicada pela rede Al Jazeera nesta quinta-feira, 12 de março de 2026. O canal catariano informou que, desde o início da segunda guerra contra o Irã em 28 de fevereiro, as autoridades israelenses estabeleceram um bloqueio midiático abrangente que impede a circulação de imagens e relatos não autorizados sobre danos causados por mísseis e drones. De acordo com a reportagem, qualquer vídeo ou fotografia precisa ser previamente analisado pela inteligência militar israelense antes de ser publicado. Mesmo jornalistas que conseguem divulgar material limitado são obrigados a declarar explicitamente que o conteúdo foi aprovado pela censura militar do regime.
A restrição ocorre em meio à intensificação das hostilidades entre Israel, o Irã e o Hezbollah libanês. Segundo a rádio do exército israelense, o Hezbollah lançou mais de 100 foguetes e mísseis contra os territórios ocupados em uma das mais recentes ondas de ataques. O jornal israelense Maariv reconheceu que o movimento de resistência “permanece vivo e ativo”, operando com mísseis de precisão capazes de atingir áreas centrais dos territórios ocupados. A publicação alertou que a atual escalada pode se transformar em uma guerra de desgaste prolongada, cenário que tende a favorecer estrategicamente o Irã.
Paralelamente, a República Islâmica executou cerca de 40 ondas de ataques com mísseis e drones contra posições israelenses e bases militares estadunidenses no Oriente Médio no âmbito da operação Promessa Verdadeira 4, iniciada após a ofensiva militar lançada por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro. Autoridades iranianas afirmam que as operações continuarão enquanto persistirem os ataques contra o país.
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