

9 de jul. de 2026
Queda da indústria argentina se aprofunda com retração de 5,7% em maio
MODO DE NAVEGAÇÃO
A produção industrial da Argentina recuou 5,7% em maio de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, prolongando um ciclo de deterioração que já dura aproximadamente dezoito meses, segundo dados divulgados em 9 de julho pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC). Embora o Índice de Produção Industrial Manufatureira tenha apresentado leve recuperação em relação a abril, o resultado acumulado do ano permanece negativo, informou a agência Prensa Latina.
Entre os segmentos mais afetados estão os setores de têxteis, vestuário, couro e calçados, que registraram queda de 18,2%, além da divisão de produtos de metal, máquinas e equipamentos, que recuou 15%. Fabricantes atribuíram o desempenho à redução da demanda interna e ao aumento da concorrência de produtos importados após medidas de liberalização comercial. A indústria automotiva também apresentou retração de 15,9%, refletindo a diminuição das vendas para concessionárias nacionais e das exportações, afetando igualmente os fabricantes de autopeças.
O único desempenho positivo foi registrado pela produção de minerais não metálicos, com crescimento de 8,3%. Em relatório recente, a consultoria LCG avaliou que a atividade industrial deverá permanecer instável ao longo de 2026, enquanto a construção civil tende a registrar crescimento inferior a 3%, insuficiente para compensar as perdas acumuladas dos últimos dois anos.
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