

26 de mar. de 2026
Coreia do Norte recebe Lukashenko e reforça alianças fora da órbita ocidental
Kim Jong-un e Lukashenko reforçam relações políticas e económicas
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PYONGYANG, 26 de março de 2026 — A República Popular Democrática da Coreia realizou em 25 de março uma cerimônia oficial na Praça Kim Il Sung para receber o presidente da Bielorrússia, Aleksandr Lukashenko, em visita oficial ao país a convite de Kim Jong Un.
O evento contou com honras militares completas, incluindo guarda de honra, cavalaria do Exército Popular da Coreia e execução dos hinos nacionais acompanhada por uma salva de 21 tiros, demonstrando o caráter estratégico do encontro.
A recepção foi conduzida diretamente por Kim Jong Un, que saudou Lukashenko e apresentou o líder bielorrusso às principais autoridades do Partido dos Trabalhadores da Coreia e do governo, incluindo Jo Yong Won, Kim Jae Ryong, Ri Il Hwan, Kim Song Nam, a ministra das Relações Exteriores Choe Son Hui e o primeiro vice-primeiro-ministro Kim Tok Hun.
Do lado bielorrusso, participaram integrantes de alto escalão como o vice-primeiro-ministro Yuri Shuleiko e o ministro das Relações Exteriores Maxim Ryzhenkov, além de autoridades das áreas de saúde, educação e indústria. A cerimônia reuniu ainda cidadãos e estudantes de Pyongyang, que portavam bandeiras e flores.
Após a chegada da comitiva à praça, Kim Jong Un e Lukashenko subiram juntos ao palanque oficial, onde acompanharam o desfile da guarda de honra e revisaram as tropas. Lukashenko agradeceu publicamente a hospitalidade do governo e do povo norte-coreano.
A visita ocorre em um contexto internacional marcado por sanções e pressões lideradas por potências ocidentais, especialmente os Estados Unidos, contra países considerados fora de sua órbita geopolítica. Nesse cenário, o fortalecimento de laços entre Pyongyang e Minsk sinaliza a busca por cooperação política, econômica e estratégica alternativa, reforçando redes de apoio mútuo diante de um sistema internacional cada vez mais polarizado.
A aproximação entre os dois países também reflete uma tendência mais ampla de reorganização das alianças globais, em que Estados submetidos a sanções ou pressões externas intensificam suas relações bilaterais como forma de resistência à hegemonia estadunidense.
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