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Os Estados Unidos e a Tanzânia assinaram memorando de entendimento para investimento de US$ 1,3 bilhão no setor de saúde da Tanzânia ao longo de cinco anos, segundo Reuters e comunicado da embaixada dos Estados Unidos em Dar es Salaam. O acordo inclui compromisso da Tanzânia de investir US$ 1,8 bilhão no mesmo setor no mesmo período, em troca do aporte estadunidense, dentro de uma série de acordos com países africanos como Ruanda, Quênia e Uganda. O entendimento ocorre em meio a controvérsias sobre condições relacionadas a acesso a minerais, dados de saúde e materiais biológicos, segundo registros citados em países como Zâmbia e Quênia.

O memorando foi assinado no fim da noite de quarta-feira e integra uma agenda de acordos na área da saúde conduzidos pelos Estados Unidos com governos africanos. A comunicação da embaixada dos Estados Unidos em Dar es Salaam afirma que o arranjo envolve financiamento, gestão de serviços de saúde e prevenção de doenças infecciosas, além de medidas relacionadas à capacidade de financiamento interno do sistema de saúde tanzaniano.
Em declarações durante a cerimônia de assinatura, o ministro da Saúde da Tanzânia, Mohammed Mushengruwa, afirmou que o acordo não inclui compartilhamento de amostras laboratoriais com os Estados Unidos. Ele declarou que não houve acordo para troca de amostras e que materiais coletados no país, incluindo aqueles ligados a surtos e epidemias, permanecerão sob teste, armazenamento e gestão em território tanzaniano.
Em países africanos citados em acordos semelhantes, a Zâmbia recusou vinculação de contratos de saúde a acesso estadunidense a recursos minerais, enquanto um tribunal no Quênia suspendeu parte de um acordo relacionado a dados pessoais de saúde em análise judicial. Esses episódios aparecem associados a debates sobre cláusulas de cooperação envolvendo dados e materiais biológicos em acordos de financiamento na área da saúde.
Os documentos do acordo indicam que o arranjo busca direcionar recursos para prevenção de doenças infecciosas e manutenção de serviços de saúde, em contexto de mudanças na política de ajuda dos Estados Unidos voltadas à transferência de parte do financiamento de setores sociais para governos parceiros.
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3 de julho de 2026



































