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MODO DE NAVEGAÇÃO

As forças de ocupação israelenses prenderam 14 palestinos na Cisjordânia ocupada em 27 de maio, entre eles jornalistas, estudantes e moradores submetidos a invasões militares antes do amanhecer, segundo informações da agência palestina WAFA. As detenções ocorreram em Jerusalém, Jenin, Nablus e Ramallah enquanto soldados israelenses bloquearam o acesso de famílias palestinas ao cemitério de ash-Shuhada e lançaram gás lacrimogêneo contra civis. Os dados divulgados pela organização palestina Addameer indicam que 9.400 palestinos permanecem presos em cadeias israelenses, incluindo 360 crianças e 87 mulheres, em meio à expansão das detenções sem acusação formal durante o genocídio contra a população palestina.


Cisjordânia, Palestina ocupada. ©WAFA arquivo
Cisjordânia, Palestina ocupada. ©WAFA arquivo

A agência WAFA informou que soldados israelenses detiveram Feras Ad-Dibs, jornalista vinculado ao Departamento Islâmico de Waqf, nas proximidades do Portão de Hutta, uma das entradas da Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém ocupada. Uma mulher palestina também foi presa no mesmo local.


As forças israelenses entregaram ainda ao jornalista Saif Kwasmi uma ordem proibindo sua entrada no complexo da Mesquita de Al-Aqsa por uma semana. Segundo a WAFA, as autoridades israelenses exigiram que ele comparecesse diante da inteligência israelense para interrogatório.


Na cidade de Anata, na província de Jerusalém, soldados israelenses invadiram uma residência, realizaram buscas dentro da casa e prenderam um morador. Em Deir Jarir, na província de Ramallah, outra operação militar terminou com a prisão de um palestino.


Na província de Jenin, tropas israelenses invadiram a cidade de Qabatiya com unidades de infantaria, arrombaram casas e prenderam cinco moradores. Em Jenin, um estudante do ensino médio também foi detido durante outra incursão militar.


Na província de Nablus, soldados israelenses invadiram as cidades de Tell e Beit Iba. Segundo fontes locais citadas pela WAFA, militares revistaram casas e prenderam quatro palestinos.


As detenções ocorreram depois que soldados israelenses impediram famílias palestinas de acessar o cemitério de ash-Shuhada, localizado próximo ao campo de refugiados de Jenin. De acordo com a WAFA, tropas israelenses lançaram bombas de gás lacrimogêneo contra palestinos que tentavam visitar os túmulos de familiares.

As operações militares israelenses na Cisjordânia ocupada ocorrem diariamente sob o argumento de busca por palestinos “procurados”. As invasões incluem entrada em residências sem mandado judicial, detenções durante a madrugada e interrogatórios conduzidos por militares israelenses.


Segundo a legislação militar aplicada por Israel na Cisjordânia ocupada, comandantes do exército israelense concentram autoridade executiva, legislativa e judicial sobre cerca de 3 milhões de palestinos submetidos à ocupação militar. A população palestina não possui participação sobre as normas impostas pelas autoridades israelenses.


Os dados mais recentes divulgados pela Addameer, Associação Palestina de Apoio aos Prisioneiros e Direitos Humanos, mostram que Israel mantém 9.400 palestinos presos em penitenciárias e centros de detenção. Entre os detidos estão 360 crianças e 87 mulheres.


A Addameer informou que aproximadamente 3.376 palestinos estão submetidos ao mecanismo de “detenção administrativa”, procedimento que permite manter presos sem acusação formal ou julgamento por períodos renováveis de três a seis meses. O sistema utiliza provas secretas não acessíveis aos advogados de defesa dos detidos.


Segundo relatório publicado pela Addameer em 2017, mais de 800 mil palestinos foram presos ou detidos por Israel ao longo de cinco décadas de ocupação militar. A organização palestina estima que esse número esteja próximo de 1 milhão atualmente.


Os dados da entidade indicam que cerca de 40% dos homens e meninos palestinos que vivem sob ocupação israelense já passaram por prisões ou centros de detenção israelenses. A Addameer afirma que praticamente todas as famílias palestinas tiveram ao menos um integrante preso pelas autoridades israelenses.


As prisões ocorrem em meio à ampliação das operações israelenses na Cisjordânia e à continuidade do genocídio contra a população palestina iniciado em outubro de 2023. Além das detenções, Israel intensificou demolições de casas palestinas, ataques militares em campos de refugiados e bloqueios de estradas em cidades palestinas ocupadas.

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