top of page

/// Considere apoiar nosso trabalho com uma contribuição via PIX para a chave: jornalclandestino@icloud.com

O ex-diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos EUA, Joe Kent, revelou em 22 de março de 2026 a existência de uma política estruturada de intervenção estadunidense baseada no uso de grupos extremistas como instrumentos de guerra indireta no Oriente Médio, expondo contradições profundas na narrativa oficial de combate ao terrorismo.

Em entrevista ao jornalista Scott Horton, Kent afirmou que o Pentágono utilizou organizações como Al-Qaeda e ISIS para desestabilizar governos considerados adversários estratégicos, especialmente a República Árabe da Síria sob Bashar al-Assad, aliado do Irã. “Fizemos isso porque Assad era amigo do Irã, ele estava ajudando o Hezbollah e o Hamas na Síria. [...] Os Estados Unidos armaram e estrategicamente se apoiaram em grupos aliados”, declarou, caracterizando a estratégia como uma “guerra suja”. Segundo Kent, o objetivo central era utilizar setores radicais para enfraquecer o eixo formado por Irã, Hezbollah e Hamas, criando cenários de instabilidade que posteriormente justificariam intervenções militares diretas, bombardeios e presença prolongada de tropas estadunidenses.

O ex-funcionário destacou que o apoio logístico e estratégico de Washington e de Israel permitiu a consolidação dessas organizações, transformando-as simultaneamente em instrumentos de guerra e em pretexto para operações militares sob a retórica de combate ao terrorismo.

As declarações foram classificadas por setores oficiais como “teorias da conspiração”, mas Kent manteve sua posição e afirmou que a atual ofensiva contra o Irã está diretamente ligada à “pressão de Israel” e aos interesses estratégicos de controle regional. Ele ressaltou que sua decisão de expor essas práticas ocorreu após apresentar sua renúncia, denunciando o que descreveu como uma engrenagem estrutural de intervenções “humanitárias” que mascaram operações de mudança de regime e dominação geopolítica.

O relato evidencia um padrão histórico da política externa estadunidense, caracterizado pela instrumentalização de conflitos locais e pela utilização de atores não estatais para atingir objetivos estratégicos, enquanto mantém uma narrativa pública que reivindica legitimidade moral.

Nesse contexto, as declarações de Kent reforçam críticas recorrentes sobre o papel dos Estados Unidos na perpetuação de instabilidade no Oriente Médio, revelando como o discurso antiterrorista pode funcionar como cobertura ideológica para práticas de guerra indireta e intervenção contínua.

editora
clandestino

Ao adquirir um de nossos arquivos, você contribui para a expansão de nosso trabalho.

MAIS VENDIDOS

Participe das redes
Clandestinas em

 • WhatsApp   • Instagram
 • Telegram   • YouTube

e não perca nenhuma
atualização
 
Nossas redes sofrem frequentemente ataques e censura nas plataformas sociais, por isso seu apoio é fundamental. Acompanhe nossos canais e compartilhe nosso conteúdo – só assim poderemos vencer o algoritmo.
bottom of page