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19 de mar. de 2026

ICE ignora regras e multiplica separações familiares nos EUA, deportando pais sem considerar filhos menores

Photo by Kerem YUCEL / AFP via Getty Images

MODO DE NAVEGAÇÃO

Um relatório recente da Comissão de Refugiadas e da organização Médicos pelos Direitos Humanos denuncia que o ICE tem ignorado sistematicamente suas próprias normas para proteger a unidade familiar durante deportações.

Em novembro de 2025, uma jovem de 22 anos, grávida de cinco meses, foi deportada para Honduras sem que os agentes perguntassem se ela tinha filhos, deixando sua filha de 2 anos para trás.

Pesquisadores entrevistaram 29 pais recém-deportados e funcionários de centros de acolhimento, observando mães chegando em estado de grave sofrimento emocional, com choro incontrolável e pânico. A grande maioria afirmou que o ICE nunca questionou sobre a existência de filhos, contrariando diretrizes vigentes desde o governo Biden, que ainda permanecem sob o governo Trump, mas com flexibilizações implementadas em julho passado.

Zain Lakhani, do WRC, declarou: "Temos observado níveis significativos de separação familiar, em violação das políticas que o governo dos EUA tem para proteger a unidade familiar".

Em muitos casos, pais tentaram voluntariamente informar sobre seus filhos, mas os agentes ignoraram. Uma mãe de quatro filhos, cujo marido já havia sido deportado, foi levada apesar de alertar que as crianças ficariam sozinhas até a chegada da avó. Outro pai suplicou para avisar a babá, mas os policiais se recusaram, deixando a criança sem supervisão por 11 dias.

A revisão das diretrizes pelo governo Trump em julho permitiu que apenas se fosse "operacionalmente viável" que filhos acompanhassem pais deportados, resultando em aumento das separações. Quatro mulheres entrevistadas deram à luz recentemente e todas foram separadas de seus bebês.

O relatório reforça que muitas mães permaneceram sem contato com seus filhos ou cuidadores por dias ou semanas, expondo o descaso institucional do ICE e do governo estadunidense diante dos direitos básicos de crianças e famílias imigrantes.

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