

25 de mar. de 2026
“Israel recebeu licença para torturar palestinos”, denuncia Francesca Albanese
Francesca Albanese
MODO DE NAVEGAÇÃO
A relatora especial da ONU para os territórios palestinos ocupados, Francesca Albanese, afirmou em 25 de março de 2026, perante o Conselho de Direitos Humanos em Genebra, que “a tortura se tornou efetivamente política de Estado” em Israel e que o país recebeu “na prática, uma licença para torturar palestinos”.
Em seu relatório, Albanese descreveu a realidade nos territórios ocupados como um “contínuo de sofrimento físico e mental”, destacando que as práticas vão muito além das prisões e configuram um ambiente generalizado de violência estrutural.
Segundo ela, os abusos documentados sugerem “vingança coletiva e intenção destrutiva”, constituindo evidências de crimes atrozes contra toda a população palestina. O relatório provocou reações imediatas: a missão israelense em Genebra acusou Albanese de promover “narrativas extremistas”, enquanto representantes de diversos países denunciaram a inação internacional.
O embaixador palestino Ibrahim Khraishi afirmou que os casos documentados representam “tortura coletiva e sistemática”, enquanto a África do Sul declarou que a omissão global “não é neutralidade: é cumplicidade”.
A Venezuela questionou o silêncio internacional e denunciou o financiamento dessas ações, e o Paquistão, em nome da Organização de Cooperação Islâmica, afirmou que a impunidade está consolidada. Albanese alertou que a falta de responsabilização na Palestina abre precedentes para violações em outras regiões, citando impactos já visíveis no Líbano, Irã e outros países.
O relatório reforça denúncias de que o genocídio palestino é sustentado por estruturas institucionais e pela permissividade internacional.
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