

“Somente Teerã decidirá quando esta guerra termina”, diz comandante iraniano
terça-feira, 10 de março de 2026
Iranianos realizam manifestações por seu país e para condenar a agressão israelense. 19 de junho de 2025 - arquivo
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O comandante do Quartel-General Central Khatam al-Anbia das Forças Armadas do Irã, major-general Ali Abdolahi, afirmou que a era em que os Estados Unidos e Israel podiam iniciar ou encerrar guerras na região de forma unilateral chegou ao fim. A declaração foi divulgada na segunda-feira, 9 de março de 2026, em mensagem oficial na qual o comandante denunciou a ofensiva militar lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra o território iraniano. Segundo Abdolahi, a operação constituiu uma violação flagrante do direito internacional e dos princípios fundamentais dos direitos humanos. O ataque resultou no martírio do Líder da Revolução Islâmica, o aiatolá Seyed Ali Khamenei, além da morte de diversos comandantes militares e de numerosos civis iranianos.
“A situação atual não permite mais que os Estados Unidos e o regime sionista iniciem uma guerra contra nós quando quiserem e a terminem quando bem entenderem”, declarou o oficial de alta patente. Abdolahi acrescentou que o atual confronto não será encerrado por pressão externa, mas apenas quando o próprio Irã considerar que seus objetivos de defesa foram alcançados. O comandante enfatizou que o país não pode ignorar o martírio de seu líder e que a determinação da liderança política, da população e das forças armadas iranianas em responsabilizar os responsáveis pela agressão permanece firme. “A determinação da liderança, do povo e das forças armadas iranianas em vingar seus adversários criminosos é mais forte do que nunca”, afirmou.
O general também destacou que o Irã nunca iniciou guerras contra outros países e sempre procurou manter relações baseadas no respeito à soberania dos Estados vizinhos. De acordo com Abdolahi, a agressão militar conduzida pelos Estados Unidos e por Israel já provocou a morte de mais de 1.300 civis e causou destruição significativa em infraestrutura civil iraniana, incluindo escolas, hospitais, instalações esportivas e centros humanitários. Invocando o Artigo 51 da Carta das Nações Unidas, que reconhece o direito inerente de autodefesa diante de ataques armados, o comandante afirmou que as forças armadas iranianas responderam lançando sucessivas ondas de ataques com mísseis e drones contra bases militares estadunidenses na região e contra alvos militares israelenses em territórios palestinos ocupados.
Segundo Teerã, essas operações continuarão enquanto a agressão contra o território iraniano persistir e até que os responsáveis sejam responsabilizados pela escalada militar.
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