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O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, confirmou em 19 de março de 2026 que solicitará ao Congresso aproximadamente US$ 200 bilhões adicionais para financiar a continuidade da ofensiva militar contra o Irã, ampliando o envolvimento estadunidense na escalada regional iniciada após os ataques de 28 de fevereiro.
A declaração ocorre apesar da incapacidade das forças dos EUA e de Israel de alcançar seus objetivos estratégicos declarados, incluindo a contenção da capacidade militar iraniana, que segue ativa e operando com eficácia, como demonstrado pelos recentes ataques de mísseis de precisão contra instalações militares e estratégicas estadunidenses e israelenses no Oriente Médio.
Hegseth classificou a operação, denominada “Epic Fury”, como “precisa e decisiva”, embora evidências no terreno apontem para um cenário de prolongamento do conflito e intensificação das respostas iranianas, especialmente no âmbito da operação Promessa Verdadeira 4.
Em tom beligerante e revelador da lógica que orienta a política externa estadunidense, Hegseth declarou: “É preciso dinheiro para matar os bandidos”, frase que sintetiza a naturalização da guerra como instrumento de política internacional e reforça a ausência de qualquer compromisso com soluções diplomáticas.
O secretário também afirmou que a campanha atual difere das guerras no Iraque e no Afeganistão, criticando diretamente os governos de George W. Bush, Barack Obama e Joe Biden, a quem acusou de “desperdiçar a credibilidade americana”, ainda que a atual escalada repita padrões históricos de intervenções militares sem respaldo internacional ou transparência institucional.
A Casa Branca, por sua vez, não detalhou os critérios técnicos ou estratégicos que justificariam o novo aporte financeiro, especialmente após alegar que o programa nuclear iraniano teria sido neutralizado em junho de 2025, durante ataques a instalações em Natanz, Fordo e Isfahan, na chamada “guerra de 12 dias”.
No Congresso, o presidente da Câmara, Mike Johnson, reconheceu o cenário como um “momento perigoso”, mas declarou apoio irrestrito ao financiamento militar, afirmando que “devemos financiar adequadamente a defesa”, mesmo sem análise detalhada da proposta.
O debate legislativo, contudo, revela fissuras internas, com setores conservadores defendendo austeridade fiscal e parte da oposição exigindo maior transparência sobre os objetivos estratégicos da guerra. A solicitação de US$ 200 bilhões representa um dos maiores aumentos recentes no orçamento militar estadunidense, superado apenas por operações de grande escala como a invasão do Iraque em 2003, e reforça a continuidade de uma política externa baseada na projeção de força, na militarização de disputas geopolíticas e na imposição de interesses estratégicos sob o pretexto de segurança internacional.
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